domingo, 31 de janeiro de 2010

IAG/USP Realiza Curso de Meteorologia para Professores


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia 29/01 no site da “Universidade de São Paulo (USP)” destacando que "Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG)" da USP promoveu até o dia 22/01 o primeiro curso de extensão noções de meteorologia para professores do Ensino Médio.

Duda Falcão

Educação

No IAG, Curso de Meteorologia para Professores
do Ensino Médio é Teste para Projetos Futuros

29/01/2010
Fabrício Oliveira / USP Online

fabricio.carmo.oliveira@usp.br

Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas e dúvidas frequentes em relação à ação do homem sobre o meio ambiente, o Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP promoveu até o dia 22 o primeiro curso de extensão Noções de meteorologia para professores do Ensino Médio, visando fornecer conceitos que auxiliassem os docentes no entendimento de uma ciência tão importante quanto antiga.

Com a responsabilidade de servir de teste para futuros projetos, o curso, que também foi o o primeiro de extensão promovido por este departamento do IAG, atendeu em sua maioria professores da rede pública, sendo muitos das áreas de física, química, geografia, biologia e matemática. As coordenadoras do curso, professsoras Rita Ynoue e Márcia Akemi, exaltam a pluralidade dos professores que mostraram interesse pela proposta. “Até professores de português e inglês nos procuraram”, lembra Márcia.

A procura foi tamanha que houve a necessidade de se restringir o curso inclusive a graduandos da própria USP, que buscaram inscrições. “Teve gente que não era professor; era da graduação, ou recém-formado. Então, a preferência foi dada a quem realmente já era professor”, diz Rita Ynoue. Além da grande procura, a medida teve de ser tomada em razão do objetivo principal do curso: fazer com que os conhecimentos em meteorologia chegassem a estudantes do ensino médio.

Márcia Akemi e Rita Ynoue, coordenadoras do primeiro
curso de extensão do departamento de meteorologia

Há ainda uma outra meta, a ser cumprida a longo prazo - a diminuição da evasão na graduação em meteorologia no IAG. Segundo Márcia Akemi, muitos estudantes ingressam no graduação desconhecendo o que realmente é meteorologia. Rita acrescenta que muitos alunos chegam à Universidade com alguns erros conceituais sobre o que aprenderam nas escolas. “Conseguir, de alguma forma, diminuir a evasão na graduação, aumentando o conhecimento dos alunos sobre o tema, será benéfico tanto para o Instituto como para a própria USP”, afirma.

Relatos

As professoras do IAG apontam que, desde 2008, com os crescentes alertas sobre a situação climática do planeta, o interesse da sociedade sobre a área aumentou significativamente. “Hoje é importante que as pessoas saibam o porquê e como ocorrem as mudanças climáticas”, comenta Márcia. Um dos 31selecionados para o curso, Luiz Paulo Nunes confirma o aumento da preocupação com a temática. Professor da ETEC Alberto Santos Dumont, no Guarujá, Nunes observa que “dando aula para alunos mais carentes, é possível ver que eles estão mais expostos aos efeitos imediatos de uma enchente ou de uma estiagem muito longa, e isso suscita discussões. Eles perguntam, por exemplo, sobre o clima no tempo dos pais deles”. Para o professor, nessas horas, é preciso ponderar certas questões como crescimento urbano e oferta de recursos naturais para que se tenha um rigor científico nas respostas dadas aos alunos.

Após aulas teóricas sobre metodologia e conceitos relacionados à meteorologia, os professores, que durante uma semana se tornaram alunos, eram incentivados a fazer medições de fatores climáticos e montar análises e tabelas utilizando os conceitos debatidos. Na opinião de Simone Violante, professora de biologia do Colégio Hugo Sarmento, de São Paulo, o interessante sobre o curso é a possibilidade de se obter informações direto da fonte de saber especializada. “Quando os professores de física, de geografia ou de biologia aplicam esses conceitos, temos várias visões diferentes. Mas quando se recebe os fundamentos e conceitos de especialistas em meteorologia é diferente. O importante é isso: aprender direto da fonte os conceitos e os fundamentos, para depois passarmos aos alunos”. Luís Lima, professor de física do mesmo colégio, complementa: “em resumo, estamos buscando excelência”.

Luiz Nunes argumenta ainda que o professorado brasileiro, na maioria dos casos, está pouco habituado a fazer cursos de extensão ou especialização do gênero do curso oferecido pelo IAG. “Nós [professores], em geral, saímos da academia e achamos que nos bastamos. E ficamos 20 anos repetindo o que ouvimos dos nossos professores. Então, voltar aos bancos da universidade e ver como estão as novas pesquisas sobre determinadas questões é essencial para darmos melhores aulas e contribuições aos alunos”.

O Departamento de Ciências Atmosféricas ainda estuda a realização de novos cursos semelhantes e não descarta a possibilidade de promover aulas para um público cada vez mais abrangente.


Fonte: Site da Universidade de São Paulo (USP)

Comentário: Muito bom. O blog “BRAZILIAN SPACE” defende que a educação de qualidade é a saída para o desenvolvimento do Brasil. Parabéns ao IAG/USP pela iniciativa e o blog coloca-se a inteira disposição para divulgar esse tipo de notícia quando seus realizadores assim achar necessário.

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