quarta-feira, 29 de março de 2017

Nota de Repúdio e Protesto

Olá leitor!

Venho através desta (como cidadão brasileiro) protestar contra uma inverdade nefasta que está sendo propagada pela mídia se utilizando daquela estratégia de repetir uma mentira tantas vezes quanto possível para que ela acabe se tornando uma verdade. E tá na hora de alguém fazer algo contra isto.

Um artigo intitulado “AEL Sistemas - Soluções Inovadoras de Defesa e Segurança na LAAD”, publicado no conceituado site defesanet.com infelizmente e irresponsavelmente é finalizado afirmando que esta empresa AEL Sistemas é uma empresa brasileira.

ISTO NÃO É VERDADE

A empresa AEL Sistemas, antiga Aeroeletrônica, na realidade é uma empresa integrante do grupo israelense Elbit Systems Ltd., e de brasileira só tem mesmo seus pesquisadores, e isto só por uma questão de logística operacional, já que não faria sentido nenhum deslocar uma grande equipe de profissionais israelenses de sua terra natal para o Brasil.

Isto é um absurdo, e precisa ser combatido, pois esta empresa e outras que se utilizam da mesma estratégia aqui no Brasil, estão tendo acesso a oportunidades de mercado que não deveriam, graças a esta visão deturpada de um governo de imbecis e corruptos.

Duda Falcão

De Olho no Futuro

Olá leitor!

Veja abaixo uma outra nota esta postada hoje (29/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como destaque alguns dos projetos da FAB que serão apresentados ao publico da LAAD 2017.

Duda Falcão

LAAD 2017

De Olho no Futuro

Revista Aerovisão destaca alguns dos Projetos de
Ciência Tecnologia que a FAB levará para a LAAD

Por Ten Iris Vasconcellos,
Fonte: Agência Força Aérea
Publicado: 29/03/2012 - 08:00h


Para o Comandante da Aeronáutica, a soberania do País também está ligada à autonomia tecnológica. Sediado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o polo de desenvolvimento científico e tecnológico da Força Aérea Brasileira tem mais de cinco mil pessoas trabalhando em 117 projetos de pesquisa. Os temas vão desde a geração de energia no espaço até a colocação de microssatélites em órbita.

Para navegar, localizar-se e enviar informações para equipes em solo, um drone, também conhecido como Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), ou uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), depende de diversos sistemas - por exemplo, o GPS - alimentado por tecnologias que o Brasil ainda não domina. O que fazer se os detentores dessas informações deixarem de fornecê-las?

Reduzir a dependência de tecnologias e sistemas externos é um dos objetivos do projeto PITER, sigla para Processamento de Imagens em Tempo Real, que é desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A meta é instalar o sistema em drones, para que eles reconheçam o local sobrevoado e corrijam a navegação sem a intervenção humana. Na prática, se o drone for informado sobre os locais de saída e chegada, ele poderá fazer a rota sozinho.

Elio Shiguemori é o responsável pelo projeto PITER.

Para a FAB, que possui um esquadrão composto por Aeronaves Remotamente Pilotadas - o Hórus (sediado no Rio Grande do Sul), o sistema é estratégico e determinante para as configurações de combate do futuro.

Esse é só um dos 117 projetos de ciência e tecnologia que estão em desenvolvimento nos institutos que compõem o DCTA. Estão sendo desenvolvidas pesquisas de acesso ao espaço, projetos que envolvem a propulsão - por turbina ou hipersônica - para os vetores aeronáuticos, inteligência artificial, que está sendo buscada por diversos países; e a produção de energia com dispositivos compactos em potência elevada.

“São tecnologias que quem sabe não ensina e, muitas vezes, os detentores do conhecimento não fazem nem parcerias. Cada um tem a sua”, destaca o chefe da divisão de projetos do DCTA, Coronel Maurício Pozzobon Martins.

Ele explica que os projetos podem surgir ou de uma necessidade operacional da Força ou de um vislumbre por inovação dos pesquisadores. Para ele, o diferencial da FAB é que a instituição possui um centro de pesquisa e desenvolvimento, enquanto Forças Aéreas de outros países são compradoras de tecnologias prontas. “Assim, em termos de soberania, a posição do Brasil é diferenciada, pois a tecnologia que nós não temos pode ser desenvolvida para a FAB pelo DCTA”, complementa. 

Sistemas autônomos, capazes de tomar decisões independentes da ação humana, por exemplo, são tendências do mercado de tecnologia, que também investe na produção de materiais leves e resistentes. Já na área das Forças Armadas, o foco é o domínio do espaço aéreo e o desenvolvimento de sistemas espaciais, que são um diferencial para o cenário de guerra.

“A perspectiva é sempre de aumento dos projetos estratégicos para a FAB, pois a realidade e a desvantagem do poder aeroespacial são a rápida obsolescência tecnológica. E uma sociedade capaz de desenvolver tecnologia militar avançada, certamente, terá produtos na sociedade civil importantes, gerando renda, emprego e desenvolvimento para o país”, ressaltou.

Turborreator TR5000 é um dos projetos desenvolvidos pelo IAE.

Turborreatores Nacionais

Como mísseis, alvos aéreos e drones adquirem velocidade e direção no espaço aéreo? Eles são propulsados por turbojatos considerados de pequeno porte. Um deles, o Turborreator de 5.000 N (TR5000), é um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) com foco na área de turbinas a gás aplicadas à propulsão aeronáutica.

O projeto prevê o desenvolvimento de protótipos de um turborreator aeronáutico nacional, atendendo, principalmente, requisitos de instalação em veículos aéreos, de uso militar e civil.

Segundo o pesquisador Helder Carneiro, os turborreatores são artefatos que assumiram papel de destaque nos arsenais das maiores potências mundiais, tanto para treinamento de artilharia, quanto para qualificação de armamento, observação e defesa.

“No Brasil, os exemplos de aplicação são o uso de alvo aéreo fornecido por empresa estrangeira para as campanhas de teste do míssil MAAR, o alvo DIANA adquirido recentemente pelo Exército e, ainda, o míssil de cruzeiro em desenvolvimento pela Avibras”, destacou.

Segundo ele, o fornecimento de turborreatores (turbojatos e turbofans) desse porte é controlado pelas grandes potências. “O desenvolvimento de turborreatores de pequeno e de médio porte no País é de importância estratégica para a independência do Brasil nessa área”, complementou.

Satélite em Órbita

Imagine um veículo lançador de satélite, ou seja, um modelo de foguete que tem a finalidade de colocar satélites em órbita, composto principalmente por fibra de carbono. Esse é o diferencial do projeto VLM-1, que está sendo desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IEAv). Com propelente sólido, ele está sendo projetado para colocar satélites de até 150 kg na órbita baixa da Terra, mais especificamente, a uma altitude de 2000 km com relação à superfície terrestre. 

Se o VLM-1 for bem sucedido, o Brasil vai se tornar um dos dez países a conseguir tal feito.
Segundo o gerente do projeto, Coronel Fábio Andrade de Almeida, o uso de estruturas em fibra de carbono aumentam a eficiência do veículo como um todo, diminuindo o peso da carga não útil.

“O desempenho esperado para o VLM-1 requer perfeita sincronia e funcionamento adequado de todos os sistemas do lançador. Para isso, motores, eletrônica embarcada, sistemas estruturais e módulo de carga útil precisam ser fabricados dentro dos mais rigorosos requisitos estabelecidos pelo IAE. O atingimento destes requisitos colocará a indústria nacional em um novo patamar de fornecimento de produtos altamente tecnológicos”, explicou o gerente.

Foguete VS-40 equipado com satélite SARA.

Experimentos no Espaço

Outro foco do IAE é a produção do Satélite de Reentrada Atmosférica. Denominado projeto SARA, o objetivo é desenvolver e fabricar dois módulos espaciais recuperáveis para o cumprimento de duas missões diferentes.

A primeira é a realização de experimentos de curta duração (aproximadamente 10 minutos) em local de microgravidade, ou seja, com a atuação mínima da força da gravidade. Nesse contexto, permite-se observar e explorar fenômenos e processos em experimentos científicos e tecnológicos que seriam mascarados sob a influência da gravidade terrestre.

“A condução de experimentos num ambiente de microgravidade possibilita o melhor entendimento, e o posterior aperfeiçoamento na Terra, de processos físicos, químicos e biológicos”, destaca o gerente do projeto, Major Élcio Jeronimo de Oliveira.

Já a segunda missão prevê a inserção e permanência do módulo em ambiente espacial, em órbita equatorial baixa (300km de altitude), por até 10 dias. Nesse período, poderão ser realizados diversos tipos de experimentos que necessitem das peculiaridades do ambiente espacial em um intervalo de tempo maior que o praticado pelo módulo suborbital.

Uma das diferenças entre as duas missões é a forma de chegada até o local pretendido. Na primeira, são utilizados foguetes e na segunda é necessário um veículo lançador de satélites que possui maior porte e é mais complexo.

Nos dois casos, após o término da missão, o SARA reentra na atmosfera, tem o sistema de paraquedas acionado e é recuperado em um ponto pré-determinado para ser reutilizado durante a sua vida útil. Veja como funciona o SARA no infográfico abaixo.

Infográfico explica as fases de lançamento do SARA.

Energia em Ambientes Remotos

Já no Instituto de Estudos Avançados (IEAv) está sendo desenvolvido o projeto TERRA, com o objetivo de produzir um dispositivo gerador de energia elétrica com possibilidades de ser transportado para locais de difícil acesso. O dispositivo é baseado no princípio de geração de calor utilizando energia nuclear. 

Os ambientes de difícil acesso podem ser locais variados, como o espaço, incluindo órbita da Terra e outros astros, a superfície de astros como a Lua, Marte, asteroides, etc. Também está incluso o leito oceânico (a 2000m de profundidade) para exploração do petróleo do pré-sal, regiões extremas (regiões polares) da Terra e locais de catástrofes ambientais que venham a ser isolados da malha elétrica.

O sistema possui como fonte térmica o calor produzido em um reator de fissão nuclear. Além de ser utilizado para fazer funcionar satélites, o sistema térmico também proverá propulsão ao dispositivo permitindo o controle da trajetória tornando-o um dispositivo exploratório.

“Eventualmente, o sistema poderá ser utilizado no espaço em satélites, naves espaciais, entre outros”, explica o gerente do projeto, Lamartine Guimarães.

Amanhã você vai conhecer um pouco mais sobre o veículo suborbital VSB-30





Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor que fique claro que meu comentário será somente em relação aos projetos espaciais, pois são os que eu acompanho e me interesso. Antes de mais nada, para poder avaliar melhor o que disse os militares da matéria acima é preciso entender que todo instituto sério de pesquisas e tecnológico do mundo que preze pela objetividade com o intuito de apresentar resultados concretos (leia, que serão realmente utilizados no dia-a-dia de sua sociedade nas diversas áreas existentes possibilitados pelo desenvolvimento da tecnologia espacial) desenvolve três tipos de projetos, ou seja, o projeto de estudo, o de pesquisa e o tecnológico.  Em linguagem simples para que o leitor leigo possa entender, o projeto de estudo visa confirmar a viabilidade de uma teoria qualquer formulada e se ela pode ser realmente aplicável às atividades em questão (neste caso atividades espaciais). O projeto de pesquisa é a colocação em prática dentro do laboratório do que foi efetivamente estudado, e o tecnológico e o desenvolvimento de algum equipamento ou veículo para ser testado na prática fruto do que foi estudado e pesquisado. Todos eles leitor com começo, meio e fim, e sempre pautados na objetividade, ou seja, no compromisso de apresentar resultados concretos a sua sociedade. O que acontece nos projetos espaciais no DCTA/IAE é que não existe esse compromisso, não existe de quem deveria, ou seja, o Governo, a cobrança necessária para traduzir esse esforço em resultados práticos, e diante disso os projetos se arrastam por décadas e alguns deles sequer são concluídos. Vale dizer que os exemplos dentro do PEB são grandes e para sermos justos não só no DCTA/IAE. Não quero com isso culpar os pesquisadores, pois para mim é difícil acreditar que pessoas tratem o fruto de seu trabalho com tanto descaso, mas não há como tapar o Sol com a peneira. Alguém já se perguntou quanto dinheiro público é jogado no lixo com esse tipo de atitude? Ou isso não tem a menor importância? Quer um exemplo, o que foi feito do conhecimento adquirido com o Projeto SIA? Com a palavra o COMAER. Finalizando leitor, quero chamar a sua atenção para a foto do foguete VS-40 tendo abordo o SARA Suborbital-1, uma das poucas até agora divulgadas pela FAB. Bonito não? Pois é, por enquanto só isso mesmo, um 'Belo Antônio' que, após décadas de desenvolvimento, sequer conseguiu ser lançado, explodindo ainda na plataforma de lançamento. Já me perguntaram se realmente haverá prosseguimento deste projeto, resposta que eu não tenho, mas o que mais importa na realidade é (caso haja prosseguimento) quanto tempo mais será necessário para colocar em prática o SARA em suas diversas versões??? Este projeto visionário do saudoso Paulo Moraes Junior tem implicações diversas para o desenvolvimento espacial brasileiro, e o próprio Paulo antes de seu falecimento já trabalhava na fantástica ideia de criar um sistema de acoplagem para a esperada Capsula Orbital do SARA. Enfim... as ideias surgem e morrem por pura falta de objetividade de quem deveria estabelecer, apoiar e cobrar resultados.

terça-feira, 28 de março de 2017

Delegação Francesa Conhece Atividades do Centro de Lançamento de Alcântara (MA)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que uma delegação francesa visitou na última sexta-feira (24/03) as instalações do Centro de lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Delegação Francesa Conhece Atividades do
Centro de Lançamento de Alcântara (MA)

Coordenação de Comunicação Social – CCS
28/03/2017


O Centro de Lançamento de Alcântara recebeu na última sexta-feira (24.3) a visita oficial da Direção-Geral de Armamento (DGA), órgão ligado ao Ministério da Defesa da França. Durante o encontro, o CLA preparou uma apresentação institucional a qual abordou o histórico das atividades espaciais no Brasil, a estrutura do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), os avanços implementados nos meios associados às atividades de lançamento, as operações realizadas e as operações futuras do Centro.

A comitiva francesa foi recepcionada pelo Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, diretor do CLA. A delegação teve a oportunidade de conhecer o Centro de Controle, local responsável pela coordenação das operações de lançamento realizadas em Alcântara, onde atuam profissionais de diferentes áreas como localização, planejamento, qualidade, etc. Ainda no Setor de Comando e Controle, a comitiva percorreu as estações de Meteorologia – onde são geradas informações meteorológicas tais como índice pluviométrico, velocidade e direção do vento, estação de TELEMEDIDAS – recepção de dados do foguete em voo – e Radar Adour – rastreio do foguete em voo.

Em seguida, os visitantes foram até o Setor de Preparação e Lançamento (SPL), onde conheceram o Prédio de Preparação de Propulsores (PPP), local onde são preparados os motores-foguetes para lançamento, o Centro de Controle Avançado (CAV), espécie de bunker situado próximo à área de lançamento que abriga a equipe responsável pela integração do foguete e carga-útil junto ao lançador, segurança de área, dentre outras atividades. A visita foi encerrada na Torre Móvel de Integração (TMI), a plataforma de lançamento do principal foguete de fabricação nacional, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e futuramente também do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM).

A comitiva francesa foi chefiada pelo Coronel Charles Orlianges, Adido de Defesa e Aeronáutica da Embaixada da França no Brasil. Também participaram da visita representantes do Comando Interforças do Espaço e das companhias francesas Airbus e Thales, ligadas às áreas de defesa e espaço.

Para o Adido de Defesa e Aeronáutica da Embaixada da França no Brasil, Coronel Charles Orlianges, a visita proporcionou uma visão mais ampla sobre o CLA ao governo e companhias francesas, abrindo possibilidades para oportunidades de negócios envolvendo futuros projetos na área espacial em Alcântara.

A Direção-Geral de Armamento (DGA), é o órgão de aquisição de produtos de defesa e pela gestão do programa de desenvolvimento de sistemas de defesa do governo francês.



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Leitor será que alguém pode me explicar qual foi à utilidade desta visita? Foi uma visita de cortesia politica ou algo assim? Gente alguém precisa tomar o rumo desta joça, não é possível se continuar conduzindo este programa desta forma. Alguém precisa tirar a AEB debaixo das garras do MCTI, transforma-la em uma verdadeira Agencia Espacial com status de ministério sob o comando de gente competente e realmente comprometida em apresentar resultados e não bananas como o Sr. Braga Coelho. Lembram quando eu disse que a queda da debiloide da DILMA não ia alterar nada para o PEB e poderia até piorar? Quem lembra e foi mais perceptivo, sabia que algo que não se toma providencia tende naturalmente a piorar, e foi o que aconteceu e veem acontecendo desde que esses presidentes civis de merda assumiram o poder. Porém a incompetência, a burrice, a estupidez e a corrupção é tão generalizada dentro da classe desses vermes que, vejam como exemplo no vídeo abaixo, o que disse o energúmeno membro titular da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, o Senador Pedro Chaves, indicado pelo presidente desta Comissão (o hoje Senador Fernando Collor de Melo) para representar o Senado (segundo as suas próprias palavras ) no lançamento do Satélite Ariade 5. Você leu corretamente, isto mesmo, ele diz no vídeo Ariade 5. É este tipo de gente que está tomando decisões sobre o futuro do Brasil. Não é atoa galera que estamos nesta situação, não é atoa que o nosso programa espacial é uma piada, não é atoa que temos uma Agencia Espacial de Brinquedo, não é atoa que seu presidente é um banana. Chega até ser patético, e o cara é membro titular da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, nome pomposo, né verdade? Pois é, estamos ferrados. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor colaborador Jahyr Jesus Brito pelo envio desse vídeo.

Lançamento do ITASAT-1 Previsto Para Outubro

Olá leitor!

Nanosatélite ITASAT-1.
Segundo foi anunciado por nota recente da FAB relacionada com a LAAD 2017 (veja aqui), o Nanosatélite ITASAT-1 desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em parceria com outras instituições do país, estaria com a sua data de lançamento marcada para abril agora, porém um manifesto de lançamento datado do dia 27/03 apresentado pelo conceituado site americano SPACEFLIGT101.COM, prevê este lançamento só para o mês de outubro deste ano (veja aqui).

O ITASAT-1 deverá ser lançado do Complexo Espacial n°4 (Space Launch Complex 4 - SLC-4) da Base de Vandenberg, na Califórnia (EUA), através de um foguete FALCON 9 da empresa americana SpaceX, em conjunto com o satélite argentino de observação terrestre SAOCOM-1A.

Entretanto leitor, vale dizer que essa data pode ser modificada ainda várias vezes (o próprio site SPACEFLIGT101.COM deixa isso claro) e apesar de completamente pronto para ser colocado finalmente no espaço, na verdade não se sabe ao certo quando esse satélite será lançado. Vale ressaltar que não deveríamos estar passando por isso, pois se houvesse seriedade e compromisso nas duas últimas décadas desses vermes de Brasília, este satélite já teria sido lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) sem ter de depender de ninguém, só de nos mesmos.

Duda Falcão

Lançamento do Satélite SGDC Fica Para Abril

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/03) no site “TELETIME”, informando que o lançamento do Satélite Frankenstein Francês SGDC deverá só ocorrer a partir de abril.

Duda Falcão

SGDC

Lançamento do Satélite
Brasileiro Fica Para Abril

LÚCIA BERBERT
segunda-feira, 27 de março de 2017 , 18h37


O lançamento do satélite geoestacionário da Telebras não deve acontecer antes do mês de abril. Isto porque, segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a greve geral na Guiana Francesa continua e, após o término da paralisação, serão necessários em torno de dez dias para retomar o procedimento de lançamento.

Por causa da greve, o foguete Ariane 5, que levará o satélite da Telebras ao espaço, não pode ser deslocado para a zona de lançamento em Kourou. Os grevistas levantaram uma barreira na entrada do centro espacial.

Além do satélite brasileiro, o foguete da Arianespace lançará em órbita também o satélite KOREASAT-7, da Coreia do Sul, que fornecerá serviços de vídeo e dados para a Coreia, as Filipinas, o Sudeste Asiático, a Índia e a Indonésia. A Arianespace informa que o veículo de lançamento, com suas cargas úteis do satélite SGDC e KOREASAT-7, permanece em modo de espera e está sendo mantido em condições totalmente seguras.


Fonte: Site TELETIME - http://www.teletime.com.br/

Comentário: Pois é galera, para quem ainda acredita nesse engodo, tá aí a notícia.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Série Apresenta Projetos da FAB em Exposição na Maior Feira de Segurança e Defesa da AL

Olá leitor!

Veja abaixo uma nota postada hoje (27/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como destaque os projetos da FAB que serão apresentados ao publico na LAAD 2017.

Duda Falcão

LAAD 2017

Série Apresenta Projetos da FAB em Exposição
na Maior Feira de Segurança e Defesa da AL

Realizada no Rio de Janeiro, LAAD deve atrair 37 mil profissionais
do segmento e delegações de 85 países

Ten. Jussara Peccini,
Agência Força Aérea
27/03/2017 - 11:50h

FAB participa há 11 edições da feira

Os projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB) como o maior avião desenvolvido no Brasil (KC-390), o futuro caça (Gripen NG) e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) serão destaque na LAAD 2017. Mas não é só isso. Na 11ª edição da maior feira de segurança e defesa da América Latina, que ocorre entre os dias 4 e 7 de abril no Rio Centro, no Rio de Janeiro, o público poderá conhecer também outros 22 projetos, serviços, produtos e tecnologias de organizações militares do Comando da Aeronáutica .

“Participamos de todas as edições até hoje”, afirma o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. “A LAAD é importantíssima para nós, pois divulga nossos produtos dentro do segmento de indústria de defesa brasileira e também para representantes de países estrangeiros”, complementa. Veja aqui entrevista.

Entre os projetos apresentados estão 16 desenvolvidos pelos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP). O Instituto de Estudos Avançados (IEAV), por exemplo, apresentará duas tecnologias inovadoras, como a propulsão hipersônica e o processamento de imagens em tempo real; um software que auxilia pilotos e atiradores de defesa antiaérea a planejar e avaliar o desempenho de missões aéreas e de armamentos; e sensores inerciais usados para fornecer dados de localização e guiamento em veículos espaciais.

Já o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) traz para a LAAD seu nanossatélite, cujo primeiro lançamento está agendado para abril. Financiado pela Agência Espacial Brasileira com o objetivo formação de capacidades, especialmente de recursos humanos pelo próprio ITA e instituições parceiras. O equipamento, com peso aproximado de 7 kg, tem capacidade de fazer o mesmo que um satélite de 200kg.


Movido a álcool, o motor para impulsionar veículos espaciais chamado de L-75 tem por objetivo final capacitar o Brasil a dominar todo o processo de desenvolvimento de propulsão líquida.

Outro projeto é o veículo suborbital VSB-30, modelo com histórico de sucesso de lançamentos a partir de Esrange, na Suécia, agora também adquirido pela Austrália. O instituto também destaca o Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA) e o veículo suborbital VS-40. Projetado para levar experimentos ao ambiente de microgravidade, o SARA conta com dois modelos: um suborbital com capacidade para ficar por até dez minutos no espaço e o modelo orbital para ficar no espaço por até dez dias.

O visitante também pode conhecer o motor-jato TR-5000, desenvolvido para equipar um veículo aéreo não tripulado de até uma tonelada, além de bombas de penetração de 500 e 1.000 Kg (B-PEN), armamentos certificados que podem perfurar concreto com 1,5m de espessura.

Projetos, produtos, serviços e tecnologias serão
apresentadas FAB.

Organizações Militares

Cinco organizações militares do Comando da Aeronáutica também apresentarão seus serviços: o Centro de Catalogação da Aeronáutica (CECAT), o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), o Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA), a Universidade da Força Aérea (UNIFA) e o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) que apresentará o processo de certificação de produtos aeroespaciais no âmbito do Ministério da Defesa.

A Diretoria de Tecnologia da Informação da Aeronáutica (DTI) leva seus sistemas para esta edição da LAAD: Sistema Integrado de Logística de Material e de Serviços (SILOMS), Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES), e Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU).

Os visitantes poderão conhecer ainda as soluções de tráfego aéreo implementadas pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA).
Na reportagem de amanhã, você vai conhecer mais detalhadamente o Planejador de Missões Aéreas (PMA). 

Veja aqui a entrevista com o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom agora sim, essa nota esclarece melhor o que será apresentado pela FAB durante a LAAD 2017, apesar que você leitor carioca ou que esteja de passagem pelo Rio, precisará conferir de perto para poder entender melhor a amplitude desses projetos e em especial o tal PESE. Entretanto cuidado, não se deixe empolgar muito no que diz respeito aos projetos espaciais, já que pela nota acima na verdade quase nenhuma novidade será apresentada. Se não vejamos: O motor L75 que deveria ser a cereja do bolo devido a sua importância para o PEB, hoje é apenas um projeto (como dito pela própria nota acima) que tem a finalidade de capacitar o Brasil no domínio de todo o processo de desenvolvimento de propulsão líquida e não no desenvolvimento de um motor-foguete líquido útil e preparado para ser realmente utilizado em um foguete lançador. Ora leitor, é desnecessário dizer que esse domínio do processo de desenvolvimento deveria ser uma consequência e não um objetivo, afinal ele seria alcançado da mesa forma se o real objetivo fosse construir um motor liquido de verdade e não uma peça de museu para o MAB. Em outras palavras deixou de ser um projeto sério. Já a propulsão hipersônica do Projeto do Veículo 14-X, esse é um projeto que pelo visto só avança mesmo nas apresentações de power point apresentadas ano após ano no Brasil e pelo mundo afora. O SARA Suborbital, um projeto visionário do nosso saudoso Paulo Moraes Junior, este um projeto da década de 90, em sua primeira etapa de quatro sequer conseguiu levantar voo e explodiu na plataforma de lançamento em sua primeira tentativa de voo em um episódio ainda mal explicado. Já o SARA Orbital, este é ainda uma fantasia que dependerá da conclusão das etapas suborbitais do projeto. Na verdade leitor o que a FAB poderá mostrar de resultados concretos no que diz respeito a área espacial são o nanosatélite  ITASAT-1, satélite este já pronto para voar agora em abril como dito na matéria acima, e os foguetes de sondagem do VSB-30 e VS-40, já qualificados (o VSB-30 inclusive qualificado como produto internacional) , mas que, vale lembrar, vieram a falhar em seus dois últimos voos realizados do Brasil.

Evento Será Realizado no Rio de Janeiro Entre os Dias 4 e 7 de Abril

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (26/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como destaque a participação da FAB na Defence & Security 2017.

Duda Falcão

LAAD 2017

Evento Será Realizado no Rio de Janeiro
Entre os Dias 4 e 7 de Abril

Uma das grandes novidades para o público será a interatividade no
estande da FAB, de quase 200 metros quadrados

Por Tem. Flávio Nishimori,
Agência Força Aérea
Publicado: 26/03/2017 08:00h


Gripen NG, KC-390 e PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais). Esses projetos estratégicos serão as grandes atrações do estande da Força Aérea Brasileira (FAB) na LAAD Defence & Security 2017. O evento será realizado entre os dias 4 e 7 de abril, no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ).

Uma das grandes novidades será a interatividade. No estande institucional, de quase 200 metros quadrados, haverá três videowall (monitores) com telas de 42 polegadas onde serão exibidos os projetos da FAB.

Além disso, por meio de oito totens e uma mesa interativa, os visitantes poderão conhecer vários programas desenvolvidos pela Força Aérea na área de defesa, como mísseis, bombas e veículos lançadores, entre outros.

LAAD – A feira é realizada bienalmente e reúne empresas nacionais e internacionais fornecedoras de equipamentos, serviços e tecnologias para as Forças Armadas e Forças Policiais, além de gestores de segurança de grandes corporações, concessionárias de serviços e infraestrutura crítica. A previsão é que mais de 600 expositores participem do evento. No total, o público visitante esperado é de mais de 37 mil profissionais qualificados do segmento.

“Os setores de defesa e segurança têm trabalhado de forma integrada e utilizam em suas operações as mais modernas soluções e tecnologias disponíveis. Especificamente no Brasil, que representa mais de 40% dos investimentos militares na América Latina, esses setores têm registrado crescimento nos últimos anos, atendendo à demanda por modernização e reaparelhamento das Forças Armadas do Brasil, por meio de projetos estratégicos”, destaca Sergio Jardim, diretor geral da Clarion Events Brasil, organizadora da LAAD Defence & Security.

A feira receberá 195 delegações oficiais provenientes de 85 países com destaque para Ministros de Defesa e autoridades das Forças Armadas da América Latina.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor o que nos interessa nessa nota é o PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais) que, em tese, é a tentativa da FAB para adquirir autossuficiência em tecnologia espacial, inclusive de acesso ao espaço através de veículos lançadores. Pelo que sei uma das estratégias para se chegar a isso prevê inclusive a criação de uma empresa estatal nos moldes da VISIONA para atuar como empresa integradora nessa área de foguetes de sondagem e lançadores de satélites. Entretanto isto é em tese, mas o que se vê na prática é que o Comando da Aeronáutica não trata o assunto com o mesmo afinco, esmero e dedicação que faz, por exemplo, com os projetos do Gripen NG e do KC-390. Na realidade pelo que se sabe o PESE pouco ou nada avançou desde que foi criado, apesar de no final de dezembro do ano passado um contrato para fabricação de oito motores S50 do VLM-1 ter sido assinado com a empresa Avibrás (veja aqui), ação esta que creio tenha em parte algo haver com o PESE, apesar de ser financiado pela Agência Espacial Brinquedo (AEB) ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações MCTIC), e não ao Ministério da Defesa. Enfim... vamos aguardar para ver o que a FAB apresentará sobre o PESE durante a LAAD 2017.

domingo, 26 de março de 2017

Imagens de Satélite Obtidas Pelo INPE Ajudam a Reduzir Impactos de Desastres Naturais

Olá leitor!

Segue abaixo nota postada dia (24/03) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que imagens de satélite obtidas pelo INPE ajudam a reduzir impactos de desastres naturais.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Imagens de Satélite Obtidas Pelo INPE Ajudam
a Reduzir Impactos de Desastres Naturais

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais aprimora aquisição de imagens do
CBERS-4 em caráter emergencial. Utilizando o gravador de bordo do satélite,
é possível obter imagens de qualquer ponto do planeta.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 24/03/2017 | 15:25
Última modificação: 24/03/2017 | 15:44

Crédito: INPE
INPE recebe imagens gravadas no
computador de bordo do CBERS-4.

O monitoramento de desastres naturais é uma das aplicações mais importantes do sensoriamento remoto por satélites, contribuindo para a resposta e a redução dos impactos de deslizamentos de terra e inundações, provocados por eventos extremos. Por isso, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está aprimorando o sistema de aquisição de imagens em caráter emergencial do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4, em inglês).

A iniciativa começou em março logo após a passagem do ciclone tropical Enawo por Madagascar, quando o INPE fez uma aquisição emergencial de imagens do CBERS-4. As imagens, obtidas por meio de gravador de bordo, foram gravadas e retransmitidas para os computadores do INPE.

Segundo o pesquisador do Departamento de Divisão de Processamento de Imagens do Inpe, Laércio Namikawa, os satélites de observação da Terra adquirem imagens ao longo de sua órbita, que podem ser enviadas simultaneamente ou gravadas a bordo do satélite. "Na aquisição mais comum, o INPE adquire imagens no modo simultâneo, o que limita a captura às imagens que estão na cobertura da antena de recepção em Cuiabá, no Mato Grosso. Utilizando o gravador de bordo, pode-se adquirir imagens de qualquer ponto do planeta", explica.

A ocorrência do ciclone em Madagascar permitiu ao INPE testar o procedimento de aquisição de imagens em uma região fora da cobertura da antena de Cuiabá, em uma situação emergencial. "Precisamos agora definir um procedimento para casos fora do Charter [International Charter Space and Major Disaster]. Já temos o contato com o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres para este fornecimento."

O International Charter Space and Major Disasters é um consórcio de instituições e agências espaciais, do qual o INPE faz parte, que fornece dados orbitais em situações de emergência causadas por desastres naturais em todo o mundo. Para fazer parte do consórcio internacional, o INPE garante o fornecimento de imagens de alta qualidade e resposta rápida.

Na avaliação do pesquisador, as imagens obtidas de satélites demonstram como as tecnologias espaciais podem ser usadas nas tomadas de decisão para minimizar o impacto de desastres naturais. "As mesmas imagens utilizadas na resposta também servem para um planejamento que considere os fatores de risco a desastres", afirma.


Capacidade de Sensoriamento

O satélite CBERS-4 tem quatro câmeras de geração de imagens, com resoluções espaciais entre 5 e 64 metros e resoluções temporais de 5 a 52 dias. Desse modo, na resolução temporal mais alta, a cada cinco dias uma imagem sobre a mesma região é adquirida. Entretanto, a resolução espacial, que define o tamanho do menor objeto visível na imagem, é de 64 metros nesta imagem.

"Na prática, os eventos de alcance territorial maior, como as queimadas, são observados pelo CBERS-4 em intervalos de tempo menor, e os eventos de alcance menor, como a construção de uma casa, são observados em intervalos de tempo maiores. Ou seja, o conjunto de câmeras é adequado para a observação e monitoramento da maioria dos eventos geográficos. Em números, as imagens adquiridas sobre a América do Sul diariamente somam 60 gigabytes de informação bruta, que devem ser processadas e armazenadas pelo Inpe. Com o uso do gravador de bordo, estes números podem dobrar", informa Namikawa.

O Centro de Rastreio e Controle de Satélites do INPE, dedicado ao controle da órbita e à operação de satélites, é o responsável pela definição do dia e hora em função da região a ser "mapeada" e da programação destes horários no CBERS-4, em conjunto com o centro chinês, enviando os comandos apropriados para o satélite.

Mariana

O pesquisador afirma que imagens de satélite foram usadas no mapeamento da região afetada pela lama em Mariana (MG), após o rompimento de uma barragem. Isso porque o desastre teve as mesmas características de uma inundação. Adicionalmente, também foi possível visualizar a dispersão da lama ao longo do rio Doce e no Oceano Atlântico. O sensoriamento remoto também foi utilizado no deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro, em 2011. "As imagens captadas permitiram observar e quantificar os danos da tragédia", lembra o pesquisador do INPE.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

sábado, 25 de março de 2017

Universidade Constrói Computador de Bordo Para Nanossatélite em Parceria Com o INPE

Olá leitor!

Segue abaixo nota postada dia (23/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que a Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveu em parceria com o instituto um computador de bordo para cubesats.

Duda Falcão

Universidade Constrói Computador de Bordo
Para Nanossatélite em Parceria Com o INPE

Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Um computador de bordo para cubesats foi desenvolvido na Universidade Federal do Ceará (UFC) com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Aliando baixo custo e alta confiabilidade, o equipamento será utilizado no CONASAT, projeto do Centro Regional Nordeste (CRN) do INPE, localizado em Natal, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Concebido para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, o projeto CONASAT também é voltado à capacitação de recursos humanos. Junto com as universidades, o INPE promove a inovação tecnológica nos ramos da eletrônica e de telecomunicações com base no uso de nanossatélites, especialmente cubesats.

"O computador de bordo está sendo desenvolvido para os nanossatélites da constelação CONASAT e, também, poderá ser usado em outras missões de cubesats", informa Manoel Jozeane Mafra de Carvalho, chefe do CRN/INPE.

Batizado de Open OBC, por ser um computador de bordo com padrão de hardware e software abertos, o equipamento foi o principal resultado da dissertação de mestrado de David Freitas M. Mota, sob a orientação de João Cesar Moura Mota e Jarbas Aryel Nunes da Silveira, do Departamento de Engenharia de Teleinformática (DETI) do Centro de Tecnologia da UFC.

Ricardo Galvão, diretor do INPE, esteve no Centro de Tecnologia da UFC, em Fortaleza, no dia 14 de março. Na ocasião, os dirigentes e pesquisadores discutiram a integração do computador de bordo realizado na UFC com os demais subsistemas da plataforma do nanossatélite e com a carga útil, o transponder DCS, desenvolvido pela equipe de Natal.

Open OBC 

A arquitetura do computador de bordo Open OBC utiliza o processador TMS570LS0432 da Texas Instruments, que possui: núcleo ARM Cortex-R4 em duas CPUs; detecção e correção de falhas em suas memórias RAM e ROM internas; hardware BIST tanto na CPU quanto na memória RAM; e outras características de segurança como o monitoramento do clock e da tensão de alimentação. Uma memória flash externa foi utilizada para armazenamento de código e dados.

Há duas interfaces I2C para a comunicação com os subsistemas existentes em um cubesat, sendo uma exclusiva para comunicação com o transponder. A arquitetura é complementada por uma interface UART para diagnóstico e depuração, sinais PWM para acionamento das bobinas de torque e entradas ADC para medição da intensidade da luz solar nas faces do satélite. Estão previstos ainda um cartão MicroSD para armazenamentos de dados e uma interface CAN para tráfego de informações transmitidas em tempo real, garantindo, assim, um controle rígido de erros e a recepção de mensagens. O computador de bordo foi eletronicamente testado e está apto à integração com os demais subsistemas.

Computador de bordo desenvolvido na UFC.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Notícia maravilhosa esta, é mais um estado nordestino entrando para ‘Era Espacial’. Parabéns a galera da Universidade Federal do Ceará (UFC) e leitor, em breve os cearenses desta mesma universidade divulgarão algo tão significativo quanto. Aguardem! Aproveito para lembrar aos nossos leitores o que vem ocorrendo nos últimos dias no âmbito das atividades espaciais do país. Primeiramente foi o Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do INPE que anunciou o desenvolvimento de um combustível limpo e mais barato para foguetes e motores de satélites (veja aqui), posteriormente a AEB anunciou que um Engenheiro dela Desenhou e Qualificou Suportes de Antena para o Satélite Frankenstein Francês SGDC (veja aqui), depois foi anunciado à continuidade dos testes na Alemanha com o motor foguete líquido L75 (espero que para algo útil de verdade) (veja aqui), depois foi anunciado o inicio do Mestrado Profissional em Engenharia de Computação e Sistemas Aplicados à Engenharia Aeroespacial da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) (veja aqui), depois a AEB divulgou que um de seus engenheiros desenvolveu um método que aumenta o tempo de vida do Satélite Frankenstein Francês SGDC (veja aqui), depois à Universidade de Brasília (UnB) anunciou ter realizado uma bateria de testes com um motor híbrido para satélites (veja aqui), e agora essa notícia sobre este computador de bordo para cubesats. É pouco? Na verdade sim, bastante, se levarmos em conta os 56 anos de atividades espaciais do país e da clara falta de responsabilidade governamental para com esse crucial programa para o futuro do Brasil, mas diante das circunstancias, é musica para nossos ouvidos.