sábado, 31 de março de 2012

Setor Espacial é 'Prioridade' do Governo, diz Pres. da AEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (31/03) no site “G1” do globo.com destacando que segundo o presidente interino da AEB, Thyrso Villela, o Setor Espacial é ‘prioridade’ do governo Dilma.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Setor Espacial é 'Prioridade' do Governo,
diz Novo Presidente da AEB

Governo repassou R$ 2,2 bilhões para programa espacial até 2015.
Lançamento de satélite sino-brasileiro está previsto para novembro.

Eduardo Carvalho
Do G1, em São Paulo
31/03/2012 - 09h30
Atualizado em 31/03/2012 - 18h14

Mesmo após o corte de 22% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o programa espacial brasileiro é uma "prioridade do governo", afirmou ao G1 o novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela.

Villela passou ao comando da agência após o presidente anterior, Marco Antônio Raupp, assumir o Ministério, em janeiro.

Segundo ele, apesar do corte no MCTI, o repasse de R$ 2,2 bilhões do governo federal para investimentos até 2015 no setor -- previsto no Plano Plurianual 2012-2015 -- mostra que interesse governamental no espaço aumentou.

O valor é 16,4% superior ao montante repassado entre 2008-2011 (R$ 1,89 bilhão) -- mas não chega a ser nem 10% do valor que a agência espacial americana (NASA) vai receber do governo dos Estados Unidos para investimentos apenas em 2012 (R$ 32,5 bilhões), mesmo com uma redução de gastos devido à crise.

Em 2012, a agência brasileira pode investir o montante de R$ 327,5 milhões.

De acordo com Villela, o país não vai atrasar mais o lançamento do satélite CBERS 3, que deveria ter acontecido há três anos e está agora previsto para voar em novembro. Quarto satélite do projeto feito em parceria com a China, ele deve fazer um monitoramento da superfície da Terra para uso em projetos de gerenciamento agrícola e licenciamentos ambientais.

Segundo ele, o programa CBERS é "prioridade zero" da agência, ao lado do desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) e da modernização da base de lançamentos de Alcântara (MA). O custo total desses projetos é de R$ 640,7 milhões.

Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e Testes
(LIT) em São José dos Campos (SP). Equipamento está
na China e deve ser lançado em novembro deste ano,
de acordo com a AEB. (Foto: Divulgação/INPE)

Imprevistos e Desenvolvimento Tecnológico

Villela afirma que os atrasos nesses projetos ocorreram devido a “imprevistos” já solucionados, como no caso do CBERS 3. “Tivemos problemas no sistema de controle, em alguns subsistemas e também a indústria brasileira não produzia algumas peças. Mas agora o satélite está pronto e passa por fase de testes na China. A previsão de lançamento é novembro deste ano”, disse.

Ele ressalta que a participação do país no projeto aumentou de 30% para 50%, o que exigiu investimentos em pesquisa. Os satélites do programa CBERS portam câmeras que captam imagens da Terra, distribuídas gratuitamente pelo INPE. O CBERS 4, que tem pouca diferença do modelo 3, tem previsão de lançamento para 2014.

Segundo Villela, testes experimentais com protótipos do VLS já estão em curso no Rio Grande do Norte e os primeiros estágios do foguete passarão a ser testados em 2013.

Em fevereiro, o ministro Raupp afirmou ao G1 que, se tudo desse certo, a fabricação do foguete completo deveria acontecer a partir de 2018.


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário: Até onde foi divulgado o novo presidente da AEB é o senhor José Raimundo Coelho que se quer foi empossado ainda, e o senhor Thyrso Villela esta assumindo o cargo interinamente. Em outras palavras, o repórter do G1 se equivocou. Quanto ao que o senhor Thyrso disse, o fato desses recursos fazerem parte do Plano Plurianual 2012-2015 não é garantia nenhuma de que os mesmos serão liberados, basta para isso que a parte econômica do governo decida assim, mas vamos lá, sejamos positivos. Digamos que até 2015 (quatro anos, incluindo ai o ano de 2012) sejam liberados os tais R$ 2,2 milhões, ou seja, 16,4% superior ao montante repassado entre 2008-2011 (R$ 1,89 bilhão) como dito na matéria. Ora leitor, isso representaria R$ 550 milhões anualmente, quando na verdade necessitamos de R$ 1 bilhão por ano até 2015 para comercarmos a construir os alicerces que o Programa Espacial Brasileiro necessitará para enfrentar os desafios da década de 20 vindoura.  E a coisa é ainda pior, pois grande parte desses supostos R$ 2,2 bilhões serão torrados no acordo com a Ucrânia, diminuído ainda mais os recursos.  Fala sério Sr. Villela, deixe de fazer média com esses energúmenos. A única coisa de novo nessa matéria e a foto do modelo de vôo do CBERS-3, que até então não havia sido divulgada.

4 comentários:

  1. Como leigo em assuntos dessa natureza, parece-me que as coisas estão se agravando, tenho a nítida impressão que não temos uma estratégia, tão pouco sabemos qual caminho seguir, fico cada vez mais confuso à medida que acompanho as notícias inerentes ao nosso programa espacial.
    O que mais me assusta é esse acordo Brasil e Ucrânia, parece ser fruto de amadores...
    Eu sou de uma região essencialmente agrícola, onde desde o início da colonização todos os pioneiros sabiam o que queriam do futuro,e trabalharam muito nesse sentido, estranho como na área espacial as coisa não acontecem com a mesma coerência.
    Abraço a todos!!

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  2. arlen rodrigues,Cotia-SP31 de março de 2012 22:26

    Gosto de engenharia aeroespacial,não consegui passar no vestibular do curso da UFABC,mas tentarei esse ano de novo.Gosto e sempre leio esse blog,por dá informações sinceras e confiáveis sobre o que o Brasil faz no setor aeroespacial,mas o que eu queria vê de verdade e acredito que um dia seja possível era a notícia: brasileiros(homens) vão a lua com tecnologia 100% nacional.

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  3. Olá Leo!

    Infelizmente essa gente tem outros interesses e o setor espacial como outros setores do país são prejudicados por esses energúmenos que estão mais interessados na luta pelo poder.

    Abs

    Duda fAlcão
    (Blog Brazilian Space)

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  4. Olá Arlen!

    A lua é um sonho ainda muito distante para o PEB amigo, afinal temos outras prioridades a serem alcançadas primeiro. Obrigado peklo reconhecimento ao nosso trabalho e lhe desejamos sucesso no próximo vestibular.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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