quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ITA Realiza Workshop Com a NASA e o INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (19/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o instituto realizou workshop com a NASA e o INPE.

Duda Falcão

Notícias

ITA Realiza Workshop Com a NASA e o INPE

Divisão de Comunicação Social
19/07/2017


No último dia 14, o ITA, o INPE e a NASA, realizaram um evento sobre a missão SPORT (Scintilation Prediction Observations Research Task), que visa estudar bolhas de plasma na ionosfera por meio de um nanossatélite.

O evento reuniu pesquisadores das três instituições e de universidades americanas parceiras com o objetivo de divulgar o andamento do projeto sob suas diversas atuações. Cada organização envolvida pôde apresentar o andamento de seu trabalho dentro desse desafio.

Durante as palestras, foi possível compreender a importância dos estudos do projeto, já que as bolhas de plasma interferem sobre diferentes sistemas tecnológicos, tais como sistema de navegação por satélite, telecomunicações e distribuição de energia. O intuito dos pesquisadores é poder prever as condições em que o fenômeno ocorre e compreender tais interferências.

Para o Dr. James Spann, da NASA e coordenador geral do projeto, “além de entender melhor a ionosfera, essa missão tem um valor na comunidade científica de agregar diversos grupos na pesquisa”. No que diz respeito à ciência e tecnologia, “quanto mais disseminado o conhecimento, mais rápido é possível obter avanços”, completa.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Sob a coordenação de uma Agencia Espacial de verdade que busca verdadeiramente por resultados, ao que parece este projeto de nanosatélite científico está avançando, e talvez seja a ultima oportunidade dada pela NASA ao Brasil para que o mesmo comprove ser capaz de cumprir seus acordos, oportunidade esta que se eu estivesse no lugar deles não daria.

Governador da Província Japonesa de Shizuoka Visita o ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o Governador da Província Japonesa de Shizuoka visitou o ITA.

Duda Falcão

Notícias

Governador da Província Japonesa
de Shizuoka Visita o ITA

Divisão de Comunicação Social
15/07/2017


O ITA recebeu a comitiva da província japonesa de Shizuoka, com a presença do governador Heita Kawakatsu, outros representantes de governo, empresários e professores universitários.

O objetivo da passagem pelo Instituto era conhecer um pouco da história da formação do cluster aeronáutico de São José dos Campos e a interação entre o ITA, a indústria e o governo. Na ocasião, receberam uma palestra sobre o ITA e o DCTA.

A comitiva foi surpreendida com uma apresentação em japonês, realizada pelo Aspirante de Engenharia Aeroespacial Daniel Custódio, sobre a história da aviação em um paralelo entre Alberto Santos Dumont e Jiro Horikoshi, um dos pioneiros da aviação japonesa.

Eles visitaram alguns laboratórios, onde puderam verificar a infraestrutura e seguiram para o Parque Tecnológico de São José dos Campos.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Interessante essa notícia e ficarei na torcida para que dela resulte alguma parceria na área espacial entre o ITA e os japoneses, se possível for, sem qualquer envolvimento da AEB, ou o mínimo possível.

Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal Acompanha Lançamento Durante VII FOPI

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (19/09) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, destacando que o Centro recebeu a visita de uma Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal.

Duda Falcão

Notícias

Comissão de Ciência e Tecnologia da
Câmara Municipal de Natal Acompanha
Lançamento Durante VII FOPI

CLBI
19/09/2017


O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno recebeu a visita da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal, acompanhada pelo Assessor do Comando de Preparo e Emprego, Brigadeiro do Ar Cláudio Alves da Silva, nos dias 11 (abertura do Fórum), 14 (encerramento do Fórum e lançamento de um Foguete de Treinamento Básico - FTB) e 15  de setembro (visita institucional).

Durante a Cerimônia de Abertura do Fórum, os vereadores Robson Carvalho e Sueldo Medeiros, membros da Comissão, ouviram dos interlocutores das Organizações responsáveis pela realização e apoio ao Fórum, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, a Agência Espacial Brasileira, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a importância da iniciativa e a relevância de fomentar eventos direcionados ao incentivo e disseminação de projetos na área de ciência, tecnologia e inovação do setor aeroespacial.

A visita às instalações do Centro foi dividida em dois momentos – na quinta-feira, 14, os vereadores Robson Carvalho e Sueldo Medeiros acompanharam a cronologia final e ao lançamento do FTB, evento inserido na programação do Fórum (conheceram a importância do treinamento de operadores e manutenção operacional de sistemas e equipamentos); e no dia 15 os legisladores visitaram as instalações do CLBI - Seção de Preparação e Lançamento, a Estação Natal (responsável pelo rastreamento dos veículos lançados pelo Centro Espacial Guianês, fruto de Acordo Internacional com a Agência Espacial Europeia) e o Centro Vocacional Tecnológico Espacial sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB) que tem previsão de ser inaugurado em outubro próximo, voltado para atividades tecnológicas e educacionais de interesse da AEB, com foco na difusão do acesso ao conhecimento científico e transferência de conhecimentos técnico-tecnológicos na área, tendo sido escolhida a região por sua vocação espacial.

O Diretor do Centro, Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, fez um balanço positivo da visita, não somente pela aproximação da importante Comissão da Câmara, mas também de conhecer as potencialidades do Centro de Lançamento bem como vislumbre de futuras atividades conjuntas e/ou conveniadas. "A visita cumpriu o seu papel. A comunidade local, por meio da Câmara Municipal, conheceu as atividades operacionais de lançamento e de rastreamento bem como as de pesquisa básica e aplicada, identificando várias áreas em que se pode desenvolver, principalmente de fomentar o interesse pelo setor espacial, que o futuro não poderá prescindir".

Comissões da Câmara Municipal de Natal


As comissões temáticas e permanentes são responsáveis por receber e dar parecer aos Projetos de Lei antes que os mesmos sejam apreciados em plenário.

Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal

Ney Lopes Jr. (PSD) – presidente
Robson Carvalho (PMB) - vice-presidente
Franklin Capistrano (PSB)
Sueldo Medeiros (PHS)
Chagas Catarino (PDT)



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

Comentário: A FAB que me desculpe pela sinceridade, mas convidar esses dois Pinguins (desta vez um preto e um cinza) para participar deste evento não passou de mais uma ação infrutífera e que não irá resultar em nada de produtivo. Deveriam ter convidado também o IBAMA, rsrsrsrs.

Informativo Americano Publica Artigo Sobre Turbo-Rocket de Engenheiro Brasileiro

Olá leitor!

Você tá lembrado do artigo do Eng. Rene Nardi sobre Turbo-Rocket postado aqui no BLOG no dia de ontem? (veja aqui)

Pois então, o mesmo foi publicado na edição de ontem (19/09) no informativo em inglês “PEAK OF FLIGHT Newsletter” com o título “Is Air Breathing Rocketry In Your Future?”. Caso o leitor queira conferir basta clicar no link: https://www.apogeerockets.com/education/downloads/Newsletter452.pdf

Duda Falcão

CLBI Promove VII Fórum de Pesquisa e Inovação

Olá leitor!

Segue abaixo a nota oficial da Aeronáutica publicada ontem (19/09) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) promoveu o “VII Fórum de Pesquisa e Inovação”.

Duda Falcão

FÓRUM

CLBI Promove VII Fórum de
Pesquisa e Inovação

Objetivo é fortalecer a missão institucional do CLBI com
a atividade de pesquisa e desenvolvimento

Por Tenente João Elias
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 19/09/2017 - 17:05h


O Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN), promoveu o encontro entre a comunidade científica e a acadêmica através do VII Fórum de Pesquisa e Inovação (VII FoPI), no período de 11 a 14 de setembro. Sob o tema “Exploração Espacial: Desafios e Oportunidades”, o fórum teve como objetivo fortalecer a missão institucional do CLBI com a pesquisa e o desenvolvimento, propiciando a interação e troca de experiências entre os profissionais dos setores aeroespacial, educacional, científico,  tecnológico e de gestão da inovação.


A organização do evento contou com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas (INPE-RN) e do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). “A participação e o apoio das instituições parceiras fortalece o incentivo à cultura espacial na região, bem como a troca de experiências entre os seus profissionais, proporcionando ampla divulgação dos trabalhos desenvolvidos e promovendo o CLBI como referência de Instituição de Ciência e Tecnologia no âmbito aeroespacial”, ressaltou o Coordenador do VII FoPI e Vice-Diretor do Centro, Coronel Aviador Sidney Miguel Lima.


A palestra do Vice-Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos, abordando o tema “Exploração Espacial: Desafios e Oportunidades”, e a palestra do Coordenador da Regional Natal da AEB, Coronel Aviador Marco Antônio Vieira de Rezende, com o tema “Tecnologias e Aplicações Espaciais, deram o tom das 11 palestras e de 36 apresentações técnicas ao longo do evento. Como última atividade, os participantes tiveram a oportunidade de acompanhar o lançamento do Foguete de Treinamento Básico (FTB), previsto na Operação Barreira XVII e no calendário operacional do CLBI.

Durante a cerimônia de encerramento, o Diretor do Centro, Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, ressaltou a importância do fórum como integrador de instituições e profissionais do setor espacial. "O evento atingiu a sua finalidade, em reunir, principalmente o corpo discente interessado no setor espacial e que poderá incorporar-se ao grupo de profissionais em breve", concluiu.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

CLBI Recebe Comitiva Chinesa Sob Coordenação da Agência Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (19/09) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, destacando que dia 25/08 o Centro recebeu a visita de uma Comitiva Chinesa sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Duda Falcão

Notícias

CLBI Recebe Comitiva Chinesa Sob
Coordenação da Agência Espacial Brasileira

CLBI
19/09/2017


O CLBI, no dia 25 de agosto de 2017, sob coordenação da Agência Espacial Brasileira, recebeu comitiva chinesa para visita às instalações do Centro.

A visita prevista no cronograma do Southern Hemisphere Space Technology and Application Forum – evento promovido pela Agência Espacial Brasileira em parceria com o Regional Center for Space Science and Technology Education in Asia and the Pacific, com a Universidade de Brasília e com a Beihang University – foi conduzida pelo Vice-diretor do Centro, Coronel Aviador Sidney Miguel Lima à comitiva chinesa composta por nove membros e acompanhada pelo Responsável pela Unidade Regional da Agência Espacial Brasileira em Natal, Coronel Aviador Marco Antônio Vieira de Rezende.

O Fórum aprofundou discussões sobre a estruturação de alianças regionais no âmbito dos Centros Regionais de Educação em Ciência e Tecnologia Espaciais de Nações Amigas e compartilhou inciativas e projetos em curso, bem como criou ambiente propício à cooperação no setor. O Brasil como membro do Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia para América Latina e Caribe recebeu como parceiro internacional a comitiva chinesa para conhecer as instalações do CLBI.

O roteiro compreendeu visita às instalações da Seção de Preparação e Lançamento, ao Centro de Cultura Espacial e ao Centro Vocacional Tecnológico Espacial – espaço idealizado e coordenado pela AEB a ser inaugurado no segundo semestre de 2017 com a finalidade de desenvolver e apoiar a disseminação da cultura espacial e científica no Brasil e despertar o interesse de futuros jovens profissionais para atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico no setor aeroespacial.

O Vice-diretor do Centro apresentou a missão institucional da Organização e destacou o papel do CLBI dentro do Programa Espacial Brasileiro: “O CLBI atua como órgão de execução no Programa Espacial responsável por executar e prestar apoio às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, bem como executar os testes, experimentos, pesquisa básica ou aplicada e outras atividades de desenvolvimento tecnológico de interesse da Aeronáutica, relacionados com a Política da Aeronáutica para Pesquisa e Desenvolvimento e com a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais”, ratificando a missão prevista no Regimento Interno do Comando da Aeronáutica.



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

Comentário: Bom leitor, programa espacial se faz com objetividade, dinamismo e visão, pelo menos é assim nos programa espacias sérios. Diante disto eu pergunto, sendo o CLBI um centro de lançamentos de foguetes suborbitais, qual foi à praticidade desta visita chinesa? Turismo ou cortesia? Ou Essas entidades chinesas pretendem lançar missões suborbitais do CLBI, ou mesmo missões educacionais relacionadas com o CVT? Ora leitor, a logística para se tornar possível esta visita certamente gerou custos pagos pelo erário publico através da AEB, da UnB ou do CLBI, ou então saiu do bolso do Coronel Aviador Marco Antônio Vieira de Rezende, rsrsrsrs, possibilidade esta que é bastante improvável.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Satélite Sino-Brasileiro CBERS-4A Deve Ser Lançado em 2019, Diz Executivo Chinês

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (16/09) no site da “Agência Brasil” destacando que o Satélite Sino-Brasileiro CBERS-4A deverá ser lançado em 2019, segundo executivo chinês.

Duda Falcão

GERAL

Satélite Sino-Brasileiro CBERS-4A Deve Ser
Lançado em 2019, Diz Executivo Chinês

Ana Cristina Campos
Enviada especial da Agência Brasil*
Edição: Maria Claudia
16/09/2017 14h18

O satélite sino-brasileiro de recursos terrestres Cbers-4A deverá ser lançado em 2019 na China disse nesta semana, em Pequim, o vice-presidente executivo da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), Fu Zhiheng. A empresa estatal é responsável pelo serviço de lançamento do equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e o país asiático.

O sexto satélite do Programa CBERS (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) está sendo desenvolvido em conjunto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a China Academy of Space Technology (CAST).

Segundo o INPE, o Cbers-4A garantirá a continuidade do fornecimento de imagens para monitorar o meio ambiente por meio da verificação de desmatamentos e de desastres naturais, da expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações. O CBERS-4 foi lançado em dezembro de 2014 e continua em operação.

O Programa CBERS começou em 1988 e permitiu a produção de um sistema completo de sensoriamento remoto (espacial e terrestre) para fornecimento de imagens a ambos os países. Para o executivo Fu Zhiheng, a parceria entre Brasil e China no CBERS representa uma cooperação de “êxito”.

Segundo o gerente-geral adjunto da Divisão das Américas da CGWIC, Chen Kai, o Brasil é um dos sócios mais importantes da China no setor aeroespacial ao lembrar que o primeiro satélite conjunto foi lançado em 1999. “O Programa CBERS se converteu em um projeto exemplar da cooperação Sul-Sul em termos de alta tecnologia e um dos pilares da parceria estratégica entre Brasil e China”.

Foram lançados com sucesso o CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007). O CBERS-3 teve uma falha ocorrida no lançamento em dezembro de 2013.

*A repórter viajou a convite do Centro de Imprensa China-América Latina e Caribe


Fonte: Site da Agência Brasil

Turbo-Rocket – Um Novo Tipo de Hobby?

Olá leitor!

Você lembra do Eng. Rene Nardi, aquele mesmo da empresa (hoje desativada) INOTECH - Inovação & Tecnologia? Pois então leitor, recebi ontem via e-mail uma versão reduzida de um artigo escrito pelo mesmo que pode interessar as equipes de foguetemodelismo do pais. Segundo o Eng. Nardi um paper sobre essa tecnologia foi apresentada por ele em Atlanta (EUA), em Julho 2017, durante a realização do “53rd Joint Propulsion Conference”, e trata-se de uma nova opção para construção de foguetes educacionais de alta potencia, sem os problemas do motor foguete liquido. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

Turbo-Rocket – Um Novo Tipo de Hobby?

Por Rene Nardi,
Pooler, GA, USA, 31322

Turbo-Rocket é uma nova opção de modelismo que combina aspectos construtivos do aeromodelo a jato com as características de voo bem conhecidas dos entusiastas dos foguetes de alta potência. O Turbo-Rocket utiliza um motor turbo-jato como o principal elemento de propulsão em substituição ao complexo motor foguete bi-propelente líquido ou dos motores sólidos.

I. O Que Vem a Ser o Turbo-Rocket ?

É uma bela manhã de domingo em São José dos Campos, Brasil, onde uma pequena multidão assiste os bravos pilotos que voam seus incríveis aeromodelos a jato. Ao decidir que ja havia voado o suficiente para o dia, um dos modelistas começou a desmontar seu modelo em preparação para voltar para casa. Depois de remover a asa, ele deixou a fuselagem na bancada de trabalho por algum um tempo. Era uma estrutura delgada com aletas na cauda, muito semelhante a um foguete. A pergunta natural era: O que acontece se removermos as asas, o trem de pouso e todo o equipamento que faz uma bela aeronave e manter apenas o essencial para transformá-lo em um foguete? O resultado foi chamado TurboRocket, que é um avião a jato que se transformou em um foguete, e agora voa na vertical.

O uso de um turboreator em vez de um motor de foguete bipropentes líquido faz sentido quando consideramos que os foguetes para uso amador devem voar alto o suficiente para justificar os esforços, mas precisa ir tão alto a ponto de sair da atmosfera. Sob uma abordagem semelhante, pode-se considerar que alta velocidade é desejável, mas o foguete não precisa necessariamente ser supersônico. Outro aspecto advindo com uso do oxigênio da atmosfera é a tremenda simplificação nos procedimentos operacionais do foguete, eliminando a infraestrutura necessária para o manuseio de oxigênio líquido, associada à redução de custos possível com a remoção do sistema criogênico, incluindo os tanques pressurizados e todos os seus equipamentos auxiliares ( válvulas, tubos e conexões).

II. Configuração Preliminar

Em sua missão típica, o TurboRocket deve atingir altitude de 5 km acima do nível do mar carregando uma carga útil de 1 kg. Os estudos iniciais mostram um veículo de 2,5 m de comprimento com 10 kg de peso máximo de decolagem. A fuselagem cilíndrica de 0,15 m de diâmetro incorpora um motor turbojato de 300 N de empuxo montado na extremidade inferior, imediatamente atrás das quatro aletas. A Figura 1 mostra o Superman voando em formação com um TurboRocket para comparação de tamanho.

Figura 1 – Turbo-Rocket

A Figura 2 fornece informações adicionais sobre a configuração do TurboRocket. Foram definidos quatro componentes principais: a ogiva, a fuselagem, as aletas e a carenagem do motor. O cone de nariz elíptico com características de arrasto adequadas às velocidades subsónicas contém o lastro utilizado para a calibração do centro de gravidade e atua como um compartimento para armazenar parcialmente o paraquedas de dois estágios. A estrutura da fuselagem consiste em um cilindro de fibra de carbono de baixo peso, com a carga útil e o compartimento do computador de controle de voo na extremidade superior. Muito espaço está disponível na parte central da fuselagem para instalação de algum equipamento extra para futuras versões. Estrategicamente posicionado perto do CG do foguete está o tanque de combustível. Localizados logo abaixo do tanque de combustível estão a unidade eletrônica de controle do motor, a bomba de combustível e as baterias. O turbo-foguete tem quatro aletas de fibra de carbono usadas para a estabilização durante a ascensão vertical na atmosfera. Na parte inferior do veículo está a carenagem do motor, que serve de berço para o motor e incorpora as entradas de ar. No caso de troca do motor atual para outro modelo, a carenagem do motor pode ser substituída sem necessidade de introduzir grandes modificações na fuselagem cilíndrica.

Figure 2 – Vista explodida do TurboRocket

III. O Motor Turbojeto

Existem vários motores turboreatores comercialmente disponíveis, mas apenas alguns com o impulso exigido. Portanto, para a fase de projeto inicial, a seleção foi para o modelo JetCat 300, mostrado na Fig. 3.

Figure 3 – O motor turbojeto

Com um peso total de 2,6 kg, o motor JetCat pode fornecer um impulso máximo de 300 N, resultando em uma interessante relação impulso/peso de 11: 1. No entanto isto pode não ser muito se comparado a um motor de foguete líquido de mesmo impulso que pode atingir facilmente valores acima de 30: 1. O motor queima querosene misturado com 5% de óleo de turbina sintética a uma razão de 13 g/seg, oferecendo um consumo específico de combustível de 45 g/kN.s (1,6 lb/lbf.s), o que pode não ser uma máquina maravilha quanto à eficiência no consumo de combustível, mas, é muito melhor do que um motor de foguete líquido que consome algo como 300 g/kN.s (10 lb/lbf.s).

Ao contrário de um motor de foguete regular, que oferece um impulso constante em uma ampla gama de altitude, o motor a jato apresenta uma redução notável no empuxo em função da altitude. Por exemplo, no momento em que o veículo atinge 4.000 m, o empuxo do motor seria aproximadamente metade do valor do nível do mar.

IV. Algumas particularidades do TurboRocket

O uso de turboreator para impulsionar o foguete traz consigo algumas particularidades técnicas interessantes, colocando esta classe de máquina voadora para entre aviões a jato e foguetes líquidos. O TurboRocket não se comporta como um avião a jato, que voa principalmente na posição horizontal, na mesma altitude, a uma velocidade constante com a potência do motor ajustada para cruzeiro. O turbo-foguete dispara da plataforma de lançamento em uma posição quase vertical e continua voando na vertical, mudando constantemente de altitude e velocidade, com a manete ajustada para potencia máxima ao longo da trajetória do voo motorizado. O turbo-foguete também não é um foguete puro, porque um foguete deve transportar seu fluido de trabalho sob a forma de combustível e oxidante, sua velocidade é independente da velocidade do voo e, o mais importante, é capaz de operar dentro ou fora da atmosfera. O TurboRocket carrega seu combustível, mas depende do ar circundante como fonte de oxigênio, o que limita seu funcionamento dentro dos limites da atmosfera inferior.

Um software de simulação de desempenho foi desenvolvido especificamente para capturar as características únicas do voo do turbo-foguete, incluindo a variação significativa no empuxo do turbojato com altitude, bem como as variações no arrasto do veículo resultante das variações de densidade. Uma perspectiva gráfica é mostrada na Fig. 4. Após um voo de 28 segundos a uma altitude de 4 km, o motor é desligado. O voo balístico sem propulsão complementa os 1.000 m restantes necessários para atingir a altitude máxima de 5 km. Ao contrário dos foguetes sólidos, o turbo-foguete gasta 80% da trajetória do voo na fase de propulsão.

Figure 4 – Altitude and Speed Simulations

Até que o vetoramento se torne disponível, o controle do turbo-foguete durante o voo seria exercido pela reação aerodinâmica contra as quatro aletas. As simulações iniciais mostram que para atingir a velocidade de controle mínima de 100 km/h no final de uma plataforma de lançamento de 6 m de comprimento exigiria a ajuda de um par de propulsores de propulsão sólida com 180 N de empuxo cada.

V. Técnicas de construção

Os aero modelos de controle remoto com turbina a gás fazem parte de uma forma emocionante de hobby que exige construtores qualificados para dominar os complexos sistemas necessários ao voo. O TurboRocket depende fortemente das técnicas de construção do modelo de jato mas leva o projeto e a tecnologia um passo adiante, visando altitude e velocidade de voo de foguetes de alta potência. A Figura 5 mostra que algumas soluções típicas do ambiente aeromodelista foram preservadas na construção do turbo-foguete. A taxa de fluxo de massa de combustível e os níveis de pressão de entrada do combustível exigidos pelo motor a jato justificam o uso de uma bomba de combustível acionada por motor elétrico, bem como o tanque de combustível linhas de combustível de plástico. A fibra de carbono, com sua inigualável relação resistência/peso, é a opção favorita na indústria automotiva, naval e aeroespacial. Não é de admirar que seja também a melhor opção para a grande maioria das peças estruturais da estrutura do TurboRocket.

Sempre que as peças metálicas são necessárias, o alumínio padrão aeronáutico é a opção mais adequada. A disponibilidade de computadores de baixo custo, relativamente poderosos e dispositivos de comunicação de alta velocidade condensados em pacotes de baixo volume contribuem para colocar os computadores de controle de voo e a unidade eletrônica de controle do motor dentro do peso alvo.

Figure 5 – Detalhes construtivos do TurboRocket

VI. Conclusão

Substituir motores de foguete sólido ou líquidos por turboreatores pode ser uma opção atraente para um novo tipo de hobby que combina habilidades de modeladores de jatos e entusiastas de foguetes de alta potência. Até agora, o turbo-foguete está no estágio conceitual e precisa de modelistas que busquem novos desafios tecnológicos ao construir o primeiro TurboRocket e empresários que sejam ousados o suficiente para mover o conceito para a arena comercial.

Além do conceito inicial ainda existem desafios tecnológicos com o TurboRocket. O primeiro na lista de desejos é o empuxo vetorado, um item quase obrigatório para decolagem realista, e quem sabe, pouso vertical. Como a taxa de compressão do turboreator permite o uso de bocal supersônico, a próxima tentativa natural de melhoria reside na introdução da configuração aerospike que pode resultar em um empuxo maior e um arrasto de base reduzido em altitudes. O projeto de entrada de ar também será uma parte importante deste processo de melhoria, com um esforço para reduzir o arrasto e, ao mesmo tempo, garantir que todo o fluxo de massa de ar necessário para manter o turbojato em operação esteja disponível em todo o envelope do voo do veículo. Em seguida, a lista de melhorias é a introdução de pós-combustão, como uma forma de empurrar o veículo para uma velocidade mais alta, talvez voltando supersônico.

Comentário: Nos parece muito interessante esta proposta do Eng. Nardi, e ele finaliza o e-mail fazendo a seguinte pergunta: “Quem vai construir o primeiro turbo-rocket no Brasil????”, e espera que os foguetemodelistas brasileiros possam responder a esta pergunta. Os comentários estão abertos. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Nova Corrida Espacial - Que Agora é Disputada Por Empresas

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada dia (16/09) no site da “BBC Brasil” destacando que agora a nova corrida espacial é disputada por empresas.

Duda Falcão

A Nova Corrida Espacial - Que
Agora é Disputada Por Empresas

Por Tim Bowler
Repórter de Negócios da BBC News
16 setembro 2017

Foto: NASA
Em 2016, indústria espacial movimentou US$ 329 bilhões
(R$ 1,02 trilhões) no mundo - e as empresas já
respondem por 75% do total.

Desde os seus primórdios, com o lançamento do primeiro satélite Sputnik, em 1957, e o voo de Yuri Gagarin, em 1961, a exploração do espaço foi dominada pela rivalidade entre a União Soviética e os Estados Unidos. Nesta disputa tumultuada, empresas ficaram em segundo plano. Eram governos que custeavam os esforços.

Ainda que o primeiro satélite comercial do mundo, o Early Bird, tenha sido lançado em 1965, até recentemente a exploração comercial do espaço ainda estava praticamente limitada às grandes empresas de telecomunicações. Mas uma revolução está em curso.

Avanços tecnológicos estão transformando a forma tradicional da humanidade operar no espaço, e uma série de empresas estão prometendo viagens mais baratas, usando inovações como foguetes reutilizáveis e plataformas de lançamento horizontais.

Satélites estão ficando menores e custando menos para serem produzidos - hoje, há cerca de 1,5 mil orbitando sobre nós. Por meio deles, um grande volume de dados e imagens está vindo do espaço, e novos participantes desse mercado agora processam, interpretam - e vendem - essas informações.

"Hoje, conseguimos fazer com um equipamento que cabe em uma caixa de sapato o que só era possível com um aparelho do tamanho de um ônibus", diz Stuart Martin, presidente da Satellite Applications Catapult, uma incubadora que ajuda empresas iniciantes, ou start-ups, do mercado espacial.

Subsídios

Foto: Rocket Labs
Empresa da Nova Zelândia é a única fabricante de foguetes
que tem seu próprio complexo para lançamentos.

O setor vem atraindo muitos investimentos. Em 2016, essa indústria movimentou US$ 329 bilhões (R$ 1,02 trilhões) no mundo - e as empresas já respondem por 75% do total.

Veja por exemplo o segmento de foguetes, nossa forma de chegar ao espaço. São os bilionários que estão à frente na área. Elon Musk e sua Space X usam foguetes Falcon 9 para levar suprimentos para a Estação Espacial Internacional, enquanto Jeff Bezos desenvolve com a Blue Origin os foguetes New Shepard e New Glenn.

Ambas as companhias já fizeram demonstrações de técnicas revolucionárias que permitem o pouso vertical de espaçonaves, algo fundamental rumo aos foguetes reutilizáveis. Enquanto isso, a Virgin, de Richard Branson, trabalha em uma forma de lançar satélites a partir do ar, junto com planos de realizar voos turísticos suborbitais.

Até agora, nenhuma das empresas da área opera apenas de forma comercial. "Todas têm muitos subsídios do governo, de uma forma ou de outra", diz Stuart Martin.

Pequenos Satélites

Foto: Planet Labs
Ainda que o desenvolvimento de foguetes e satélites
chame mais atenção, principais mudanças estão nos
usos da informação coletada a partir do espaço.

Uma empresa da Nova Zelândia tenta mudar a forma como usamos o espaço. A Rocket Lab ainda está só começando a operar, mas é a única fabricante de foguetes que tem seu próprio complexo para lançamentos, na península Mahia, na Ilha Norte do arquipélago neozelandês.

Apesar de foguetes não terem mudado muito desde o Sputnik - ainda é necessário levar sua carga além do alcance da gravidade da Terra para colocá-la em órbita -, seria um erro pensar que a Rocket Lab é uma fabricante de foguetes comum, diz seu fundador Peter Beck.

O custo atual do lançamento de um foguete é de cerca de US$ 200 milhões, um fator decisivo para que, nos Estados Unidos, tenham ocorrido, por exemplo, apenas 22 lançamentos no ano passado. Beck diz que, quando seu novo foguete Electron estiver operacional, ir ao espaço custará US$ 5 milhões e será algo que ocorrerá "com frequência semanal".

No centro da proposta da Rocket Lab está o foguete criado especialmente para colocar satélites pequenos em órbita. Ele é feito basicamente com fibra de carbono, e seus motores são produzidos com impressão 3D. Enquanto um motor comum demanda normalmente meses para ser produzido, "nós podemos fazer um em 24 horas", diz Beck.

No primeiro teste, realizado em maio, o Electron atingiu com sucesso o espaço, mas não entrou em órbita. Dois novos testes estão programados.

Mais Barato

Foto: Planet Labs
Imagens espaciais permitem informar agricultores sobre
as condições do solo para melhorar sua colheita.

No momento, fabricantes de pequenos satélites pegam carona em lançamentos já previstos que têm um grande satélite como carga principal e espaço de sobra. Mas, com a demanda em alta pela observação da Terra, para fins meteorológicos, de turismo e na confecção de mapas, as empresas precisam de nova formas de chegar ao espaço.

Beck diz a Rocket Lab busca aproveitar essa oportunidade. Em vez de esperar por um lugar adequado em um grande foguete, "elas podem ir na internet, clicar em alguns botões e comprar um lançamento".

Uma empresa disposta a usar o Electron é a Planet Labs, empresa de São Francisco que fabrica minisatélites que pesam apenas 4kg. "Há um grande mercado para satélites pequenos que podem ser usados em diversas missões", diz o presidente da companhia, Will Marshall.

Diferentemente de satélites de telecomunicação comuns, que ficam em órbita geoestacionária a 35,7 mil km sobre a Terra, os satélites da Planet Labs, chamados Doves, voam muito mais baixo, a apenas 500 km. Isso significa que o satélite pode usar câmeras menores - o que reduz seu peso e custo a uma fração dos satélites tradicionais - e ainda assim conseguir imagens com uma boa resolução.

Ser pequeno e relativamente barato ainda permite que novos designs sejam testados e construídos rapidamente, diz a empresa. Em fevereiro, ela colocou 88 Doves em órbita. Em julho, foram 48. Agora, a Planet Labs afirma que pode fotografar cada ponto do planeta - todos os dias.

Marshall explica que reduzir o custo não implica apenas em um preço mais baixo para clientes, mas torna os dados coletados por satélites mais acessíveis. "Não só governos e grandes empresas podem comprar nossos dados. Qualquer pode fazer isso, seja um negócio pequeno ou médio ou uma ONG, um pesquisador, uma universidade."

Novos Usos de Dados

Foto: Planet Labs
Novas formas de processamento de imagens 'permitem
determinar se uma mina ficou mais profunda ou
se sua pilha de resíduos cresceu' .

Ainda que o desenvolvimento de foguetes e satélites chame mais atenção, as principais mudanças estão nos usos da informação que é coletada.

Fazendeiros e empresas de mineração já utilizam dados assim. Os agricultores podem ser alertados sobre as condições do solo para melhorar sua colheita. Pescadores são informados sobre a temperatura do oceano para saber onde achar peixes. Com fotos cada vez mais detalhadas, é possível identificar uma árvore específica, algo valioso para monitorar o desmatamento.

Uma empresa que está aproveitando esse grande volume de dados é a Terrabotics, do Reino Unido. "Em uma imagem normal, você fica limitado ao tamanho de um pixel, mas há muita informação entre os pixels capturados", afirma seu presidente, Gareth Morgan.

"Processamos imagens em sub-pixels antes de ser feita qualquer análise. Criamos imagens com super-resolução, criamos uma base de dados 3D e colocamos isso em sistemas de inteligência artificial. Transformamos imagens em sinais, como ocorre com as ondas de rádio. Isso nos liberta das restrições do pixel."

Morgan explica que isso permite, por exemplo, "ver uma mina e determinar como ela mudou - se ficou mais profunda ou se a pilha de resíduos cresceu".

Competições e prêmios também estimulam inovações radicais. O desafio Ansari Xprize pediu que inventores desenvolvessem uma espaçonave tripulada reutilizável. Agora, o Google Lunar Xprize oferece US$ 20 milhões para a primeira equipe que levar um robô à Lua capaz de percorrer 500 metros e enviar imagens de volta à Terra.

Trata-se de criar incentivos à inovação e a novas formas de pensar sobre o espaço, diz Rahul Narayan, fundador da equipe Indus, de Bangalore, que não tinha qualquer experiência na área antes de decidir participar do desafio do Google.

"Nenhum de nós tinha trabalhado com ciência espacial, engenharia ou tecnologia. E isso foi bom, porque, se tivéssemos, nunca teríamos decidido fazer algo tão complexo assim."

Passo Enorme

Foto: Planet Labs
Satélite Dove pode usar câmeras menores, o que reduz seu peso
e custo a uma fração dos equipamentos tradicionais.

Sua equipe agora refina seu veículo lunar, que pesa 6 kg - se pousar na Lua, será um dos mais leves a fazer isso. O lançamento ocorrerá nos próximos meses. "Foi uma longa jornada para nós", diz ele, destacando sua gratidão à Organização de Pesquisa Espacial Indiana, já que alguns dos pesquisadores aposentados da instituição estatal estão ajudando nesta missão.

Levar um veículo não tripulado à Lua pode não gerar um retorno comercial imediato, mas Narayan argumenta que, se conseguir tal feito, será "um passo enorme para que toda e qualquer empresa espacial privada do mundo tente fazer coisas assim no futuro".

É a visão de um mundo em que satélites de baixo custo são transportados por foguetes mais baratos que podem ser lançados quando se quiser - tudo com o clique em um botão, sem precisar esperar por uma missão espacial governamental.

Mas essa nova corrida espacial tem seus próprios desafios, diz Gareth Morgan, da Terrabotics. O imenso volume de dados e imagens espaciais significa que os sistemas de inteligência artificial usados para analisá-los automaticamente precisam melhorar.

"Os sistemas atuais precisam receber um treinamento extensivo para serem capazes de reconhecer diferentes características por conta própria. Precisamos mudar a forma como a inteligência artificial funciona. O progresso está ocorrendo, mas ainda é muito recente."

Mais informação pode ser algo bom, mas há aspectos éticos a serem considerados - afinal, todo mundo pode ser fotografado diariamente a partir do espaço. "Uma coisa importante para nós é que nossas imagens não permitam enxergar ou reconhecer uma pessoa", reconhece Marshall, da Planet Labs.

E quem tem acesso a esses dados? Conforme satélites privados se proliferam e a revolução dos dados avança, seus críticos apontam ser necessário debater sobre os papéis dos setores público e privado no espaço. "Nós, tecnólogos, temos que ser os principais guardiões desses dados", diz Marshall.

Foto: GETTY IMAGES
Rahul Narayan participa do desafio do Google, que
oferece US$ 20 milhões à equipe que levar robô à Lua.

Há ainda a questão dos detritos espaciais - já existem cerca de 30 mil objetos, grandes e pequenos, em órbita. "Teremos que lidar com esse problema", afirma Marshall. "A indústria terá de começar a trazer essas coisas de volta, e não será fácil."

Se o retorno em potencial para investidores é grande, também há muitos riscos. Foguetes podem explodir, falhar no lançamento ou colocar satélites na órbita errada. "Foguetes não são a melhor forma de faturar com o espaço", diz Matt Perkins, que foi por dez anos o presidente da Surrey Satellites e hoje chefia a Oxford University Innovation, uma empresa de tecnologia da universidade britãnica de mesmo nome.

"A melhor forma de fazer dinheiro está no fim da cadeia - usando toda essa informação que vem do espaço. Conforme isso fica mais barato, surgirão oportunidades comerciais, com dados sendo utilizados de formas que nunca ninguém tinha pensado antes." Se o espaço é a nova fronteira de negócios, caberá à inventividade humana tirar proveito disso.


Fonte: Site da BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Comentário: Galera, na verdade quem continuará como grande financiador ainda por muito tempo e o seu maior cliente são os governos. Sondas planetárias científicas que custam os olhos da cara como a CASSINI continuarão sendo desenvolvidas por governos ou empresas contratadas pelos mesmos. Se os governos deixassem de financiar e demandar projetos as empresas do setor teriam de procurar outro negócio, talvez com alguma exceção as grandes empresas de telecomunicações que vivem de um nicho, que se não me engano na maioria dos países tem o controle do governo. As empresas visam lucros e nem sempre ciência. Só buscam tecnologia quando visualizam retorno financeiro sob alguma demanda gerada por governos e sempre subsidiados. Para que fique mais claro, as espremas espaciais americanas se desenvolveram graças aos contratos assinados com o seu governo, ou seja, a demanda de projetos gerada pela NASA e pelo Programa Espacial da USAF. É isto que falta no Brasil, um universo de compromisso governamental com o setor espacial, gerando demandas, regras desburocratizantes e cobrando por resultados, ou seja, botar a casa em ordem. Coisa que infelizmente neste momento com a cultura vigente é pura utopia. Bom eu gostaria de agradecer ao presidente Carlos Cassio de Oliveira do CEFAB da Bahia e a jovem Mariana Amorim Fraga pelo envio desta matéria.