segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lançadores: A Proposta Italiana da Avio

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (30/10) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski trazendo mais informações sobre a proposta italiana para o desenvolvimento conjunto de um lançador de satélites apresentada recentemente a AEB - Agência Espacial Brasileira. (veja a nota "Itália Quer Cooperar com o Brasil na Área de Lançadores")



Duda Falcão

Lançadores: A Proposta da Avio

André Mileski
30/10/2011

No workshop sobre "Acesso ao Espaço", promovido pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), em São José dos Campos (SP), em 15 de setembro, foram dadas mais informações sobre a proposta italiana para o desenvolvimento conjunto de um lançador de satélites, conforme noticiado pelo blog no início desse mês (ver: "Lançadores: Itália quer cooperar com o Brasil").

A proposta é para o desenvolvimento de um lançador com todos os estágios de combustível sólido, com capacidade de satelitização de 1.500 kg a uma altitude de 1.500 kg, baseado na tecnologia do foguete Vega. De acordo com o divulgado, o custo de desenvolvimento do projeto seria inferior a 1 bilhão de reais, e seria realizado por meio da formação de uma "joint-venture" com empresas nacionais. Trata-se de modelo similar ao apresentado pelos franceses.

A Avio está sendo assessorada pela Sygma Tecnologia, de São José dos Campos (SP), na pessoa de um de seus sócios diretores, o coronel da reserva José Carlos Argolo, ex-diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).

A propósito, a empresa italiana, controlada por um fundo britânico de private equity, pode mudar de mãos em breve. Já há alguns meses, circulam rumores na Europa sobre a eventual venda da Avio para concorrentes, dentre eles, o grupo francês Safran.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

8 comentários:

  1. Olá, é só a correção sobre a altitude:

    "cargas úteis de até 1.500 kg em órbitas circulares a 700 quilômetros de altitude."

    Abraço!

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  2. Valeu Carlos pela dica!

    Mas como a nota é do Mileski, só ele mesmo pode fazer essa alteração, entende? Mas fica registrado no seu comentário.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. "Trata-se de modelo similar ao apresentado pelos franceses"

    E qual teria sido o modelo apresentado pelos franceses?
    Imagino que se a tal proposta francesa contempla o desenvolvimento de um lançador a propelente líquido, seja mais interessante. Talvez até mesmo tentar negociar a proposta italiana com o que já pretendemos desenvolver. Senão, torna-se um ponto muito fora da curva para o que já planejamos desenvolver.


    abraços

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  4. Olá Raul!

    Quer saber minha opinião sobre essa história? Bom, para mim isso tudo é perda de foco. Todos os esforços deveriam esta sendo direcionados para o acordo com os russos no "Programa Cruzeiro do Sul" mesmo antes de 2005, quando o projeto foi lançado, aproveitando-se da boa relação e conhecimento que já existe entre a coordenação desse programa e o IAE com a ROSCOSMOS. Mas infelizmente esses políticos energúmenos resolveram apostar numa tecnologia tóxica, e ainda estão bancando ingenuamente e estupidamente todo o acordo com os ucranianos. Para completar, invés de se fixar numa direção, ficam atirando para todo lado aumentando ainda mais a perda de foco. Felizmente o acordo com a Alemanha está de vento em popa e em breve (muito breve mesmo) estarei postando aqui notícias muito interessantes sobre o VLM-1. Esse sim, um projeto de futuro que se tudo sair como planejado deverá fazer seu primeiro vôo em 2015.

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  5. Duda,

    Concordo com vc sobre a questão do Brasil está atirando por todo o lado. Acho que o PEB deveria focar todos os seus esforços em um ou dois projetos e permanecer assim até estes sejam concluídos. Particularmente, torço muito pelo VLS-1, acho que o Brasil merece finalmente que esse veículo seja um sucesso.

    Sobre o possível acordo com a empresa italiana. Eu já estagiei no INPE durante o período de 2010 e 2011 e agora estou na Itália fazendo um mestrado em "Navigations and Related Applications" e vejo a diferença de entusiasmo dos dois lados.

    O mercado aeroespacial na Itália está muito animado, principalmente depois do sucesso do lançamento dos 2 primeiros satélites do projeto Galileo dia 21/out. Posso estar enganado, mas acho que talvez as empresas brasileiras se "animassem" com um acordo (de verdade) com empresas italianas.

    Abraços!

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  6. Olá Carlos!

    Em primeiro lugar amigo, sucesso com o seu mestrado ai na Itália. Espero que você retorne ao Brasil e aplique seus conhecimentos adquiridos para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, seja na área pública ou privada.

    Veja bem Carlos, o VLS-1 é um projeto conceito e será usado para testar as tecnologias em desenvolvimento no Brasil. Não creio que ele seja produzido em série. Na realidade essa industrialização será direcionada para o VLM-1 (se os energúmenos de Brasília não atrapalharem) fruto da exitosa parceria com a Alemanha e que deverá fazer seu vôo inicial em 2015. (amanhã estarei postando uma matéria sobre essa parceria publicada na edição 12 da revista "Espaço Brasileiro" que descreve esse projeto do VLM-1.)

    Quanto a sua concordância com meu comentário eu acrescentaria que: os acordos nessa área deveriam estar unicamente limitados a Alemanha e a Rússia e só.

    O acordo com a Ucrânia é um desastre financeiro, político, tecnológico e deus queira que não seja ambiental. Pior, foi motivado exclusivamente por questões políticas, pois serviu de moeda política entre o PT e o PSB durante o governo Lula.

    A meu ver a parceria de empresas brasileiras com empresas estrangeiras sejam elas italianas ou não, sempre será bem vinda, desde que não envolva diretamente o governo e não resulte na venda da empresa brasileira para sua parceira, como tem ocorrido ultimamente, resultando em perda de conhecimento tecnológico do País e em minha maneira de ver também em crime contra o patrimônio público brasileiro, já que as tecnologias desenvolvidas por essas empresas vendidas em sua maioria foram financiadas pelo erário publico, e assim pertencem ao povo brasileiro.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  7. Olá Duda,

    Muito obrigado pelos votos! É exatamente isso que quero fazer. Sou muito apaixonado pelo Programa Espacial Brasileiro e fiquei ainda mais quando estagiei no INPE/CRN envolvido com o transponder do ITASAT.

    A propósito, a ideia é de me aperfeiçoar, enquanto espero pelo concurso do INPE, tão prometido pelo governo. Segundo as especulações do meus colegas de lá, talvez ele ocorra no meio ou final do próximo ano.

    Afinal o INPE está precisando a algum tempo ampliar seu pessoal. Não temos hoje 40% do que tínhamos em 1990. O pior, é que estamos perdendo também conhecimento adquirido por aqueles que se saem.

    Abraços.

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  8. Olá Carlos!

    Que bom amigo que pensa em retornar. Precisaremos de profissionais como você para mudarmos a cara do PEB nos próximos anos.

    Entristece-me em saber que esse concurso tão esperado há anos, só venha ocorrer no meio ou ainda no final de 2012.

    Isso só vem comprovar mais uma vez que o ministro Mercadante é mesmo um mercador de ilusões, um menestrel travestido de paletó tipo italiano, infelizmente.

    Esse concurso já deveria ter sido lançado no máximo em junho passado, e segundo sua informação ficará ou para o meio do ano ou pior, para o final de 2012. É lamentável, e a Dilma vive dizendo na mídia que o PEB é estratégico (como o humorista Lula disse por oito anos, mesma escola, e assim não poderia ser diferente), chega até ser cômico, para não dizer trágico, mas fazer o que? Isso é Brasil.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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