sexta-feira, 31 de julho de 2009

INPE e Orbital Engenharia Desenvolvem Simulador Solar


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) sobre o desenvolvimento pelo instituto e pela empresa brasileira Orbital Engenharia de um Simulador Solar para o Instituto de Química da UNICAMP de Campinas-SP.


Duda Falcão

INPE e Orbital Desenvolvem Simulador Solar Nacional

31/07/2009

O Instituto de Química da Unicamp recebeu neste mês o primeiro simulador solar de baixo custo feito com tecnologia brasileira. O SOLSIM, modelo AM15x100, foi desenvolvido em São José dos Campos (SP) por meio da parceria entre a empresa Orbital Engenharia e o Laboratório Associado de Sensores e Materiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LAS/INPE).

O simulador produz radiação solar simulada de forma contínua por meio de um conjunto de dois tipos diferentes de lâmpadas/refletores posicionados no interior de um gabinete. Oferece uma área de iluminação de 14 cm x 14 cm, enquanto simuladores solares importados normalmente iluminam áreas de 10 cm x 10 cm. Além disso, as lâmpadas usadas são do tipo “ozone free”, dispensando sistema de exaustão para o exterior.

Um simulador com estas características serve a várias finalidades. No INPE, por exemplo, é usado nos testes elétricos das células dos painéis solares dos satélites. “Também são usados para calibrar radiômetros e por indústrias para verificar a degradação pela luz solar de materiais diversos”, diz Nelson Veissid, pesquisador do LAS/INPE.

O SOLSIM segue as especificações da norma ABNT NBR11879, gerando o espectro da radiação luminosa AM1,5G com intensidade de 1000 W/m2, com uniformidade no plano alvo melhor do que 10% e estabilidade temporal melhor do que 5%.

Além do aperfeiçoamento da tecnologia, desenvolver um equipamento nacional tem vantagens financeiras, pois o custo do SOLSIM é equivalente a menos da metade que o cobrado por equipamentos estrangeiros similares, cujos preços começam em US$ 50 mil. O projeto do simulador solar contou com o apoio da FINEP-Fundo Setorial de Energia durante os anos de 2005 e 2006.

Para mais informações sobre o simulador solar, envie e-mail para veissid@las.inpe.br

Entrega do equipamento na UNICAMP. Da esquerda para a direita: Dr. Célio Costa Vaz, da Orbital Eng. Ltda.; Dra. Claudia Longo, do Instituto de Química da UNICAMP; Dr. Nelson Veissid, do Laboratório Associado de Sensores e Materiais do INPE


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Deixando as pasteladas de lado e falando de boas notícias, ta aí mais um exemplo de competência dos cientistas do INPE e da empresa brasileira Orbital Engenharia exemplificada no desenvolvimento desse novo Simulador Solar. Infelizmente essa competência não é compartilhada pelas pessoas que comandam o Programa Espacial Brasileiro, pois se assim fosse, o programa não estaria na situação que se encontra. Lamentável.

Governo Confirma Nova Base no Ceará Segundo O POVO


Olá leitor!

Segue abaixo o terceiro capítulo do dia da novela sobre a suposta construção de uma nova base de lançamento para o Programa Espacial Brasileiro que publicada hoje dia 31/07 dessa vez pelo site do jornal O POVO ONLINE do Ceará.

Duda Falcão

Governo Confirma Base de Lançamento de Foguete no CE

Dalviane Pires
da Redação
31/07/2007


As negociações entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo do Estado para a instalação de uma nova base de lançamento de foguetes no Ceará estão avançadas. A localização da base ainda não está definida, mas o Governo descarta a possibilidade de ser no Pecém.

O Ceará deve abrigar a nova base de lançamento de foguetes dentro do Programa Espacial Brasileiro. As negociações com o Governo do Estado estão sendo feitas através da Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com a assessoria de imprensa do Governo, apesar dos entendimentos sobre o assunto estarem avançados, a localização da nova base, chamada de Complexo Espacial Brasileiro (CEB), ainda não está definida. Sobre a informação publicada ontem no Valor Econômico (publicada aqui no blog, veja a nota Governo Discute em Reunião Nova Base de Lançamento) de que a base seria implantada próximo ao Pecém, em São Gonçalo do Amarante, a assessoria explica que “a exigência é que seja disponibilizada uma área de seis mil hectares no litoral (60 km², uma área equivalente ao tamanho do município de Guaramiranga)” e descarta a possibilidade da base ser implantada próximo ao Complexo Industrial.

Não ser no Pecém se justifica pela tendência de crescimento da região com a chegada de grandes empreendimentos como siderúrgica, termelétrica, refinaria, além de outras indústrias que devem ser atraídas para o Complexo nos próximos anos.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, por exemplo, teve as atividades reduzidas, sendo substituído pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, justamente por conta do crescimento urbano em seu entorno. A base no Ceará é complementar à base maranhense, que continuará em atividade. A área a ser escolhida no Ceará deve ser pouco povoada, mas precisa oferecer condições de infraestrutura como estradas e aeroporto.

Os motivos

Inicialmente o CEB seria construído no Maranhão, próximo à base de Alcântara. O projeto, no entanto, foi prejudicado no fim do ano, quando Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) baixou uma portaria decretando que 78 mil hectares dos 114 mil hectares que constituem a península de Alcântara como pertencentes à comunidade quilombolas.

Segundo informações da Agência Brasil, divulgadas no começo de julho, a área em estudo para abrigar a nova base reúne as características que mantêm a competitividade de Alcântara em relação aos centros internacionais de lançamento. O Ceará foi escolhido por estar próximo à linha do Equador, o que garante a economia de até 30% sobre o consumo de combustível. Além disso, o Estado está localizado no litoral é uma condição de segurança necessária para a atividade espacial.

O POVO apurou que a vantagem do Ceará possuir uma base de lançamento de foguetes está principalmente no fato de o Estado passar a ser, juntamente como o Maranhão, um pólo de referência em pesquisa espacial. Especula-se que próximo à futura base sejam construídos hotéis a fim de atrair extensões universitárias voltadas para a tecnologia espacial.

A AEB informou, através da assessoria de imprensa, que apenas o presidente da Agência, Carlos Ganem, se pronuncia sobre o assunto, mas estava em viagem.

E MAIS

- Não é raro um país ter centros de lançamento de foguetes localizados em regiões diferentes.

- O Programa Espacial Brasileiro começou em 1961 com a criação da Missão Espacial Brasileira (MEB), sucedida pela Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) em 1980.

- O Programa tem como objetivo desenvolver veículos lançadores de foguetes com capacidade para transportar satélites e plataformas espaciais de pequeno, médio e grande porte em diferentes órbitas.

- A base de Alcântara, no Maranhão, é considerada uma das melhores do mundo pela sua localização geográfica, por estar a dois graus da linha do Equador.

- Apesar disso, em 2003 o Veículo Lançador de Satélites brasileiro explodiu na base de Alcântara, três dias antes do seu lançamento, matando 21 cientistas.

- Para receber a nova base, as condições climáticas do Ceará são favoráveis: clima estável, regime de chuvas bem definido e ventos em limites aceitáveis, podendo lançar foguetes praticamente durante todo o ano.

- Atualmente a Agência Espacial Brasileira (AEB) está sob controle civil, mas era de controle militar. Alguns atribuem a mudança a pressões dos Estados Unidos. Outros acreditam que foi decorrente da mudança de foco do programa espacial, decorrente da chegada de civis à Presidência da República.


Fonte: Jornal O POVO ONLINE do Ceará via site da Força Aérea Brasileira - NOTIMP: 212/2009 de 31/07/2009

Comentário: O que dizer desse samba do crioulo doido? A não ser que ou a mídia esta fazendo terrorismo visando prejudicar o PEB (o que eu não acredito, apesar de algumas vezes a mesma cometer erros) ou essa gente está em pé de guerra. Teremos que aguardar a tal da reunião da próxima terça-feira entre os interessados e o presidente Lula para ver como vai terminar essa estória toda.

Ministro Nelson Jobim Diz Que Base Fica em Alcântara


Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia da novela sobre a suposta construção de uma nova base de lançamento para o Programa Espacial Brasileiro que foi levada ao ar pela TV Canal 13 do Piauí e postada no através do site da Força Aérea Brasileira - NOTIMP: 212/2009 de 31/07/2009.

Duda Falcão

Ministro Diz Que Programa Espacial Vai Continuar no MA

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou a possibilidade de retirar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), considerado por ele um dos principais marcos da soberania nacional. O anúncio foi feito ontem pelo Secretário Estadual de Representação Institucional do Maranhão em Brasília, Francisco Escórcio, ao participar de uma reunião com Jobim e o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Segundo Escórcio, o ministro Jobim foi taxativo na decisão da permanência da PEB no CLA. “Não existe nada que possa subtrair do Maranhão o Programa Espacial Brasileiro. O ministro Jobim afirmou, inclusive, que estão previstos muitos planos para o estado”, declarou.

Além de novos investimentos, Nelson Jobim prevê para o CLA a construção de unidades para atividades de lançamentos de foguetes e experimentos espaciais. “Nelson Jobim garantiu ainda que o Centro de Lançamento de Alcântara, além de reformulado, receberá outros aplicativos que ainda não tinham sido agendados. A transferência do Programa Espacial Brasileiro para outro estado, conforme está sendo especulado pela imprensa, está descartada”, afirmou Escórcio.

A postura do ministro Jobim é considerada decisiva para o futuro do Centro de Lançamento de Alcântara, localizado no cerne de um problema social e tecnológico: a necessidade de expansão do CLA para continuar o desenvolvimento tecnológico implica em novos remanejamentos de comunidades remanescentes de quilombolas que ocupam uma área de 78 mil hectares. Essa questão será debatida em uma reunião que acontecerá na próxima terça-feira, com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos.

Na ocasião, deverão ser definidas estratégias que possam garantir a expansão das atividades espaciais no Maranhão e resolver, assim, o impasse com as 110 comunidades quilombolas.

Expansão

A questão se arrasta há anos e acentuou-se depois que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), reconheceu, em novembro do ano passado, que a área pretendida para a expansão do CLA era culturalmente de direito dos quilombolas. Por causa da impossibilidade de expansão, a Agência Espacial Brasileira anunciou que estava estudando outras possibilidades de implantar centros de lançamentos fora do Maranhão. Por enquanto, os estudos ainda são inconclusivos.

Mesmo diante do impasse, o Centro de Lançamento de Alcântara mantém o seu programa de atividades. No momento, o efetivo do CLA prepara-se para a campanha de lançamento Fogtrein I, que prevê o lançamento de dois foguetes de pequeno porte nos dias 10 e 11 de agosto. A operação tem como objetivo lançar e rastrear dois protótipos de foguete chamados de FTB, que ainda estão em fase de desenvolvimento. Os foguetes estão sendo desenvolvidos pela empresa brasileira Avibras e têm cerca de 90% de tecnologia nacional.

Mais

Caso as atividades comerciais do Programa Espacial Brasileiro sejam transferidas do CLA para outro centro de lançamento no país, o Maranhão perde uma parcela significativa da participação nas atividades espaciais do Brasil.

Sem a possibilidade de uso do CLA para a exploração comercial, as atividades ficarão restritas somente a lançamentos institucionais, experiências de novos modelos de foguetes, impedindo a perspectiva de aluguel de sítios de lançamentos para outros países, a exemplo da Suécia e Alemanha, potenciais parceiros do Brasil.


Fonte: TV Canal 13 do Piauí via site da Força Aérea Brasileira - NOTIMP: 212/2009 de 31/07/2009.

Comentário: Só dando risada para não chorar. Sinceramente essa gente não tem a mínima idéia do que estão fazendo. Há um claro desentendimento entre o Ministro da Defesa Nelson Jobim e o Presidente da AEB Carlos Ganem. O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva precisa acabar com essa guerra de informações dando um basta no assunto e definido logo se vamos pro buraco ou se vamos optar pelo bom senso. Lamentável!

Mais um Capítulo da Novela Terceira Base


Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia sobre a suposta construção de uma nova base de lançamento para o Programa Espacial Brasileiro postada hoje (31/07) no jornal Folha de São Paulo.

Duda Falcão

Governo Estuda Base Espacial Fora do MA

Idéia é expandir programa de lançamentos comerciais, limitado por perda de território em Alcântara para quilombolas. Entre os candidatos a sediar futuras instalações estão Ceará, Amapá e Rio Grande do Norte; proximidade do equador barateia os vôos

FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


A AEB (Agência Espacial Brasileira) está analisando áreas no país para a construção de centros de lançamento comercial de satélites.

O Brasil almeja entrar neste mercado espacial que, apenas em 2008, movimentou US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 3,6 bilhões, em valores atuais).

De acordo com o presidente da AEB, Carlos Ganem, ainda não foram definidos quantos centros de lançamento o país vai construir, nem onde eles vão ficar. Estão sendo analisadas áreas próximas ao mar no Amapá, Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. Uma reunião marcada para o começo de agosto com o presidente Lula deve definir os locais.

A escolha desses Estados se deve à proximidade com a linha do Equador, região onde a velocidade de rotação da Terra é maior. Essa condição ajuda a impulsionar os foguetes usados nos lançamentos, o que resulta em economia de combustível estimada em até 30%.

O Brasil possui hoje um centro de lançamentos em Alcântara (MA), mas nunca colocou um objeto em órbita. Em agosto de 2003, a base de Alcântara foi palco do pior acidente da história do programa espacial brasileiro: o incêndio do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites), que deixou 21 mortos.

Em 2005, o país fechou parceria com a Ucrânia para a criação da empresa Alcântara-Cyclone Space, voltada justamente para a exploração do mercado de lançamentos comerciais de satélites.

O acordo prevê o uso do foguete ucraniano Cyclone-4 para lançamentos a partir de Alcântara. O primeiro teste está marcado para 2010.

O projeto inicial previa a ampliação da base de Alcântara para a instalação da ACS. Mas a binacional acabou desistindo de ocupar as áreas vizinhas ao centro depois de uma disputa com comunidades quilombolas, que reivindicavam a posse da área e que acabaram ganhando a disputa por um território de 78 mil hectares. Daí a iniciativa da AEB em procurar outros pontos para receber os novos centros de lançamento.

Atualmente, o lançamento comercial de satélites é explorado principalmente por Rússia, EUA e Europa. De acordo com um relatório da FAA (Agência Federal de Aviação dos EUA), em 2008 foram feitos 28 desses lançamentos.

Mas a AEB não tem recursos para financiar o projeto. Desde 2005, o orçamento anual de todo o programa espacial brasileiro foi, em média, de R$ 260 milhões. Já o custo estimado para a construção de um desses centros é de até R$ 300 milhões. Segundo Ganem, há possibilidade de serem feitas PPPs (Parcerias Público-Privadas) ou parcerias com outros países.

Vídeo da Agencia Brasil

Fonte: Jornal Folha de São Paulo via NOTIMP: 212/2009 de 31/07/2009 (Site da FAB)

Comentário: Mais um capítulo dessa novela trágica com previsão para um final infeliz para o PEB. Chamo a atenção do leitor para o que o presidente da AEB Carlos Ganem diz na notícia: “ainda não foram definidos quantos centros de lançamento o país vai construir, nem onde eles vão ficar”. Sinceramente temo que o presidente da AEB tenha fumado "crack" ou esteja sofrendo de alucinação, pois não é possível que esse senhor esteja pensando em construir (mesmo através de parcerias público-privadas) além desse suposto terceiro centro de lançamento outros centros através do país. Infelizmente o programa espacial é um barco sem rumo e a ponto de ir a pique. Lamentável, lamentável e porque não dizer, trágico.

Astronauta Marcos Pontes Realiza Palestra em Maringá


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (30/07) no site http://www.hnews.com.br/ sobre uma palestra realizada dia 29/07 em Maringá-PR pelo astronauta Marcos Pontes para autoridades e empresários da região.

Duda Falcão

Primeiro Astronauta Brasileiro Destaca
Importância da Ciência e Tecnologia na Educação

O primeiro astronauta do Brasil, Marcos Pontes, esteve nesta quarta-feira (29), em Maringá, para uma palestra para autoridades e empresários da região.

30/07/2009 - 14h27m
Assessoria de Imprensa - PMM


O primeiro astronauta do Brasil, Marcos Pontes, esteve nesta quarta-feira (29), em Maringá, para uma palestra para autoridades e empresários da região. Antes, ele recebeu a imprensa para falar sobre o tema da palestra: a importância do investimento em ciência e tecnologia na educação. “Nossa proposta é trabalhar com temas como robótica e ciência para atrair os alunos nos contraturnos escolares, evitando que eles fiquem nas ruas”, comentou o astronauta.

Pontes também é embaixador da Fundação First no Brasil, organização sem fins lucrativos, que em inglês significa “Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia”, que possui uma vasta experiência internacional na organização de torneios de robótica entre estudantes.

Sobre a experiência de viajar para o espaço, Marcos Pontes revela que como pessoa, a viagem fez com que ele refletisse sobre a existência do ser humano. “A experiência me fez pensar a respeito da importância das pessoas no mundo. Já para a Educação a viagem foi importante para adquirir conhecimentos nas áreas da ciência e tecnologia”.

Com o título "Do sonho à realidade, uma missão possível para as novas gerações", a palestra tem o intuito de promover a cidadania por meio da robótica social. O evento é patrocinado pela Lego Education no Brasil e realizado pela Fundação First e integra a apresentação do Programa de Robótica Educacional da Fundação First.

FIRST

Fundada em 1989 pelo empreendedor Dean Kamen, a First é uma organização sem fins lucrativos, que em inglês significa “Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia”, que possui uma vasta experiência internacional na organização de torneios de robótica entre estudantes. O primeiro brasileiro a participar de um programa espacial internacional, Marcos Pontes, também foi pioneiro ao ser eleito como único embaixador First fora dos EUA.

LEGO Education

A Lego Education, divisão de educação do Grupo Lego, atua em mais de 70 países. Presente no Brasil há 11 anos e atendendo mais de 1 milhão de estudantes em mais de 3 mil instituições, a empresa desenvolve soluções motivadoras de aprendizagem por meio do uso integrado de material de robótica e metodologia de ensino inovadora e exclusiva.

Com o método Lego Education os estudantes não só absorvem o conteúdo das disciplinas curriculares como também desenvolvem habilidades, competências, atitudes e valores para a vida, com atividades que demandam trabalho em equipe, liderança, criatividade, solução de situações-problema e organização. Todo material Lego Education tem como base os quatro pilares para a educação do século XXI propostos pela UNESCO: aprender a fazer, aprender a ser, aprender a conviver e aprender a aprender.

Marcos Pontes

Primeiro brasileiro a viajar para o espaço, Marcos Pontes é engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e PHD na carreira pela Naval Posgraduate School, na Califórnia. Nascido em Bauru, no interior de São Paulo, em 1998 foi selecionado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para ser o primeiro astronauta do Brasil. Após mais de sete anos de treinamentos na Nasa, a agência espacial norte-americana, foi confirmada sua participação na “Missão Centenário”, que o levou à Estação Espacial Internacional em março de 2006.


Fonte: Site http://www.hnews.com.br/

Comentário: O que dizer desse cara a não ser que ele é o cara. Parabéns Marcos pelo o trabalho que vem realizando para a FIRST e eu tenho certeza que no futuro esse seu empenho renderá grandes frutos para o país. Viva a educação, pois sem ela qualquer sociedade esta fadada a ignorância e a subsistência. Gostaria muito de poder observar no PEB mais pessoas com a sua visão, obstinação e brasilidade, no entanto, infelizmente isso não acontece.

UnB Desenvolve Mestrado na Área Espacial


Olá leitor!

Como vem sendo abordado aqui no blog por mim em diversas ocasiões o PEB padece de diversas dificuldades que atrapalham e muito o seu desenvolvimento atrasando ainda mais os objetivos que constam no atual Plano Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Um desses graves problemas do programa espacial é o insuficiente número de recursos humanos para a realização desses objetivos. Pensando nisso, a Universidade de Brasília (UnB) fez uma parceria com a Universidade Nacional da Ucrânia para desenvolver o primeiro curso de pós-graduação na área espacial no Brasil. Segue abaixo uma nota postada no site minhagestao.com em abril desse ano sobre esse assunto.

Duda Falcão

Mestrado na Área Espacial: Ucrânia e UnB se Unem

Por Raphael Roale
em Notícias
09/04/2009


Uma parceria entre a Universidade de Brasília e a Universidade Nacional da Ucrânia será responsável por desenvolver o primeiro curso de pós-graduação na área espacial no Brasil, fora do estado de São Paulo. O início das atividades está previsto para agosto, depois de o projeto ser aprovado pelo Decanato de Pesquisa e Pós-graduação e pelos colegiados da UnB.
O curso da Universidade de Brasília, apoiado pela Agência Espacial Brasileira, formará profissionais especializados, uma das maiores lacunas do programa nacional para o setor. A proposta dá início ao acordo de cooperação entre a instituição brasiliense e a européia. O embaixador da Ucrânia no Brasil, Volodymyr Lakomov, se reuniu com o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Jr, em fevereiro, para discutir as diretrizes do convênio, com assinatura prevista para os próximos dois meses.

O Brasil trabalha em parceria com a Ucrânia na área espacial há quatro anos. As duas nações criaram, em 2006, a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ou ACS para os íntimos, sediada em Brasília). Ela será responsável por coordenar os lançamentos da base de Alcântara, no Maranhão, a partir de 2010, e exigirá mão-de-obra qualificada.

Conforme o projeto, a UnB oferecerá, inicialmente, mestrado profissionalizante em Gestão, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica de Sistemas Espaciais. A expectativa é criar, nos anos seguintes, mestrado e doutorado acadêmicos. Os cursos unirão a experiência da universidade ucraniana no desenvolvimento de foguetes com os estudos da instituição brasiliense em propulsão espacial.

Atualmente, a UnB desenvolve dois importantes projetos na área. O Departamento de Engenharia Elétrica realiza os últimos testes para o lançamento, em abril de 2009, do primeiro foguete com tecnologia de propulsão híbrida (leia mais em UnB lançará foguete com tecnologia inédita). A alternativa desenvolvida na instituição mistura combustíveis sólido e líquido, o que permite maior controle da combustão, além de baratear os custos.

No Instituto de Física, avançam os estudos de propulsor a plasma, que são tecnologias para controlar a órbita de satélites. A UnB trabalha no segundo protótipo.

O Brasil nunca colocou um propulsor a plasma de satélite em órbita, embora desenvolva a tecnologia desde 1985. O maior atrativo da tecnologia é a utilização em missões de exploração do sistema solar. A alternativa permite operações que duram anos, enquanto que os propulsores químicos, tradicionais, funcionam por minutos e até segundos.

Via Agência UnB


Fonte: Site www.minhagestao.com

Comentário: Mais uma grande notícia pra o PEB. A falta de recursos humanos tem dificultado bastante à realização dos objetivos traçados pelo PNAE. O problema na realidade não é que não existam profissionais brasileiros formados para trabalharem no programa espacial, eles existem sim, principalmente pelo grande trabalho que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA) vem realizando desde a sua fundação. No entanto, devido a melhores salários esses profissionais estão trabalhando em empresas privadas no Brasil ou no exterior ou para programas espaciais de outros países. Será necessário que o governo brasileiro faça uma política salarial mais adequada para que esses novos profissionais (pelo menos grande parte deles) sejam estimulados a trabalharem no Programa Espacial Brasileiro. Para maiores informações sobre os projetos da UnB citados na notícia vejam aqui no blog as notas O Motor Foguete Híbrido da UnB e Programa Uniespaço - Motor de Plasma da UnB

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Programa Uniespaço Faz Chamada Pública


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) sobre o “Programa Uniespaço.

Duda Falcão

Agência Espacial Brasileira Abre Inscrições para Projetos de Pesquisa

AEB
30-07-2009

Pesquisadores de universidades e de instituições de ensino têm até o dia 15 de setembro para apresentar propostas de projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico para o Programa Uniespaço, da Agência Espacial Brasileira (AEB). Os projetos deverão seguir o modelo disponível no site da AEB (www.aeb.gov.br), no link Uniespaço/Anúncio de Oportunidades. Nesta terceira edição serão disponibilizados recursos que totalizam R$ 3 milhões de reais por dois anos. Os projetos serão escolhidos de acordo com sua relevância, competência e capacidade de execução.

O Programa Uniespaço, criado em 1997, tem como objetivo integrar o setor universitário no desenvolvimento de produtos e processos, análises e estudos de interesse do setor espacial. Entre as instituições que já desenvolveram projetos específicos para o Programa Uniespaço estão a PUC/RS, o ITA, a UnB, a UFRJ, a UFPR, a USP, a UFRN e a UFMG. Desde 2004, o Uniespaço já contemplou 32 projetos.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Esse é um dos bons programas da AEB e de grande relevância para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. No entanto, em minha opinião é ainda bastante tímido, já que R$ 3 milhões de reais por dois anos não representa muita coisa. Porém, para os pesquisadores que trabalham na área espacial ter um programa como esse é um alívio, já que é uma das poucas possibilidades disponíveis de poderem realizar seus projetos. Veja aqui no blog o edital do programa clicando na nota AEB Divulga "AO" do Programa Uniespaço.

AEB Participa de Evento na Cinelândia


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/07) no site da AEB sobre a participação da agência espacial no evento “Cinelândia: O Público é a Estrela” que faz parte da programação da XXVII Reunião da IAU (União Internacional dos Astrônomos) e se realizará dia 04/08 no bairro da Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro.

Duda Falcão

AEB Participa de Evento Sobre Astronomia na Cinelândia

AEB
30-07-2009

Uma tenda de 450 metros quadrados, montada na Cinelândia, no Rio de Janeiro, apresentará, a partir do dia 4 de agosto, a quem passar por lá várias atividades relacionadas à astronomia. O evento, Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela faz parte da programação da XXVII Reunião da IAU (União Internacional dos Astrônomos) que será realizada pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e pela Fundação Planetário do Rio de Janeiro e contará com a participação de diversas instituições de pesquisa e divulgação na área da astronomia.

Serão realizadas exposições, atividades interativas, oficinas, planetários infláveis, palestras de curta duração e observação do Sol por meio de telescópios. A Agência Espacial Brasileira (AEB) participará com um estande de 50 metros quadrados. Maquetes do Veículo Lançador de Satélites (VLS), do foguete VSB-30, do Satélite de Coleta de Dados (SCD), a réplica da roupa usada pelo astronauta Marcos Pontes no espaço, uma exposição sobre os 40 anos da chegada do homem à Lua e o Jaci - robô que demonstra a dificuldade do controle de uma sonda no espaço - estarão em exposição. O estande também abrigará uma exposição de cartazes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Computadores estarão disponíveis para que as crianças possam explorar os CDs explicativos desenvolvidos pelo programa AEB Escola. O Programa, criado em 2003, tem como objetivo divulgar o programa espacial brasileiro em escolas do ensino médio e fundamental, contribuindo para despertar nos estudantes a criatividade e o interesse pela ciência e tecnologia, incentivando a vocação de futuros empreendedores, técnicos e pesquisadores no país.

Agência Espacial Brasileira - Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a AEB é uma autarquia federal de natureza civil. A Agência tem como objetivo promover o desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras. Entre suas principais atribuições estão propor e executar a Política, o Programa Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais e coordenar o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais.

Serviço:

Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela
Data: 4 a 8 de agosto de 2009
Horário: das 8h30 às 17h30.
Sábado: das 10h às 18h
Local: Cinelândia, no Rio de Janeiro


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Grande oportunidade para os leitores cariocas amantes da astronomia e das atividades espaciais, ou aqueles que estiverem de passagem pelo Rio, conferirem de perto esse evento. Eventos como esse são muito comuns mundo afora e são importantes e necessários para divulgar a sociedade brasileira a tecnologia desenvolvida no Brasil e no mundo e suas descobertas na área espacial e astronômica.

Novo Motor da "Edge Of Space" Pronto para Testes


Olá leitor!


Segue abaixo novas informações sobre um grupo paulista particular chamado “Edge Of Space” que já foi abordado aqui no blog (veja a nota Edge Of Space - A Inovadora Iniciativa Paulista) e que é constituído por engenheiros, mestres ou mestrandos em engenharia aeroespacial, especificamente em propulsão líquida com formação profissional no ITA - Instituto Tecnológico da Aeronáutica.

Esse grupo que vem desenvolvendo motores e foguetes de propulsão líquida de baixo custo é liderado pelo engenheiro José Miraglia, e está desenvolvendo um projeto de um foguete suborbital e de um pequeno foguete lançador para nanosatélites. Segundo e-mail que recebi do engenheiro Miraglia, o grupo recebeu o apoio da FAPESP através do projeto PIPE (Fase I) para o desenvolvimento de um propulsor de 20 N de empuxo e agora aguarda um novo apoio através do projeto PIPE (Fase II) para o desenvolvimento de propulsores de 100 N e 1000 N, utilizando etanol peróxido de hidrogênio.

Ainda segundo o engenheiro o motor desenvolvido pelo grupo já se encontra pronto para os primeiros testes. Esse motor é monopopelente catalítico que utiliza peróxido de hidrogênio e catalisador cerâmico. O empuxo do mesmo é de 150 N e é um motor "cold", todo fabricado em alumínio, com uma excelente relação empuxo peso. Veja abaixo as fotos do citado motor.

O objetivo do grupo ainda segundo o engenheiro Miraglia é desenvolver no Brasil um programa espacial privado, visando lucro com a colocação de satélites, foguetes suborbitais e até a realização de turismo espacial usando tecnologia aeroespacial acessível de baixo custo e mesmo assim segura.

Para tanto, o grupo vem projetando um foguete suborbital para atingir 100 Km (linha de Kármán) objetivando se tornarem o primeiro grupo particular no Brasil a fazer isso. Além do projeto do foguete suborbital, o grupo vem desenvolvendo também o projeto de um lançador orbital para picosatélite entre 1 a 2 Kg e um projeto de um veículo suborbital para o Turismo Espacial.

O grupo também incentiva a “Educação para o Espaço”, como os kits de mini foguetes e material técnico encontrado no site: http://www.foguete.org/ que geram os recursos (que são poucos ainda poucos) para os investimos nas pesquisas da “Edge of Space”.

Maiores informações: http://www.edgeofspace.org/

Duda Falcão


Fonte: Site da Edge Of Space

Comentário: O que dizer de pessoas como o engenheiro Miraglia e de seu grupo? São gente que faz, são pessoas que apesar das dificuldades, buscam soluções para resolver os seus problemas e atingir seus objetivos. Acredito que iniciativas como essa em longo prazo, trarão grandes benefícios a tecnologia espacial desenvolvida no país. Em minha modesta opinião, essas iniciativas deveriam e precisam ser estimuladas pela AEB e pelos órgãos que comandam o PEB, já que ajudariam em muito na queima de etapas de desenvolvimento de peças e equipamentos necessários para o Programa Espacial Brasileiro. Porque não se criar prêmios temáticos (como é feito pela NASA) que estimulem a comunidade científica brasileira a alcançar conhecimento em áreas espaciais que o Brasil ainda não domina? Fica a pergunta para os gestores do PEB. Aproveito para agradecer de público a boa vontade do engenheiro José Miraglia e de seu grupo em liberar para o blog as informações aqui contidas nessa nota. Desejo a todos vocês sucesso em sua empreitada e coloco o blog a inteira disposição do grupo para qualquer informação que desejem divulgar para os meus leitores.

Governo Discute em Reunião Nova Base de Lançamento


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada no jornal Valor Econômico de hoje (30/07) sobre a possível criação de um novo centro de lançamento de foguetes no Ceará.

Duda Falcão

Brasil Terá Outra Base para Lançar Foguetes

Raymundo Costa,
de Brasília


Antes concentrado em Alcântara, no Maranhão, um local privilegiado para o lançamento de foguetes devido a sua posição privilegiada em relação à linha do Equador, parte do Programa Espacial Brasileiro será transferido para o litoral do Ceará, em região nas proximidades do porto de Pecém. O assunto será discutido na quarta-feira em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministérios, empresas e agências responsáveis pelo programa espacial.

A divisão tornou-se inevitável depois que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) baixou uma portaria decretando como área quilombola 78 mil hectares dos 114 mil hectares que constituem a península de Alcântara. O município deveria abrigar o Complexo Espacial Brasileiro (CEB) - seriam quatro centros de lançamento de foguetes, três em convênios com outros países e um inteiramente nacional, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), que é desenvolvido pela Aeronáutica. Também seriam construídos hotéis e clubes a fim de atrair para Alcântara extensões universitárias inteiramente voltadas para a tecnologia espacial.

Devido à crise financeira mundial, o governo botou o pé no freio do complexo espacial (antes chamado de centro), mas seguiu adiante com o VLS e com o acordo firmado com a Ucrânia para o lançamento da quarta geração do foguete Cyclone a partir de Alcântara. Devido ao conflito com os quilombolas, a Alcântara Cyclone Space (ACS) teve de se transferir para dentro da área onde a Aeronáutica desenvolve o VLS. O programa não será afetado e o gestor brasileiro da empresa binacional, Roberto Amaral, diz que o lançamento teste ocorrerá entre outubro e novembro de 2010 - no início, a previsão era julho.

Sem área para ampliação, as autoridades brasileiras decidiram construir o CEB no litoral do Nordeste. Embora digam que ainda estudam sítios na região, o local escolhido fica no entorno do porto de Pecém, no Ceará.

Em relação a Alcântara, o local tem a vantagem de permitir uma redução nos investimentos necessários à implantação do complexo. Em Alcântara, por exemplo, será necessário construir um porto e uma estrada de 51 quilômetros, infraestrutura que já existe em Pecém. Além disso, a região é próxima de Fortaleza, tem um centro universitário em Sobral, ou seja, boa parte da infraestrutura que teria de ser feita no Maranhão.

Além disso, Pecém também dispõe de uma localização privilegiada para o lançamento de veículos com satélites: está a 3,2 graus em relação à linha do Equador, enquanto a base francesa de Kourou, na Guiana, o centro mais bem localizado do mundo para esses lançamentos, está a 5,2 graus da linha do Equador. Mas imbatível mesmo é Alcântara - está a 2,2 graus, o que significa enorme vantagem competitiva: cada lançamento feito a partir da ilha maranhense pode custar até 30% menos que de outras bases instaladas por todo o mundo, principalmente devido à economia de combustível.

A região de Pecém conta também com a vantagem de ser próxima ao mar, assim como Alcântara. Isso é importante porque permite a liberação de estágios - ou até destroços - do foguete com a segurança de que eles não cairão em áreas habitadas na terra. "Ainda mantemos a vantagem comparativa com relação a Kourou", disse ao Valor um dos dirigentes do Programa Espacial Brasileiro.

Não é raro um país ter mais de um centro de lançamento de foguetes localizados em regiões diferentes. O programa com a Ucrânia, em Alcântara, deve custar US 400 milhões, até o lançamento do foguete de qualificação (o primeiro). Mas o CEB, no litoral nordestino, vai requerer um investimento muito maior, ainda guardado em segredo pelas autoridades, mesmo que boa parte das obras de infra-estrutura previstas para Alcântara não sejam mais necessárias.

O conflito com os quilombolas deve entrar na pauta da reunião de quarta-feira. O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, deve pedir uma extensão do sítio de 9,2 mil hectares no qual estão agora abrigados a ACS e o programa do VLS da Aeronáutica. Quem decretou a área quilombola foi o Incra, que conta com o apoio da Secretaria da Igualdade Racial para a decisão. Defesa e o Ministério da Ciência e Tecnologia foram contrários à extensão decretada.

Além da questão dos quilombolas, Lula ouvirá um relato das conversas que o presidente da ACS, Roberto Amaral, manteve em viagem recente à Ucrânia. A principal novidade a ser contada por Amaral é que a indústria brasileira, pelos entendimentos feitos com os ucranianos, também vai participar da fabricação do foguete Cyclone 4 - uma evolução do Cyclone 3, já em uso para colocar satélites em órbita. A indústria brasileira deve participar da fabricação de equipamentos, inclusive componentes do motor do foguete.

Pecém, no entanto, deve ser obra para o próximo governo. No momento, a prioridade é lançar o foguete ucraniano Cyclone 4, nas proximidades da eleição de outubro do próximo ano.


Fonte: Jornal Valor Econômico via NOTIMP: 211/2009 de 30/07/2009 (site da FAB)

Comentário: Notícia que já havia sido publica numa pequena nota pelo jornal o Globo de ontem (veja aqui no blog O Globo Noticia Construção de Suposta Terceira Base) e agora pelo jornal Valor Econômico. Sinceramente é desmotivador ler uma matéria como essa, pois demonstra a total falta de capacidade política/administrativa do governo e dos órgãos que comandam o Programa Espacial Brasileiro. Esses caras estão mais perdidos que cego em tiroteio ou estão com outros interesses prejudiciais ao o erário público. Sinceramente temo pela decisão que será tomada pelo presidente Lula na reunião de quarta-feira (caso essa notícia tenha fundamento), pois poderá decretar um atraso incalculável ao PEB, já que os recursos alocados para o programa mal dá para realização dos objetivos do atual PNAE. O companheiro jornalista André Mileski do blog “Panorama Espacial” faz algumas ponderações interessantes sobre o assunto, se não vejamos: “Seria lógico imaginar que a construção de uma terceira base espacial deveria ser decidida apenas após a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Para um programa espacial com orçamento de cerca de R$ 300 milhões, três centros de lançamento parece beirar ao absurdo. Uma vez criada uma nova família de lançadores (que, aliás, como já dissemos, é algo ainda muito distante da realidade), o VLS e suas variações (versão híbrida) continuarão operacionais? Afinal, quantos foguetes o Brasil quer operar? Haverá recursos para tudo?”. No entanto a nota traz informações que se forem verdadeiras serão benéficas para a indústria aeroespacial brasileira. Me refiro a participação da industria do Brasil na fabricação de parte do foguete Cyclone 4, incluindo ai componentes do motor do foguete. Outra coisa interessante a se notar na notícia é o compromisso que o diretor da ACS, Roberto Amaral, assume em realizar o lançamento teste do foguete Cyclone 4 entre outubro e novembro de 2010, coisa que eu sinceramente não acredito.

INPE Desenvolve Novo Sistema de Vigilância por Satélite


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/07) no site da Agência FAPESP sobre o lançamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na primeira quinzena de agosto de um novo sistema de vigilância por satélite para monitorar o desflorestamento causado pela exploração seletiva de madeira na Amazônia e em outras florestas brasileiras.

Duda Falcão

Especiais

Mais Controle e Fiscalização

30/07/2009

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está concluindo o desenvolvimento tecnológico, com previsão de lançamento para a primeira quinzena de agosto, de um novo sistema de vigilância por satélite para monitorar o desflorestamento causado pela exploração seletiva de madeira na Amazônia e em outras florestas brasileiras.

INPE Desenvolve Novo Sistema de Vigilância por
Satélite para Monitorar o Desflorestamento Causado
Pela Exploração Seletiva de Madeira em
Florestas Brasileiras (Foto: INPE)

Nomeado Detex (Detecção de Exploração Seletiva), o sistema tem o objetivo de monitorar áreas florestais concedidas legalmente para exploração e verificar se os madeireiros estão respeitando planos de manejo aprovados pelos órgãos públicos de proteção ao meio ambiente.

Com resolução espacial de 20 metros no solo, o Detex complementará os dados fornecidos por outros sistemas que vêm sendo operados pelo Inpe desde a década de 1980, como o Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) e o Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real).

As imagens coletadas pelo Detex serão mais definidas do que as fornecidas pelo Prodes (que são de 30 por 30 metros) e pelo Deter (de 250 por 250 metros).

O pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, Dalton de Morisson Valeriano, explica que a exploração seletiva de madeira na Amazônia e em outras regiões do país, como no oeste de Santa Catarina, é uma atividade econômica lícita que contribui para que essas regiões sejam consideradas grandes polos madeireiros.

Na exploração seletiva de madeira são cortadas apenas as árvores de valor comercial, com base em planos de manejo que possibilitem a recuperação, a longo prazo, da biomassa florestal da área explorada.

“Criado para mapear o estado de conservação e a integridade das florestas brasileiras, o Detex indicará detalhadamente os lugares do país que abrigam a atividade madeireira, uma vez que hoje o controle não é tão refinado com o auxílio de mapas mais localizados. O que se sabe são apenas as regiões mais amplas do Brasil em que essa exploração ocorre”, disse à Agência FAPESP.

“O sistema gerará dados sobre os locais exatos dessas atividades e também deverá mostrar, em um segundo momento, de forma qualitativa, a intensidade do corte seletivo para que os órgãos fiscalizadores identifiquem se as áreas exploradas têm autorização e também se estão sendo exploradas conforme o planejado”, apontou.

As informações geradas pelo Detex serão destinadas aos setores que controlam a exploração madeireira no país: o Serviço Florestal Brasileiro, se a área de exploração estiver em áreas de floresta que são de domínio público, ou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fiscaliza a exploração em áreas privadas.

Os primeiros dados a serem divulgados pelo Detex, nas próximas semanas, serão referentes ao mapeamento da extensão da floresta desmatada no Brasil para o corte seletivo de madeira em 2007 e 2008.

“Esses dados já estão prontos e só estamos dependendo de uma apresentação interna ao Serviço Florestal Brasileiro, o que deverá ocorrer no início de agosto, para em seguida essas informações serem divulgadas no site do Inpe”, disse Valeriano.

Outro sistema recentemente lançado pelo Inpe foi o Degrad (Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira), cujo objetivo é mapear as áreas em processo de desmatamento em toda a Amazônia Legal que não são computadas pelo Prodes, sistema que há 20 anos mapeia o “corte raso”, áreas onde a cobertura florestal nativa foi totalmente retirada.

Um levantamento preliminar do Degrad, divulgado em março deste ano, registrou 14.915 km² de áreas em processo de desmatamento em 2007 e 24.932 km² em 2008 na região amazônica.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentário: Esse é mais um exemplo dos benefícios que a tecnologia espacial desenvolve a serviço sociedade brasileira. O INPE é um exemplo de excelência tecnológica em tecnologias associadas ao uso de satélites e deveria obter mais recursos para seus projetos. Infelizmente o programa espacial padece de maiores recursos (financeiros e humanos), de uma melhor administração, de falta de foco e tantos outros problemas já bordados aqui no blog.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

IAE Promove o ENIC 2009 no Início de Agosto


Olá Leitor!

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) promove nos dias 4 e 5 de agosto no auditório da Divisão de Eletrônica (AEL) o ENIC 2009 - 5° Encontro de Iniciação Científica do Instituto de Aeronáutica e Espaço. As áreas de atuação que serão abordadas no evento são:

- Materiais
- Sistemas Bélicos
- Sistemas Aeronáuticos
- Ciências Atmosféricas
- Sistemas Espaciais
- Integração e Ensaios
- Química
- Mecânica
- Eletrônica
- Propulsão Líquida

Para maiores informações entre em contato com o IAE pelo link:

Link: http://www.iae.cta.br


Duda Falcão


O Globo Noticia Construção de Suposta Terceira Base


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje 29/07 no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski sobre uma pequena notícia que saiu no jornal “O Globo” sobre uma suposta decisão do governo federal de abrir um novo centro espacial no estado do Ceará, por causa do imbróglio com os quilombolas no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Novo Centro Espacial no Ceará?

Na edição de hoje do jornal carioca O Globo, há uma pequena notícia sobre uma suposta decisão do governo federal de abrir um novo centro espacial no estado do Ceará, por causa do imbróglio com os quilombolas no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). De acordo com a notícia, o VLS continuaria no CLA. Há algumas semanas, Roberto Amaral, diretor da Alcântara Cyclone Space afirmou que a binacional ucraniano-brasileira permanecerá em Alcântara.

Por lógica, se o VLS (e provavelmente os foguetes de sondagem) e o Cyclone 4 ficam em Alcântara, é possível que a Agência Espacial Brasileira (AEB) trabalhe com a hipótese de construir um novo centro espacial para futuros projetos de lançadores, algo, diga-se de passagem, ainda muito preliminar e distante.

Vale a pergunta: realmente existe a necessidade de três centros espaciais para o Programa Espacial Brasileiro? Dizem que quem quer ter tudo, acaba não tendo nada...


Fonte: Blog Panorama Espacial - André Mileski

Comentário: Essa novela já se arrasta há talvez um mês ou mais, sem qualquer posição por parte da pessoa que dará a palavra final sobre esse assunto, ou seja, o presidente Luis Inácio Lula da Silva. Já se falou em aumentar o CLA (segundo o Ministro da Defesa Nelson Jobim), já se falou em construir um novo centro em algum lugar no Pará (segundo o presidente da AEB Carlos Ganem), já se falou em criação de área de segurança nacional visando à manutenção do CEA em Alcântara (segundo a revista VEJA), a ACS já se posicionou dizendo que não sai de Alcântara (segundo o diretor da parte brasileira da empresa, Roberto Amaral) e agora essa nota do jornal “O Globo” com a opção da construção de um novo centro no Ceará. Sinceramente o presidente da república precisa urgentemente se posicionar se será finalmente construído ou não um terceiro centro de lançamento. Fica a pergunta já feita pelo companheiro André Meliski em sua nota: Existe a necessidade de três centros espaciais para o Programa Espacial Brasileiro? Com a palavra o Presidente Lula.

SARA Suborbital Faz Ensaio


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje 29/07 (com data equivocada certamente por erro do responsável pelo site) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) sobre o ensaio de desdobramento estático de empacotamento e verificação de massa do subsistema de recuperação do SARA Suborbital.

Duda Falcão

Projeto SARA

29/07/2009

O projeto SARA Suborbital, com a gerencia do Dr. Loures, realizou entre os dias 22 a 30 de Junho na GEEV (Grupo Especial de Ensaios em Vôo), com a coordenadoria do Dr. Viktor Koldaev e o Bolsista Denis da ASE (Divisão de Sistemas Espaciais), o ensaio de desdobramento estático de empacotamento e verificação de massa do subsistema de recuperação do SARA Suborbital.

O ensaio contou com o auxílio dos representantes da AIE (Divisão de Integração e Ensaio), Eng. Claudinei, Eng. Ricardo e Técnico Adelmo, responsáveis pela preparação e integração dos dispositivos para ensaio. A dobragem dos pára-quedas foi realizada pelos especialistas da GEEV, SO Brilhante, SO Calazans e Sgt Juliano. A aquisição de dados foi elaborada pela Subdivisão de Ensaios Estruturais (ASA-E) ao encargo do Eng. Elizeu.

O objetivo do ensaio é verificar o empacotamento dos pára-quedas, medir a massa dos componentes do Subsistema e determinar os valores das cargas do desdobramento do Subsistema de Recuperação do Projeto SARA Suborbital.

O Subsistema de Recuperação do projeto é composto por um pára-quedas de Arrasto, dois pára-quedas Principais, um Contêiner com Tampa, e o Mecanismo de Abertura.

O Ensaio estático foi realizado em uma mesa com 15 metros de comprimento, possibilitando a abertura completa dos dois eventos.

Está previsto ainda esse ano, realizar os seguintes ensaios:

Ensaio do Bloco de Controle - componente que tem como função comandar a abertura dos pára-quedas,

Ensaio do Mecanismo de Abertura - dispositivo mecânico que fará a abertura dos pára-quedas,

Ensaio do Desdobramento Dinâmico dos pára-quedas - esse ensaio será qualificará o Subsistema para o Ensaio em Vôo do Helicóptero.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Essa é uma grande notícia para o PEB que deixa todos na expectativa que o cronograma de lançamento da SARA Suborbital no final de 2010 seja cumprido. A SARA Suborbital que deverá ser lançado por um foguete VS-40 é um projeto que permitirá a comunidade científica brasileira acesso ao espaço em ambiente de microgravidade para realizar seus experimentos por um período maior que os foguetes de sondagem. Além disso, a SARA Suborbital é o embrião da SARA Orbital, que será uma plataforma de experimentos em microgravidade reutilizável que permanecerá em órbita por um período de 10 dias onde após esse período fará sua reentrada atmosférica retornando a terra. Notem que na coordenação do ensaio estava um professor de origem russa (Dr. Viktor Koldaev) que em 2002 (segundo o Currículo Lattes) era Professor Visitante, Bolsista da Universidade do Vale do Paraíba, UNIVAP.

CLA Prepara-se para Novos Lançamentos em Agosto


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem 28/07 no site da Força Aérea Brasileira, sobre o início de preparação para a “Operação FogTrein I”, relativa ao lançamento de dois Foguetes de Treinamento Básico (FTB) do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) agora no início de agosto.

Duda Falcão

CLA Prepara-se para Lançamento de Foguete

28/07/2009 - 16h42

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) iniciou, neste dia 27 de julho, mais uma operação de lançamento de foguete, denominada - Operação FogTrein I.

O objetivo principal da operação é lançar e rastrear dois Foguetes de Treinamento Básico (FTB), com telemetria na banda S, tendo como finalidade principal o treinamento de recursos humanos do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Natal-RN, além de manter a capacidade operacional dos meios técnicos e logísticos do CLA e, ainda, a obtenção de dados para qualificação e certificação dos referidos foguetes.

A operação deu início com aulas teóricas e práticas a respeito do Foguete de Treinamento Básico que está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Avibrás. Com tecnologia 90% nacional, o FTB consiste em um foguete mono-estágio, não guiado, com 3,05m de comprimento, pesando 67,8Kgf incluindo 20,7Kgf de carga útil, seu motor propulsor é carregado com propelente sólido (combustível sólido), com uma fase de decolagem de 4 segundos, alcançando mais de 30km de altura e caindo em alto mar a mais de 16km da costa.

Além do efetivo do CLA, este evento conta com a participação de engenheiros da Avibrás, apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e envolvimento do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), Centro de Lançamento da Barreira do Inferno e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Uma cronologia simulada do lançamento do FTB está prevista para o dia 7 de agosto, entre 9h e 14h, dependendo exclusivamente das condições climáticas. Esse simulado faz parte de uma séria de testes antes dos lançamentos em si, previstos para os dias 10 e 11 de agosto. O sucesso desses lançamentos é o resultado do desenvolvimento de tecnologia aeroespacial brasileira, trazendo para o Brasil a oportunidade de capacitar os recursos humanos com objetivo de alcançar sua independência tecnológica.

Nesse vôo, o Foguete Básico de Treinamento já está preparado para disponibilizar cinco quilos de carga útil para experimentos tecnológicos, além de instrumentos para acompanhamento das Estações de Telemedidas, preparando assim as equipagens para os próximos lançamentos.


Fonte: CLA via site da Força Aérea Brasileira (FAB)

Comentário: Confesso ao leitor que fui pego de surpresa com essa “Operação FogTrein I”, pois não tinha a mínima idéia que a Avibrás estivesse desenvolvendo esses foguetes denominados FTB. É verdade que eu tinha conhecimento que haveria um lançamento agora em julho (já estava atrasado), no entanto, tudo levava a crer que fosse a “Operação Maracati II” com outro foguete americano Improved Orion. É gratificante notar o envolvimento cada vez maior da indústria aeroespacial brasileira no esforço de desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Apesar de não ter a certeza de que há um significado prático para o desenvolvimento desses foguetes. Com a palavra os amigos engenheiros do blog.

terça-feira, 28 de julho de 2009

AEB Divulga "AO" do Programa Uniespaço


Olá leitor!

A Agencia Espacial Brasileira (AEB) acaba de divulgar o Anúncio de Oportunidade (AO) do “Programa Uniespaço” que tem como objetivo formar, tornar operacional e aperfeiçoar uma base de pesquisa e desenvolvimento composta por núcleos sediados em universidades, centros de pesquisa e instituições congêneres, capazes de realizar estudos, pesquisas e desenvolvimento de interesse do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Aqueles que tenham interesse de participar desse programa convido a darem uma olhada no edital pelo link:

http://www.aeb.gov.br/download/uniespaco/Uniespaço2009_AO.pdf

Para maiores informações entrem em contato diretamente com a AEB pelo link:

http://www.aeb.gov.br


Duda Falcão

Comentário: Esse é um dos principais programas da AEB, pois tem como função principal atrair o interesse de universidades e centros de pesquisas e a comunidade científica brasileira a participarem do PEB. Pelos temas adotados nesse novo AO fica claro que caso todos os objetivos desse edital sejam alcançados o país estará dando um enorme passo em busca da sua autosuficiência na área espacial.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Astronauta Marcos Pontes é Entrevistado pelo Site eBAND


Olá leitor!

Segue abaixo uma entrevista do astronauta brasileiro Marcos Pontes publicada dia 23/07 no site eBAND onde o mesmo é questionado sobre a missão da Apollo 11 em 1969.

Duda Falcão

Entraria no Apollo 11 Mesmo Se
Não Houvesse Retorno,
Diz Astronauta Brasileiro

Quinta-feira, 23 de julho de 2009 - 11h21
Graziela Sirtoli


Nascido em 11 de março de 1963, em Bauru, no interior de São Paulo, Marcos Pontes tinha apenas seis anos quando Neil Armstrong deu o primeiro passo na Lua. Apesar da pouca idade, o astronauta brasileiro não se esquece do dia 20 de julho de 1969.

“Meu irmão, na época com 13 anos, explicava o que estava acontecendo, mas eu não conseguia acreditar. Foi então que depois de muita insistência, eu disse: ‘Então tá bom, se ele conseguiu, eu também consigo. Vou ser astronauta’. Aí foi ele que não acreditou”, lembra Pontes.

Foto de 9 de Abril de 2006 Mostra o Retorno de Pontes à Terra

Para ele, Apollo 11 é sinônimo de poder, determinação e trabalho em equipe. Em entrevista ao eBand, Pontes diz que já teve um breve encontro com Armstrong. “É impressionante a força de suas palavras, principalmente quando fala em se conseguir alguma coisa”.

Com Buzz Aldrin, o segundo astronauta da missão a pisar na Lua, a conversa aconteceu em 1998, em Washington, durante uma palestra. “O mais importante é olhar para essas pessoas e ver que se eles conseguiram a gente também consegue”. Confira os principais trechos da entrevista concedida pelo astronauta na semana em que o mundo comemora os 40 anos do primeiro passo do homem na Lua:

Se fosse convidado para a uma missão na Lua, você iria? Por quê?

Sem dúvida. Eu sou um astronauta na ativa e se a Agência Espacial Brasileira (AEB) me escalasse dentro de um programa de cooperação com a Nasa ou com outras agências, eu iria com toda a satisfação porque esta é uma coisa que eu sempre sonhei. Acredito que todo astronauta sonha em ir à Lua. Essas missões devem ocorrer por volta de 2020 e acredito que a fila de astronautas querendo participar será enorme, apesar de todos os riscos que a viagem envolve.

Em 1969, o então presidente norte-americano Richard Nixon gravou uma mensagem de pêsames antes mesmo do Apollo 11 partir, caso algo desse errado. Até que ponto se arriscaria em uma missão?

Quando você representa uma nação e se preparar para uma missão, isso exige uma preocupação com o psicológico do astronauta e de sua família. Nós convivemos com riscos. Muitas pessoas da minha família não gostam de ouvir isso, mas eu entraria naquela nave mesmo se não houvesse retorno ou me dessem apenas uma passagem de ida. Em 1998, quando eu fui transferido das funções militares para as funções civis de astronauta, recebi da AEB a seguinte mensagem: “essa é a sua missão com seu país, você pode ter que se sacrificar, mas se aceitar terá muito trabalho à sua frente. Não espere muito apoio das pessoas”. Quando aceitei aquela missão, tinha duas alternativas: realizar a primeira missão tripulada brasileira, levando a bandeira do nosso país ao espaço ou morrer tentando. O espírito de um astronauta é o como o espírito de um combatente.

O que justifica os gastos com uma nova viagem à Lua?

Uma viagem à Lua é o que menos importa. A Lua já é conhecida, o homem já esteve lá, o que importa é a tecnologia desenvolvida para este tipo de missão ter segurança, o que envolve novos materiais, novos processos. A criação de uma nova tecnologia pode gerar um novo produto, que pode gerar novas empresas, que podem gerar empregos, melhorando a vida aqui na Terra. Então isso justifica muito qualquer gasto relacionado a uma missão. Aliás, a Nasa tem um cálculo muito simples. Cada US$ 1 dólar gasto com o programa espacial tem um retorno de US$ 5 dólares em bem estar social para a nação norte-americana. A Nasa usa essa conta para justificar seus gastos e tudo o que fazem traz resultados positivos. Não é à toa que a agência tem um orçamento de US$ 19 bilhões por ano.

Quais são as principais contribuições da Agência Espacial Brasileira?

Criada em 10 de fevereiro de 1994, ela é responsável por coordenar a política espacial brasileira. É uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que tem como objetivo capacitar o país para desenvolver e utilizar tecnologias espaciais na solução de problemas nacionais, como monitoramento ambiental, observação do controle de tráfego território nacional, levantamento de recursos naturais e aéreo. Brasil e China assinaram, em julho de 1988, um acordo de cooperação para o desenvolvimento do projeto conhecido como Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), cuja função é captar imagens para ajuda a monitorar, por exemplo, os desmatamentos e a expansão da agropecuária. Atualmente, mais três satélites estão sendo desenvolvidos pelo INPE: o Amazônia-1, que será usado para captar imagens da região amazônica, a Sabia-mar, desenvolvido em cooperação com a Argentina e o GPM-Brasil, para estudos meteorológicos.

Quais foram os resultados da missão da qual participou, em 2006, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS)?

Essa viagem representou muito para mim, mas muito mais para o Brasil. Colocar a nossa bandeira no espaço mostrou para todos aqueles que não acreditam em nosso país que nós conseguimos. Levei oito experimentos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade (cinco científicos, um tecnológico e dois educativos). A missão, que custou cerca de US$ 10 milhões, cumpriu todos os objetivos estabelecidos pela AEB e deu início a uma nova fase da ciência da microgravidade no país. Além disso, experimentos como o da Universidade Federal de Santa Catarina sobre controle térmico de satélites já pagaram o valor desta viagem.

Qual o próximo passo?

Atualmente trabalho entre Brasil e Houston, nos EUA, onde moro. Depois da viagem comecei a dar uma importância muito grande à educação e sempre venho ao Brasil para auxiliar na formação de recursos humanos para o programa espacial e incentivar os jovens a estudar e acreditar que é possível. Mas em Houston continuo à disposição do Programa Espacial Brasileiro como astronauta para futuras missões espaciais tripuladas brasileiras


Fonte: Site eBAND

Comentário: O astronauta Marcos Pontes é o cara e pena que não esta sendo utilizado pela AEB como deveria. O conhecimento dele que foi adquirido em muitos anos de NASA, com passagens pela JAXA e por alguns centros de pesquisas europeus, deveria esta sendo utilizado através da sua contribuição em programas de desenvolvimento de interesse do PEB. Sinceramente não sei o porquê isso não esta ocorrendo e lamento muito essa falta de visão. No entanto, venho acompanhando esse excelente trabalho que ele vem realizando (veja aqui no blog a nota Astronauta Marcos Pontes em Curitiba) como embaixador no Brasil da Fundação FIRST (em inglês, Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia). Essa fundação americana quer desenvolver um projeto no Brasil para incentivar e atrair crianças e adolescentes para as áreas de ciência e tecnologia.

Programa Micrograviadade da AEB


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/07) no jornal “Valor Econômico” sobre as oportunidades criadas para a comunidade científica brasileira visando a pesquisa espacial pela AEB através de seu Programa Microgravidade.

Duda Falcão

Projeto Cria Oportunidades para a Pesquisa Nacional

Desde 1998, a Agência Espacial Brasileira (AEB) oferece, através do Projeto Microgravidade, oportunidades a pesquisadores e instituições brasileiras para a realização de experimentos a bordo de plataforma suborbitais. A ausência ou redução dos efeitos gravitacionais permitem observar e explorar fenômenos e processos que seriam mascarados sob a influência da gravidade terrestre.

O ambiente de microgravidade, segundo o pesquisador Flávio de Azevedo Corrêa Júnior, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), não é composto apenas pela redução do efeito da gravidade, mas também pela redução significativa de vibrações e de acelerações no sistema.

Esse ambiente, que pode ser encontrado através de missões em foguetes de sondagem ou na Estação Espacial Internacional (da sigla em inglês, ISS), tem atraído um número cada vez maior de universidades e instituições de pesquisa científicas e tecnológicas, interessadas em desenvolver pesquisas em áreas como a de ciência dos materiais, ciência dos fluidos, biologia, biotecnologia, fisiologia humana, botânica e medicina.

O programa de microgravidade e os foguetes de sondagem produzidos pelo IAE, segundo o seu diretor, o coronel Francisco Carlos Melo Pantoja, já permitiram a criação e a consolidação de grupos de pesquisa em instituições nacionais, a elaboração de teses de mestrado e doutorado, a solicitação de pedido de patente e o desenvolvimento de pesquisas básicas, como crescimento de cristais, combustão em microgravidade, comportamento de fluidos e experimentos biológicos.

A Agência Espacial Brasileira oferece a oportunidade de participação de pesquisadores de universidades e instituições de ensino e pesquisa. As propostas enviadas ao programa são recebidas por meio de anúncios públicos editados pela AEB. Os experimentos são selecionados por uma comissão constituída pela AEB, IAE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). (VS)


Fonte: Jornal Valor Econômico via NOTIMP: 208/2009 de 27/07/2009 (Site da FAB)

Comentário: Em minha opinião esse é um dos programas de grande relevância para o PEB. Através dele a comunidade científica brasileira tem acesso ao ambiente de microgravidade, permitindo assim o desenvolvimento de novos equipamentos, produtos, materiais e pesquisas outras de interesse da sociedade brasileira. Entretanto é necessário que haja uma quantidade maior de missões (a meu ver pelo menos três anuais) para que os resultados seja alcançados com uma maior rapidez.

Agência Espacial Sueca Certifica o VSB-30 Brasileiro


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/07) no jornal “Valor Econômico” sobre a certificação pela Agência Espacial Sueca do foguete brasileiro VSB-30.

Duda Falcão

Foguete Brasileiro Recebe Certificação

Virgínia Silveira

Após sete lançamentos bem sucedidos, sendo dois em território brasileiro e cinco na Suécia, o Brasil apresenta, no dia 6 de agosto, a primeira certificação de um produto espacial fabricado no país. O foguete de sondagem VSB-30 foi incluído no site da Agência Espacial Sueca como um dos produtos de referência no mercado internacional de lançadores de pequeno porte, utilizado em missões suborbitais de exploração do espaço.

A certificação pode ser considerada um marco para o Programa Espacial Brasileiro, levando-se em conta os problemas enfrentados há mais de duas décadas pelo desenvolvimento do veículo lançador de satélites VLS. Em sua última tentativa de lançamento, em agosto de 2003, explodiu causando a morte de 21 técnicos.

O VSB-30 é considerado a alternativa mais interessante para substituir o inglês Skylark, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos. Os últimos lançamentos com o modelo inglês foram em 2005.

"A certificação consolida o VSB-30 como o melhor produto em sua categoria e um dos poucos no mundo com a garantia formal de qualidade, emitida por um órgão de competência reconhecida internacionalmente", afirma o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o coronel Francisco Carlos Melo Pantoja.

Pantoja disse que o VSB-30 é o único com capacidade para transportar cargas úteis ou experimentos científicos de até 400 quilos, permanecendo por cerca de seis minutos em ambiente de microgravidade, a uma altitude de 110 quilômetros. Mais dois foguetes serão exportados para a Europa e lançados até o fim do ano.

A entrega do certificado de homologação, pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do CTA, de acordo com Pantoja, também acelera o processo de transferência da tecnologia de produção do veículo para a indústria brasileira. Atualmente, várias empresas trabalham no seu desenvolvimento e produção: Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibrás, Orbital, entre outras.

"Hoje a indústria nacional participa do VLS e dos foguetes de sondagem, com o fornecimento de alguns subsistemas. Agora estão em andamento tratativas visando à transferência para a indústria nacional, por intermédio de um contratante principal, do sistema completo dos veículos lançadores", diz o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB (DTEL), brigadeiro Antônio Hugo Pereira Chaves.

Iniciado em 1965, o programa de desenvolvimento de veículos de sondagem do CTA já produziu seis modelos de lançadores diferentes (Sonda I, II e III, VS-40 e VS-30), tendo realizado mais de 300 lançamentos, a maioria com sucesso.

"Com a saída do Skylark, o Brasil está se posicionando como o único fornecedor nessa categoria de lançador", disse o diretor da AEB. Os alemães, segundo ele, por restrições políticas, não desejam produzir foguetes, mas precisam deles para realizar experimentos e desejam comprá-los do Brasil.

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o instituto IAE, órgão de pesquisa do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O processo de qualificação do foguete, que realizou seu primeiro vôo internacional em 2005, contou com a avaliação da Agência Espacial Europeia (ESA), do DLR e da Agência Espacial Sueca (SSC), além das empresas Kayser-Threde e EADS.

Principais meios utilizados em missões suborbitais de exploração do espaço, os foguetes de sondagem, segundo Pantoja, apresentam algumas vantagens em relação a outros meios lançadores, como os ônibus espaciais. "Os foguetes de sondagem são muito mais baratos, o tempo de desenvolvimento de suas cargas é menor e as oportunidades de lançamento são mais freqüentes, podendo ser feitas através de vários locais."

Por outro lado, as missões suborbitais a bordo da Estação Espacial ISS oferecem a possibilidade de pesquisas de longo prazo, podendo durar meses, mas seu custo global é considerado alto.

Segundo estimativas pesquisadas pelo diretor do IAE, o mercado global de foguetes de sondagem suborbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos). Em média são cobrados cerca de US$ 1 milhão por lançamento, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 vôos anuais se o preço do quilo de carga útil for reduzido para US$ 250.

O desenvolvimento do VSB-30 teve início em 2001 e investimentos da ordem de R$ 5 milhões, sendo que 40% desse valor foi assumido pelo DLR da Alemanha. O último lançamento do VSB-30 em solo brasileiro aconteceu em julho de 2007, mas parte dos experimentos científicos que levava a bordo não puderam ser recuperados.

Até o fim do ano haverá um novo lançamento do foguete na Base de Alcântara, no Maranhão, e estão previstos mais 11 experimentos científicos e tecnológicos.


Fonte: Jornal Valor Econômico via NOTIMP: 208/2009 de 27/07/2009 (Site da FAB)

Comentário: Grande notícia para o Programa Espacial Brasileiro. O reconhecimento internacional do foguete VSB-30 resultará em recursos para o PEB e para a indústria espacial brasileira. Quanto à industrialização do VSB-30 e até do VLS é uma novela que se arrasta há algum tempo e eu espero que o capitulo final da mesma esteja realmente próximo.

A Câmera MUX Free da Opto Eletrônica para o CBERS 3


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (27/07) no site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) sobre a entrega ao INPE da câmera desenvolvida para o satélite CBERS 3 pela empresa brasileira Opto Eletrônica.

Duda Falcão

Especiais

Tecnologia Nacional no Espaço

27/7/2009
Por Thiago Romero

Agência FAPESP – A segunda câmera multiespectral desenvolvida pela Opto Eletrônica, empresa sediada em São Carlos (SP) que recebeu apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), foi entregue na semana passada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Empresa que recebeu apoio da FAPESP entrega a segunda câmera que integra o projeto de desenvolvimento do satélite sino-brasileiro CBERS 3, cujo lançamento está programado para 2011

O equipamento, que produzirá imagens fotográficas que serão usadas para o monitoramento hidrológico, florestal, agrícola e urbano, integra o projeto de desenvolvimento do CBERS 3 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), programado para ser lançado em 2011.

Nomeada de MUX Free, a câmera, que tem 115 quilos e pouco mais de um metro de comprimento, é a primeira do tipo a ser desenvolvida e produzida no Brasil, de acordo com o engenheiro Mário Stefani, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Opto e coordenador do projeto MUX.

“O maior ineditismo do projeto é a utilização de lentes anesféricas [não esféricas] em uma câmera para uso em satélites, o que nos permitiu diminuir o número de lentes para obter o mesmo desempenho óptico e deixar a câmera com quatro quilos a menos. A vantagem é que uma única lente anesférica chega a ter a mesma capacidade de até quatro lentes esféricas”, disse Stefani à Agência FAPESP.

O equipamento registra imagens nas cores azul, verde e vermelho, além de infravermelho e é dividido em três módulos: a câmera propriamente dita composta pelas lentes, plano focal, sistema térmico, radiadores, aquecedores e blindagens, um segundo segmento conhecido como “RBNB”, responsável pelo controle de temperatura e do sistema de ajuste focal, e o “RBNC”, que processa e acondiciona as imagens para envio à base de apoio do Inpe na Terra.

“A MUX Free, que será utilizada para os ensaios de engenharia em terra, tem alta definição e possui seis mil pixels, sendo que cada pixel cobre uma área de 20 metros no solo”, explica Stefani.

Cumprindo uma das funções do Programa Espacial Brasileiro da Agência Espacial Brasileira (AEB), que é a qualificação da indústria nacional, a Opto Eletrônica também foi contratada via licitação pública pelo Inpe para o desenvolvimento tecnológico e fabricação de mais quatro câmeras semelhantes à MUX Free, que também serão usadas em testes e no satélite CBERS 3 e CBERS 4, este último com lançamento previsto para 2014.

Seis Câmeras

O projeto custou cerca de R$ 50 milhões para a Opto Eletrônica e, ao todo, são seis câmeras, sendo três destinadas aos testes de qualificação que antecedem o voo, duas que integrarão a carga útil dos satélites e uma que ficará de reserva para substituição em caso de quebra. Os equipamentos vêm sendo desenvolvido pela empresa desde 2004 por uma equipe de cerca de 20 profissionais, principalmente engenheiros e físicos.

“A próxima câmera, que irá voar no satélite sino-brasileiro CBERS 3, deverá ser entregue em abril de 2010, quando deverão começar os trabalhos de integração do equipamento no satélite”, aponta o pesquisador.

Com os satélites do programa CBERS o Brasil monitora, entre outras coisas, desmatamentos e a expansão urbana e agropecuária. Já foram lançados três satélites da série, o CBERS 1, 2 e 2B, o último atualmente em órbita com uma câmera com funções semelhantes às da MUX Free, porém produzida na China.

Considerado um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat, o programa CBERS possui uma política de fornecimento gratuito das imagens de satélite e mais de meio milhão delas já foram distribuídas a cerca de 20 mil usuários em mais de duas mil instituições públicas e privadas.

Segundo Mário Stefani, com o desenvolvimento tecnológico das câmeras pela empresa brasileira o país começou a ganhar autonomia na área de produção de equipamentos ópticos para satélites.

“A ideia é até exportar essas tecnologias para outros países, mas agora o nosso vestibular é colocar a câmera no espaço com o CBERS 3 para, assim, podermos fazer parte do clube das nações que fabricam sistemas de imageamento para uso orbital, formado atualmente pelos Estados Unidos, Rússia, França, Israel, Índia e China”, disse ele.

A Opto Eletrônica foi fundada em 1985 por, na época, pesquisadores e técnicos da Faculdade de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e atua em diversas áreas, como óptica de precisão, filmes finos especiais e aplicações médicas e industriais a laser.

“Desde 1997, a Opto e suas empresas afiliadas foram apoiadas com seis projetos PIPE da FAPESP, que financiaram especialmente estudos nas áreas aeroespacial e de equipamentos oftálmicos para uso médico”, apontou o diretor da empresa.

Mais informações: www.opto.com.br


Fonte: Site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

Comentário: Essa nota sobre a Câmera MUX Free traz para o leitor maiores informações que a nota postada aqui no blog anteriormente, demonstrando mais uma vez a capacidade e a excelência tecnológica de uma das empresas brasileiras da área espacial. Essa tecnologia desenvolvida pela Opto Eletrônica é fruto de uma política acertada adotada pela AEB em buscar a participação da indústria brasileira no Programa Espacial Brasileiro. No entanto, a meu ver, será necessário que a AEB e os órgãos que compõem o PEB busquem um melhor planejamento político/administrativo para que haja a sustentabilidade dos recursos necessários ao programa e consequentemente assim atraia o interesse cada vez maior da indústria.