sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Conferência Apresenta Resultados do INCT Para Mudanças Climáticas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (23/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Conferência apresenta resultados do INCT para Mudanças Climáticas.

Duda Falcão

Conferência Apresenta Resultados
do INCT Para Mudanças Climáticas

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva será a palestrante da cerimônia de abertura da Conferência Internacional do INCT para Mudanças Climáticas, que será realizada de 28 a 30 de setembro, em São Paulo. O evento tem como objetivo apresentar os resultados finais desse projeto, no âmbito dos institutos nacionais de ciência e tecnologia do governo federal. A programação da Conferência inclui apresentações de pesquisadores nacionais e internacionais, além de sessões de pôsteres.

No dia 28, serão apresentados resultados nas áreas de Observações e atribuição de causas da variabilidade e extremos climáticos; Monitoramento de Gases de Efeito Estufa; Zonas Costeiras e Oceanos; Desastres Naturais; e Biodiversidade. Ao final da programação, será apresentada a Terceira Comunicação Nacional Terceira Comunicação Nacional do Brasil (TCN) à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

No dia 29, três conferências magnas precedem os seguintes temas que serão abordados por pesquisadores do INCT para Mudanças Climáticas: Segurança Energética (Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ); Segurança Hídrica (José Galizia Tundisi, do IIE) e Segurança Alimentar (Antonio Márcio Buainain, da Unicamp). Ao final da programação, será apresentado o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

No dia 30, Ursula Oswald Spring, da Universidade Nacional do México, apresenta conferência magna sobre Interface Ciência-Políticas Públicas em Mudanças Climáticas. Carolina Vera, da Universidade de Buenos Aires, apresenta conferência magna sobre Modelagem do Sistema Terrestre.

Encerrando as atividades, Carlos Nobre (CEMADEN), coordenador do projeto, anuncia a nova fase do INCT para Mudanças Climáticas.

Rede de Pesquisas Ambientais

Com ampla participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o INCT para Mudanças Climáticas foi criado visando à implantação e desenvolvimento de uma abrangente rede de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas. Inicialmente, embasou-se na cooperação de 76 grupos de pesquisa nacionais de todas as regiões e 16 grupos de pesquisa internacionais. Durante a vigência do projeto, chegou a 108 instituições, sendo 17 delas internacionais, da África do Sul, Argentina, Chile, EUA, Japão, Holanda, Índia, Reino Unido e Uruguai. Envolveu, na sua totalidade, cerca de 300 pesquisadores, estudantes e técnicos e constituindo-se na maior rede de pesquisas ambientais já desenvolvida no Brasil.

Mais de 900 publicações, entre livros, capítulos de livro e artigos em revistas nacionais e internacionais foram geradas, junto com dezenas de apresentações em eventos científicos e para público amplo.

Espelhando-se na estrutura do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o projeto se organizou em três eixos científicos principais (base científica das mudanças ambientais globais; impactos-adaptação-vulnerabilidade; mitigação) e incluiu também esforços de inovação tecnológica em modelos do sistema climático, geossensores para medir a concentração de gases de efeito estufa, e sistema de prevenção de desastres naturais. Esta temática científica foi organizada em 26 subprojetos de pesquisa.

O INCT para Mudanças Climáticas vinculou-se estreitamente a pelo menos duas outras redes de pesquisa em mudanças climáticas. Em primeiro lugar, esteve diretamente associado à Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cobrindo todos os seus aspectos científicos e tecnológicos de interesse, além de fornecer articulação, integração e coesão científica à Rede. Em contrapartida, mecanismos financeiros existentes para a Rede Clima forneceram financiamento suplementar para a implementação bem-sucedida deste INCT. Ele igualmente esteve associado ao Programa FAPESP Mudanças Climáticas Globais.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) abrigou as Secretarias Executivas do INCT para Mudanças Climáticas e da Rede Clima e recursos físicos e computacionais que apoiaram as pesquisas dos dois programas. Atualmente, o INPE mantém a Secretaria Executiva da Rede Clima em suas instalações.

O INCT para Mudanças Climáticas se propôs ainda a promover a formação de algumas dezenas de mestres e doutores em suas linhas temáticas, no intervalo de 5 anos. Foram concluídos 332 mestrados, 230 doutorados e 104 pós-doutorados, além de 153 iniciações científicas. Espera-se que a geração de novos conhecimentos e a capacitação de recursos humanos permita reforçar o papel do Brasil na definição da agenda ambiental em âmbito global. Outrossim, espera-se gerar conhecimentos e informações cada vez mais qualificadas, para que as ações de desenvolvimento social e econômico do país se deem de forma ambientalmente sustentáveis.

No importante quesito das políticas públicas, o INCT para Mudanças Climáticas, em parceria com a Rede Clima e com programas estaduais e internacionais de pesquisas em mudanças climáticas, contribuiu como pilar de pesquisa e desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Também apoiou os trabalhos científicos relevantes para a elaboração do Plano Nacional de Adaptação as Mudanças Climáticas. Forneceu subsídios científicos úteis para a preparação do Quinto Relatório Científico do IPCC (IPCC AR5) e do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas PBMC - ambos publicados em 2014 - e para os estudos de impactos das mudanças climáticas e análise de vulnerabilidade setorial para a preparação da Terceira Comunicação Nacional (TCN) do Brasil na Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCC), apresentados na Conferência das Partes (COP-20) em Lima, em 2014.

Em resumo, o desenvolvimento da agenda científica proposta forneceu condições ótimas ao país para o desenvolvimento de excelência científica nas várias áreas das mudanças ambientais globais e sobre suas implicações para o desenvolvimento sustentável, principalmente quando se leva em consideração que a economia de nações em desenvolvimento é fortemente ligada a recursos naturais renováveis, como é marcantemente o caso do Brasil.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Ministro Kassab Participa da Cerimônia de Posse do Novo Diretor do INPE Nesta Segunda-Feira (26)

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada hoje (23/09) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), destacando que o Ministro Gilberto Kassab participará nesta segunda-feira (26/09) da Cerimônia de Posse do novo diretor do INPE.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Ministro Participa da Cerimônia de Posse do
Novo Diretor do INPE Nesta Segunda-Feira (26)

Solenidade também marca o aniversário de 55 anos do INPE, que atua nas áreas de
meteorologia e mudanças climáticas, observação da Terra, ciências espaciais e
atmosféricas e engenharia espacial. Engenheiro de telecomunicações,
Ricardo Galvão foi escolhido pelo ministro Gilberto Kassab.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 23/09/2016 | 15:28
Última modificação: 23/09/2016 | 15:38

Crédito: Ascom/MCTIC

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, participa nesta segunda-feira (26) da cerimônia de comemoração pelos 55 anos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na ocasião, será empossado o novo diretor do INPE, Ricardo Magnus Osório Galvão, cuja nomeação no Diário Oficial da União (DOU) foi publicada na última quinta-feira (22).

Escolhido pelo ministro Gilberto Kassab a partir de lista tríplice, o engenheiro de telecomunicações Ricardo Galvão é mestre em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em física de plasmas aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Professor da Universidade de São Paulo, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física e é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências, além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.

Ele assume a diretoria do INPE, instituto de pesquisa vinculado ao MCTIC criado em 3 de agosto de 1961 com atuação nas áreas de Meteorologia e Mudanças Climáticas, Observação da Terra, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. O INPE também presta serviços operacionais de previsão do tempo e clima, de monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélite, medidas de queimadas, raios e poluição do ar e, ainda, realiza testes e ensaios industriais de alta qualidade.

Serviço

Evento: Cerimônia de comemoração dos 55 anos do Inpe e posse do novo diretor Ricardo Galvão
Data: 26 de setembro de 2016
Horário: 10h
Local: Sede do INPE
Endereço: Avenida dos Astronautas, 1.758, São José dos Campos – SP

Informações à Imprensa

Assessoria de Comunicação do MCTIC
(61) 2033-7515 / imprensa@mctic.gov.br


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Para Diretor da AEB, Pesquisa Espacial Deve Atender às Necessidades da Sociedade e do País

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada hoje (23/09) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), destacando que para o Dr. Petrônio Noronha de Souza (diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB), Pesquisa Espacial deve atender às necessidades da Sociedade e do País.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Para Diretor da AEB, Pesquisa Espacial
Deve Atender às Necessidades
da Sociedade e do País

Em palestra no MCTIC, Petrônio Noronha de Souza destacou a importância
dos produtos e serviços desenvolvidos nas áreas de sensoriamento remoto,
telecomunicações, previsão climática e prevenção de desastres naturais.
"Nosso interesse é conseguir atender as necessidades nacionais", disse.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 23/09/2016 | 13:33
Última modificação: 23/09/2016 | 13:38

Crédito: Ascom/MCTIC

O Programa Espacial Brasileiro tem por meta atender às demandas e necessidades da sociedade e do país. A afirmação é do diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha de Souza. Segundo ele, o Brasil deve investir na busca de melhores produtos e serviços desenvolvidos a partir da pesquisa espacial. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a utilização de satélites nas áreas de sensoriamento remoto, previsão climática, telecomunicações e prevenção de desastres naturais.

"Fazer um sensoriamento remoto melhor, ter aplicativos e produtos que auxiliem as demandas do governo para a execução de políticas públicas, ter telecomunicações que atendam de forma mais ampla a população e integrem mais o país. Ter uma meteorologia de precisão que possa mitigar desastres naturais e os impactos econômicos. O nosso interesse é conseguir atender, de uma forma mais ampla e eficaz, as necessidades nacionais", disse.

Petrônio de Souza, que participou do Ciclo de Seminários MCTIC 2016 com o tema "Programa Espacial Brasileiro: Políticas, Projetos e Desafios", destacou os serviços climáticos oferecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) como "de referência". "É uma gama de serviços que tem impactos diretos na vida da população, seja na previsão climática ou no alerta de desastres naturais", observou.

Na área de telecomunicações, ele ressaltou que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) será um importante aliado para aumentar a oferta de banda larga no país. O equipamento está em construção na França – com a participação de técnicos brasileiros – e tem previsão de entrada em operação em 2018.

Capacitação

Um dos desafios enfrentados pelo setor aeroespacial brasileiro é a renovação de recursos humanos nos setores público e privado. Na avaliação do diretor da AEB, é necessário estimular o interesse dos jovens por carreiras ligadas a estas atividades.

"Por um lado, temos que repor os quadros essenciais dos órgãos executores e, ao mesmo tempo, é necessário que a indústria esteja presente no desenvolvimento dos recursos humanos. A AEB atua junto aos cursos de engenharia aeroespacial do país e na divulgação científica por meio da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. São passos iniciais e importantes para estimular o jovem a seguir uma carreira no setor espacial", afirmou.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Novo Diretor do INPE Quer Eliminar Entraves e Avançar Com o Programa Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue agora uma entrevista com o novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Dr. Ricardo Magnus Osório Galvãopostada hoje (23/09) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Novo Diretor do INPE Quer Eliminar Entraves
e Avançar Com o Programa Espacial Brasileiro

Nomeado nesta quinta-feira (22), Ricardo Galvão afirmou que a execução
do Programa Nacional de Atividades Espaciais depende da perfeita integração
entre as duas instituições, que são vinculadas ao MCTIC.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 23/09/2016 | 00:20
Última modificação: 23/09/2016 | 13:38

Crédito: Divulgação
Ricardo Galvão é membro titular da Academia de Ciências
do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências,
além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta quinta-feira (22) a nomeação do novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Magnus Osório Galvão. Ele foi escolhido pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a partir de lista tríplice.

Em entrevista ao Portal do MCTIC, Ricardo Galvão falou dos principais desafios do INPE, como a redução do quadro de servidores e a recomposição orçamentária. "Enquanto alguns pesquisadores permanecem na instituição mesmo após terem atingido as condições para aposentadoria, atraídos pela participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento, atrativos semelhantes não existem para o pessoal administrativo. Esta é uma situação que afeta não somente o INPE, mas praticamente a totalidade das unidades de pesquisa do MCTIC", disse Galvão.

Outro desafio, segundo ele, é a construção de uma sinergia com a Agência Espacial Brasileira (AEB). "Se não houver perfeita integração entre a agência e o instituto, é evidente que a execução do PNAE pode ser prejudicada por desconfianças e diversidade de visões. Assim, julgo essencial eliminar entraves e costurar um relacionamento construtivo e colaborativo entre o INPE e a AEB", afirmou.

Engenheiro de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense, o novo diretor do INPE é mestre em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e doutor em física de plasmas aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Professor da Universidade de São Paulo, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física e é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências, além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.

MCTIC: Qual é o maior desafio do INPE?

Ricardo Galvão: Não existe um ‘maior desafio', mas vários desafios a serem enfrentados na próxima gestão. O primeiro deles é a gravíssima situação de acentuada redução do quadro de servidores do INPE, em particular analistas e assistentes de gestão. Enquanto alguns pesquisadores, tecnologistas e técnicos permanecem na instituição mesmo após terem atingido as condições para aposentadoria, atraídos pela participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento, até com a possibilidade de usufruir de bolsas de produtividade do CNPq em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, atrativos semelhantes não existem para o pessoal administrativo. Esta é uma situação que afeta não somente o INPE, mas praticamente a totalidade das unidades de pesquisa do MCTIC. A solução definitiva deste problema está além da governança do diretor e exigirá uma ação integrada entre os diretores de todas as unidades e o ministério para, gradualmente, trabalhar junto ao Ministério do Planejamento para conseguir abertura de novos concursos.

MCTIC: O que é possível fazer para contornar a situação?

Ricardo Galvão: Como solução paliativa, pretendo estudar reativar propostas de incentivo para servidores que permanecem na ativa após terem atingido a condição para aposentadoria. No entanto, não estou seguro de que isto seja possível no governo federal. Continuando, o segundo desafio é certamente a questão orçamentária, neste cenário de crise econômica que afeta o país. Aqui também, embora a solução definitiva esteja além da governança do diretor, existem algumas possibilidades a serem mais bem exploradas com relação à obtenção de recursos complementares, através de programas mais ambiciosos junto às agências de fomento, como, aliás, a atual gestão implementou para a área espacial com a FAPESP [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] e a FINEP [Financiadora de Estudos e Projetos], e o aumento das atividades de prestação de serviços, implementadas através da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Neste quesito, os diferentes laboratórios do INPE têm grande potencial, e a nova Lei 13.243/2016 [Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação] introduziu mecanismos jurídicos que facilitam bastante a prestação de serviços técnicos a instituições públicas ou privadas. Além disso, algumas coordenações do INPE, como a de Observação da Terra, por exemplo, têm convênios com outros órgãos e agências do governo federal que promovem a entrada de recursos na instituição. Essas atividades devem ser estimuladas, desde que não sejam executadas em detrimento às de pesquisa científica e que uma parcela dos recursos obtidos seja repassada à instituição como ‘custos de manutenção e operação'.

MCTIC: O senhor mencionou a área espacial. Como é a relação com a Agência Espacial Brasileira (AEB)? 

Ricardo Galvão: Esse é o terceiro desafio que temos no INPE, ou seja, melhorar a interação com a AEB no que se refere à execução do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O programa de satélites foi inicialmente todo desenvolvido sob a governança do INPE. No entanto, com a publicação do Decreto 1.332, estabelecendo a Política de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), e a sanção da Lei 8.854, criando a AEB, o INPE perdeu parcialmente a autonomia para estabelecer, de forma independente, sua política de desenvolvimento de satélites. De fato, o artigo 30 da referida lei estabelece que ‘compete à AEB executar e fazer executar a PNDAE, bem como propor as diretrizes e as ações dela decorrentes'. Como é bem conhecido na comunidade espacial brasileira, essa alteração não foi fácil e amplamente aceita pelo corpo técnico do INPE.

MCTIC: Quais são os entraves?

Ricardo Galvão: Parece-me que parte dessas dificuldades decorre de que as competências para execução do PNAE, no que concerne objetivos científicos e técnicos, projetos conceituais e de engenharia de satélites, construção por encomenda à indústria ou a instituições governamentais, como também integração e testes, não estão ainda satisfatoriamente acordadas e detalhadas. Enquanto considero uma premissa fundamental a competência da AEB para "executar e fazer executar" o PNAE, é evidente que boa parcela da competência científica e técnica nessa área está concentrada principalmente no INPE. Assim, se não houver perfeita integração entre a agência e o instituto, desde a fase de projeto conceitual dos satélites, é evidente que sua execução pode ser prejudicada por desconfianças e diversidade de visões. Assim, julgo essencial eliminar entraves e costurar um relacionamento construtivo e colaborativo entre o INPE e a AEB. A equipe técnica do INPE deverá ter participação efetiva na definição de projetos de satélites que fiquem sob sua responsabilidade, principalmente os para aplicações científicas. Em contrapartida, deverá assumir o compromisso de seguir estritamente a execução dos projetos como acordado com a AEB.

Finalmente, outro desafio importante é reverter a aparente existência de certa atitude de isolamento e independência de alguns grupos de pesquisa básica em ciência espacial do INPE com relação a outros grupos nacionais. Especificamente, julgo que a liderança científica de unidades do MCTIC possa ser almejada somente se promover uma efetiva colaboração sinergética com outros grupos nacionais, permitindo que sua infraestrutura administrativa e técnica possa ser utilizada para viabilizar projetos científicos de maior envergadura, em particular em colaborações internacionais. 

Isso ficou muito bem estabelecido no objetivo de um dos programas do Plano de Ação 2007-2010 do então Ministério da Ciência e Tecnologia, "aperfeiçoar e consolidar o papel das Unidades de Pesquisa do MCT como instituições líderes de C,T&I, atuando como centros de pesquisa em áreas estratégicas, como laboratórios nacionais com instalações de maior porte e ambiente científico que atraiam a comunidade científica, como âncoras de projetos mobilizadores e redes de pesquisa, ...".

Portanto é necessário estimular fortemente a pesquisa básica em ciência espacial e áreas correlatas, mas de forma coordenada, não somente entre os diversos grupos do INPE, mas também com a comunidade externa, fazendo com que boa parte de suas instalações opere de fato como laboratórios multiusuários.

MCTIC: Falando em setor aeroespacial, está previsto para 2018 o lançamento de um novo CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Qual é o objetivo?

Ricardo Galvão: Os objetivos do CBERS estão bem definidos no Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012 – 2021, que são ampliar a capacidade de observação e monitoramento do território nacional, além de dar continuidade e ampliar a cooperação com a China no desenvolvimento da tecnologia espacial. O CBERS 4 foi lançado com grande êxito em dezembro de 2014 e está em operação regular, operando uma câmera de muito boa resolução desenvolvida por empresa brasileira. O novo CBERS dará continuidade ao programa, aumentando a resolução das imagens obtidas.

MCTIC: O INPE faz o monitoramento da Amazônia brasileira por satélite. Como esses dados têm ajudado a combater o desmatamento? 

Ricardo Galvão: Na realidade, o INPE tem vários programas de extrema importância para o país no que se refere ao monitoramento e preservação ambiental, como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) e Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), além do DEGRAD. Embora as imagens utilizadas para estes programas sejam provenientes não somente de satélites brasileiros, mas também de outras constelações de satélites, no Programa Nacional de Atividades Espaciais está programado o lançamento de satélites da série Amazônia justamente para ampliar a capacidade do país no monitoramento da região. O Amazônia 1 será um satélite inteiramente concebido e desenvolvido no país, contribuindo substancialmente para o nosso avanço no domínio da tecnologia espacial.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Bom leitor, não há como negar o currículo técnico do Dr. Ricardo Magnus Osório Galvão, ou seja, é um profissional da área e não um Zé Mané qualquer, mas será que o mesmo tem a experiência de gestão política necessária para enfrentar este grande desafio que é conviver com esses vermes de Brasília??? Bom, só o tempo dirá, mas pelas colocações feitas por ele nesta entrevista, o mesmo parecer ser um profissional centrando com um plano de ação já estabelecido, porém precisará de muito mais do que isso para poder fazer a diferença. Como dissemos ao Dr, Galvão via e-mail esta manhã, o Blog BRAZILIAN SPACE ficará na torcida para que ele possa com sapiência, dinamismo e boas ideias encontrar uma forma de realizar a aparte do programa que cabe ao INPE avançar dez anos em quatro, missão esta extremamente árdua, mas que precisa ser feita com urgência, ou estremos condenados a pagar o alto preço do atraso tecnológico. Boa sorte Dr. Galvão, vai precisar.

Comandante da Aeronáutica cobra Mais Investimentos em Sistemas Aeroespaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (22/09) no site da “Agência Brasil” destacando que o Comandante da Aeronáutica Nivaldo Luiz Rossato, cobra mais investimentos em Sistemas Aeroespaciais.

Duda Falcão

GERAL

Comandante da Aeronáutica Cobra Mais
Investimentos em Sistemas Aeroespaciais

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Edição: Armando Cardoso
Brasília, 22/09/2016 - 18h29

Foto: Arquivo/José Cruz/Agência Brasil
Para o comandante Nivaldo Rossato, projeto da
Aeronáutica não consegue recursos financeiros.

Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.

Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.

Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.

Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.

“Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.

De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.

“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.

Projetos

No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.

“Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.

“Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”

O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.


Fonte: Site da Agência Brasil

Comentário: Pois é, apesar da atitude do Comandante Nivaldo Luiz Rossato em vir a publico com essas colocações, a postura ainda continua de um PEDINTE e não de um COBRADOR como sinalizou o título desta matéria. Ano passado um amigo meu me disse que não se fazia mais militares como antigamente, faltava bolas, coisa que não há mais como negar que ele esteja certo. Será que é tão difícil dizer claramente para sociedade que o país não tem um Programa Espacial (se quer há um verdadeiro programa de nação, quanto mais o resto) porque os poderes executivo, legislativo e judiciário não querem que isso aconteça??? Não adianta matérias com colocações com essa Comandante Rossato, seja claro, passe a bola para quem é de direito, estabeleça responsabilidades, não use as entrelinhas para generalizar, caso contrario o colocarei entre aqueles que se deixaram deliciar pelos bastidores de Brasília. O senhor só deve lealdade à pátria Comandante Rossato e ao seu povo, afinal governos passam e resultados perduram, esteja do lado certo e terá não só o meu apoio.

Pós-Doutorado em Astrofísica Estelar na USP

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (22/09) no site da Agência FAPESP, destacando que o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) oferece, recebe, até 30 de setembro, uma vaga de Pós-Doutorado em em Astrofísica Estelar.

Duda Falcão

Notícias

Pós-Doutorado em Astrofísica Estelar na USP

Agência FAPESP
22 de setembro de 2016

Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
recebe, até 30 de setembro, inscrições para vaga com Bolsa
da FAPESP (galáxia em espiral NGC 1232: imagem obtida em
21 de setembro de 1998/ESO)

O Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) oferece, até 30 de setembro, uma vaga de Pós-Doutorado com Bolsa da FAPESP.

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático "MOSAIC: The multi-object spectrograph for the ESO extremely large telescope".

O candidato selecionado atuará em estudos de espectroscopia de estrelas frias de alta, média e baixa resoluções espectrais, com ênfase em estrelas pobres em metais, integrando o grupo de pesquisa das professoras Silvia Rossi e Beatriz Barbuy, além de colaboradores internacionais.

Os documentos requeridos para a inscrição são currículo e declaração de pesquisa (incluindo trabalhos anteriores e planos futuros adequados ao projeto), com no máximo cinco páginas, e duas cartas de recomendação. As aplicações devem ser enviadas para opportunities@iag.usp.br.

A oportunidade está publicada no endereço fapesp.br/oportunidades/1204. O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.


Fonte: Site da Agência FAPESP

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Publicado o Plano Diretor 2016-2019 do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que foi publicado o Plano Diretor 2016-2019 do instituto.

Duda Falcão

Publicado o Plano Diretor 2016-2019

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) finalizou o seu novo Plano Diretor, para o período 2016-2019. Além das metas das áreas-fins da instituição, o documento contempla metas importantes na área de gestão, consideradas fundamentais para que os demais objetivos estratégicos para os próximos quatro anos sejam atingidos.

O Plano Diretor foi elaborado em sintonia com o Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 do governo federal e contempla, basicamente, três camadas de atuação: o acesso ao espaço, o rastreio e controle de objetos em órbita e as aplicações.

O acesso ao espaço consiste em colocar sistemas espaciais em órbita – dados, informações e serviços sobre o planeta, para atender à sociedade. Essa parte envolve as áreas de Engenharia, de Integração e Testes de satélites e o Centro de Tecnologias Especiais do Instituto.

A segunda camada está ligada ao Centro de Rastreio e Controle dos objetos em órbita e a recepção, armazenagem e distribuição das informações geradas por esses sistemas. Ou seja, o que é preciso para ter os sistemas operacionais e como se viabiliza a chegada do serviço ao usuário final.

A terceira camada, de aplicações, divide-se em quatro áreas: Ciências Espaciais, Meteorologia, Observação da Terra e Ciência do Sistema Terrestre. Nessa camada, o Plano Diretor contempla desde a parte científica – aprimoramento do conhecimento na área de atuação –, passando pelos projetos de pesquisa aplicada e desenvolvimento, e chegando aos produtos e serviços.


Leia mais sobre o Plano Diretor no INPE Informa.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Ricardo Galvão é Nomeado Diretor do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que finalmente o pesquisador Ricardo Galvão foi nomeado como novo diretor do instituto.

Duda Falcão

Ricardo Galvão é Nomeado Diretor do INPE

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

Nesta quinta-feira (22/9), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria que nomeia Ricardo Magnus Osório Galvão como novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ele substitui Leonel Perondi, à frente da instituição desde maio de 2012. Confira aqui a publicação no DOU.

Ricardo Galvão já foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), membro do Conselho da Sociedade Europeia de Física e presidente da Sociedade Brasileira de Física, entre outros cargos de gestão técnico-científica.

O novo diretor do INPE é graduado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Física de Plasmas Aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), com livre-docência em Física Experimental pela Universidade de São Paulo (USP). É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Galvão foi indicado à Direção do INPE pelo ministro Gilberto Kassab, da pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) após processo de seleção realizado por meio de comitê de especialistas. O sistema vem sendo praticado pelo MCTIC para os cargos de Direção de todas as suas Unidades de Pesquisa e resulta em lista tríplice que subsidia a escolha do ministro. A seleção é realizada por especialistas que buscam, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Internauta do UOL Vai Escolher Nome de Asteroide Descoberto Por Brasileiros

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada hoje (22/09) no site “UOL Notícias” destacando que um Internauta do UOL vai escolher nome de asteroide descoberto por brasileiros.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE

Internauta do UOL Vai Escolher Nome
de Asteroide Descoberto Por Brasileiros

Salvador Nogueira
Especial para o UOL
22/09/201606h00

Asteroide descoberto por brasileira terá
nome escolhido em votação do UOL

Em 6 de setembro de 2014, o observatório Sonear, em Oliveira (MG), fez a descoberta de um novo asteroide próximo à Terra. Agora, ele acaba de receber sua numeração oficial da União Astronômica Internacional - a Fifa da astronomia, por assim dizer - e seus descobridores precisam batizá-lo. Para isso, contam com a sua ajuda.

Sim, a sua ajuda! A enquete abaixo, promovida pelo UOL em parceria com o Sonear, dará ao público a chance de decidir qual será o nome oficial do asteroide.

"Segundo as regras, os NEOs [sigla para Near-Earth Objects, ou Objetos Próximos à Terra] têm de levar nomes relacionados à mitologia", explica Cristóvão Jacques, um dos descobridores do asteroide que no momento só tem número - 472263. "E aí tivemos a ideia de fazer uma enquete popular para a escolha do nome."

As opções oferecidas pelos pesquisadores, inspiradas apropriadamente pelo folclore brasileiro, são Saci, Curupira e Mula-sem-cabeça. "Este vai ser o primeiro NEO descoberto no Brasil a ser batizado", destaca Jacques.


A definição estrita de NEO é todo objeto cujo ponto de sua órbita que mais se aproxima do Sol está a uma distância menor do que 1,3 unidade astronômica, sendo 1 UA a própria distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de km. Os pesquisadores usam a expressão "objeto" porque o grupo de astros engloba tanto asteroides como cometas.

O Asteroide

No caso em questão, o objeto tem cerca de 1 km de diâmetro e completa uma volta ao redor do Sol em 387 dias --apenas 21 a mais que a própria Terra. Felizmente, a órbita dele não intersecta com a nossa e o bólido celeste nunca chega mais perto da Terra que 13,5 milhões de km, o que afasta qualquer perigo de colisão futura, pelo menos no futuro previsível.

O prazo para votação na enquete vai até o fim do mês, 30 de setembro, quando então será anunciado o nome escolhido, na página do SONEAR no Facebook. A aprovação final, claro, será feita posteriormente por um comitê da União Astronômica Internacional.

Recentemente, outro asteroide recebeu o nome por meio de votação popular. Foi o Bennu, prestes a ser visitado pela sonda americana OSIRIS-REx. Em 2013, a Universidade do Arizona, a Planetary Society e o Projeto LINEAR (responsável pela descoberta) colheram mais de 8 mil sugestões de estudantes espalhados pelo mundo. Bennu, seguindo as regras de nomenclatura, é uma ave mitológica egípcia.


Fonte: Site do UOL Notícias - http://noticias.uol.com.br

Comentário: Vamos participar galera. Agradecemos ao nosso leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta notícia.

NASA Fará Grande Anúncio Sobre Lua de Júpiter Com Possibilidade de Vida

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada no site da revista “GALILEU” ontem (21/09) destacando que a NASA americana fará Grande Anúncio sobre lua Europa de Júpiter com possibilidade de vida.

Duda Falcão

GALILEU - CIÊNCIA

NASA Fará Grande Anúncio Sobre Lua
de Júpiter Com Possibilidade de Vida

Com seus oceanos submersos, Europa é o lugar com maior
probabilidade de atividade biológica do Sistema Solar, depois da Terra

Por Isabela Moreira
Revista Galileu
21/09/2016 - 16H09
Atualizado 16H0909 

(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)
Europa foi descoberta em 1610 por Galileu Galilei.

A NASA divulgou em nota para a imprensa que, na próxima segunda-feira (26), fará um importante anúncio sobre Europa, uma das luas de Júpiter. Segundo a agência espacial americana, a conferência terá como objetivo apresentar descobertas sobre uma atividade surpreendente no satélite.

"Os astrônomos apresentarão resultados de uma campanha de observação única que descobriu evidências surpreendentes de atividade que pode estar relacionada com a presença dos oceanos subterrâneos em Europa", afirma a NASA.

Em outras ocasiões, a própria agência afirmou que, tirando a TerraEuropa é o lugar com maior probabilidade de abrigar vida no nosso Sistema Solar. Um estudo publicado em maio no periódico Geophysical Research Letters mostrou que os oceanos de água salgada que ficam abaixo da enorme crosta de gelo do satélite podem ter uma química bem parecida com os terrestres. A partir disso os cientistas argumentaram que é possível que exista hidrogênio e oxigênio em quantidades suficientes para a formação de vida.

“Estamos estudando um oceano alienígena usando métodos para entender o movimento de energia e nutrientes do próprio sistema da Terra”, afirmou Steve Vance, o pesquisador responsável pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, na ocasião. “O ciclo de hidrogênio e oxigênio dos oceanos de Europa serão o grande propulsor de vida por lá, assim com é na Terra.”

Quando o estudo em questão foi publicado, os pesquisadores estavam intrigados com o fato de que, quando comparada com a da Terra, a produção de oxigênio na lua de Júpiter ser dez vezes maior do que a de hidrogênio. O próximo passo da pesquisa na época era descobrir como ocorria a formação de hidrogênio e calor em Europa, dois fatores essenciais para o surgimento da vida. Na Terra, os processos acontecem quando a água salgada do mar penetra nas fissuras do planeta e reage com os minerais de lá.

Agora só nos resta esperar até segunda-feira — a GALILEU estará acompanhando o anúncio no Facebook e no Twitter, não deixe de acompanhar.


Fonte: Site da Revista Galileu - 21/09/2015 - http://revistagalileu.globo.com

Comentário: Sinceramente espero que essa notícia não seja mais uma daquelas que se espera muito e se recebe pouco, como outras vezes que ocorreram. A confirmação de vida fora da terra e num astro de nosso próprio Sistema Solar, certamente será a maior descoberta da história da humanidade, mesmo que esta descoberta seja apenas de microrganismos alienígenas. Vamos aguardar para ver o que a NASA terá realmente a anunciar na próxima segunda-feira.