sexta-feira, 31 de julho de 2009

UnB Desenvolve Mestrado na Área Espacial


Olá leitor!

Como vem sendo abordado aqui no blog por mim em diversas ocasiões o PEB padece de diversas dificuldades que atrapalham e muito o seu desenvolvimento atrasando ainda mais os objetivos que constam no atual Plano Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Um desses graves problemas do programa espacial é o insuficiente número de recursos humanos para a realização desses objetivos. Pensando nisso, a Universidade de Brasília (UnB) fez uma parceria com a Universidade Nacional da Ucrânia para desenvolver o primeiro curso de pós-graduação na área espacial no Brasil. Segue abaixo uma nota postada no site minhagestao.com em abril desse ano sobre esse assunto.

Duda Falcão

Mestrado na Área Espacial: Ucrânia e UnB se Unem

Por Raphael Roale
em Notícias
09/04/2009


Uma parceria entre a Universidade de Brasília e a Universidade Nacional da Ucrânia será responsável por desenvolver o primeiro curso de pós-graduação na área espacial no Brasil, fora do estado de São Paulo. O início das atividades está previsto para agosto, depois de o projeto ser aprovado pelo Decanato de Pesquisa e Pós-graduação e pelos colegiados da UnB.
O curso da Universidade de Brasília, apoiado pela Agência Espacial Brasileira, formará profissionais especializados, uma das maiores lacunas do programa nacional para o setor. A proposta dá início ao acordo de cooperação entre a instituição brasiliense e a européia. O embaixador da Ucrânia no Brasil, Volodymyr Lakomov, se reuniu com o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Jr, em fevereiro, para discutir as diretrizes do convênio, com assinatura prevista para os próximos dois meses.

O Brasil trabalha em parceria com a Ucrânia na área espacial há quatro anos. As duas nações criaram, em 2006, a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ou ACS para os íntimos, sediada em Brasília). Ela será responsável por coordenar os lançamentos da base de Alcântara, no Maranhão, a partir de 2010, e exigirá mão-de-obra qualificada.

Conforme o projeto, a UnB oferecerá, inicialmente, mestrado profissionalizante em Gestão, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica de Sistemas Espaciais. A expectativa é criar, nos anos seguintes, mestrado e doutorado acadêmicos. Os cursos unirão a experiência da universidade ucraniana no desenvolvimento de foguetes com os estudos da instituição brasiliense em propulsão espacial.

Atualmente, a UnB desenvolve dois importantes projetos na área. O Departamento de Engenharia Elétrica realiza os últimos testes para o lançamento, em abril de 2009, do primeiro foguete com tecnologia de propulsão híbrida (leia mais em UnB lançará foguete com tecnologia inédita). A alternativa desenvolvida na instituição mistura combustíveis sólido e líquido, o que permite maior controle da combustão, além de baratear os custos.

No Instituto de Física, avançam os estudos de propulsor a plasma, que são tecnologias para controlar a órbita de satélites. A UnB trabalha no segundo protótipo.

O Brasil nunca colocou um propulsor a plasma de satélite em órbita, embora desenvolva a tecnologia desde 1985. O maior atrativo da tecnologia é a utilização em missões de exploração do sistema solar. A alternativa permite operações que duram anos, enquanto que os propulsores químicos, tradicionais, funcionam por minutos e até segundos.

Via Agência UnB


Fonte: Site www.minhagestao.com

Comentário: Mais uma grande notícia pra o PEB. A falta de recursos humanos tem dificultado bastante à realização dos objetivos traçados pelo PNAE. O problema na realidade não é que não existam profissionais brasileiros formados para trabalharem no programa espacial, eles existem sim, principalmente pelo grande trabalho que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA) vem realizando desde a sua fundação. No entanto, devido a melhores salários esses profissionais estão trabalhando em empresas privadas no Brasil ou no exterior ou para programas espaciais de outros países. Será necessário que o governo brasileiro faça uma política salarial mais adequada para que esses novos profissionais (pelo menos grande parte deles) sejam estimulados a trabalharem no Programa Espacial Brasileiro. Para maiores informações sobre os projetos da UnB citados na notícia vejam aqui no blog as notas O Motor Foguete Híbrido da UnB e Programa Uniespaço - Motor de Plasma da UnB

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