quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

LIM - Medidas Cada Vez Mais Confiáveis


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando que o Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que é responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos, poderá ser acreditado pelo INMETRO.

Duda Falcão

Medidas Cada Vez Mais Confiáveis

Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM),
responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos,
poderá ser acreditado pelo Inmetro

Se você costuma sair de casa somente após conferir a previsão do tempo na internet ou no noticiário, alguma vez já parou para imaginar a dimensão da estrutura montada para que essa previsão tenha um alto grau de confiabilidade? Para que isso aconteça na área de meteorologia e na área ambiental, uma equipe de técnicos e pesquisadores trabalha de forma incessante em busca de melhores resultados. Essa é uma das rotinas dos profissionais do Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Localizado em Cachoeira Paulista (SP), o LIM faz parte da estrutura do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e oferece apoio à instrumen­tação meteorológica do Centro. No local funciona também a parte voltada à metrologia ambiental. Mas, em que a metrologia contribui para que as in­formações sobre o tempo sejam cada vez mais seguras? É que cabe ao LIM, a calibração dos sensores, medidores e estações meteorológicas utilizadas no monitoramento ambiental.

“Nosso laboratório é o primeiro, no Brasil, a se especializar em calibração de instrumentação meteorológica/ ambiental com rastreabilidade ao Sistema Internacional”, explica a engenheira metrologista do INPE, Patrícia Guimarães. “A rastreabilidade é o principal parâmetro que permite comparar as medidas internacionalmente, ou seja, com a rastreabilidade evidenciada é possível afirmar que 1º Celsius aqui é igual a 1º Celsius em qualquer lugar do mundo; e isto se estende às outras variáveis. Quando se utiliza uma instrumentação é preciso também atender às recomendações da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para, assim, podermos comparar os dados de estações meteorológicas de diferentes localidades”, completa.

Alunos da pós-graduação do CPTEC,
no laboratório de temperatura e umidade

Instrumentos - Hoje, o LIM é responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos como os barômetros, utilizados para medir a pressão atmosférica; de termohigrômetros, que medem a temperatura e a umidade relativa do ar; pluviômetros, que medem precipitação pluviométrica (acumulado e intensidade de chuva); piranômetros, que medem a radiação solar global e difusa, entre outros. Existe ainda um sistema para verificação de anemômetros - instrumentos meteorológicos para medir a direção e a velocidade do vento. Um túnel de vento específico para calibração de anemômetros, inclusive dos tipos ultrassônico e de levantamento eólico para estudo de viabilidade de geração de energia elétrica deve em breve ser implementado. Outras áreas também estão sendo agregadas, como a calibração da instrumentação utilizada para umidade e fluxo de calor no solo, além do monitoramento da qualidade da água e do ar.

Em todos os países, cabe aos Institutos Nacionais de Metrologia a missão de controlar e manter os valores das pro­priedades específicas atribuídas aos padrões nacionais. No caso do Brasil, o Instituto Nacional de Metrologia, Norma­lização e Qualidade Industrial (Inmetro), é responsável por essa atividade. O LIM está habilitado para se candidatar à acreditação pelo Inmetro. Um passo importante, em consonância com as normas internacionais, fundamental para que o País, através da Ciência e da Tecnologia, encontre soluções para muitas das questões ambientais.

Sede do LIM


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 11

Comentário: Parabéns aos pesquisadores do LIM, do CPTEC e do INPE envolvidos com esse trabalho. É assim que se trabalha com seriedade e competência e quando isso acontece normalmente dar bons frutos. É uma pena que em outras áreas do PEB a seriedade não é uma prática muito comum entre seus gestores e justamente por isso os resultados não são os esperados.

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