quarta-feira, 31 de outubro de 2012

OMNISYS Engenharia Vence Mais um Contrato do CLBI

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (31/10) publicou uma “Extrato de Inexigibilidade de Licitação” da Agência Espacial Brasileira (AEB) tendo como objetivo a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de engenharia para realinhamento eletrônico, Modernização dos subsistemas de Servomecanismo, Telemetria e Interfaces Locais dos Radares Adour e Bearn atualmente instalados no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além de fornecimento de peças sobressalentes. Como não há outra opção no país a empresa escolhida foi OMNISYS ENGENHARIA LTDA. Abaixo segue o extrato como publicado no DOU.

Duda Falcão

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
Nº 19/2012 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000168201250;
Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de engenharia para realinhamento eletrônico, Modernização dos subsistemas de Servomecanismo, Telemetria e Interfaces Locais dos Radares Adour e Bearn atualmente instalados no CLBI, além de fornecimento de sobressalentes;
Total de Itens Licitados: 00001;
Fundamento Legal: Art. 25º, Inciso I da Lei nº 8.666 de 21/06/1993;
Justificativa: Por inviabilidade de competição (exclusividade);
Declaração de Inexigibilidade: em 30/10/2012, JOSE IRAM MOTA BARBOSA - Diretor de Planejamento, Orçamento e Administração;
Ratificação: em 30/10/2012, JOSE RAIMUNDO BRAGA COELHO - Presidente da AEB;
Valor Global: R$ 5.249.795,00;
CNPJ Contratada: 01.773.463/0001-59 OMNISYS ENGENHARIA LTDA.

(SIDEC - 30/10/2012) 203001-20402-2012NE800009


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 13 - 31/10/2012

Comentário: Pois é leitor, infelizmente a OMNISYS Engenharia LTDA como no caso da AEL e da OPTOVAC são exemplos de empresas estratégicas que se beneficiaram durante décadas de recursos públicos e hoje não são mais brasileiras por terem sido vendidas a grupos estrangeiros. No caso da OMNISYS ao Grupo TALES Europeu. Insisto nisso porque isso é um crime em qualquer lugar do mundo (menos nessa casa de Mãe Joana que chamamos de Brasil) e como brasileiro me sinto lesado e infelizmente impotente para fazer algo a respeito, mas não de abordar aqui no blog esse assunto gravíssimo e não explorado pela nossa mídia. Lamentável!

3 comentários:

  1. O "pai" da alvorada neoliberalista no país foi o Collor, logo esse sistema já iniciou-se de forma suspeita.

    Essa venda de empresas visando "dinamizar" a concorrencia (nesse caso inexistente), só serve como mais uma piada para o povo contar quando for vestir sua roupa e nariz de palhaço.

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    1. Xiii,

      Se for por ai, vamos ter que lembrar o grande conglomerado das comunicações que o elegeu e quando viu a coisa se deteriorar decretou a sua deposição com a mesma facilidade.

      Tem muito angú nessas panelinhas...

      Mas voltando ao assunto do lesa pátria. Essas vendas deveriam ser impedidas por algum meio jurídico. Tanta lei que não serve de nada, e as que deveriam tratar dessas questões tão sérias, ou não existem, ou estão engavetadas.

      Triste, mas podemos fazer algima coisa? algum tipo de denúncia? Já que a empresa não é mais brasileira, deviam abrir concorrência internacional, não é? Até para desestimular esse tipo de aquisição. Dar prioridade para empresas nacionais, tudo bem, mas se a empresa já não é mais nacional, o que justifica esse privilégio? Inviabilidade de competição... Isso se chama viabilizar uma "armação" !!!

      Mais interesses escusos.

      Isso precisa ser denunciado ao tribunal de contas, ao procurador geral, sei lá, mas isso não pode continuar.

      Abs.

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    2. Pela onda de "privatiações" como essa pode estar vindo aí algo em efeito dominó. Esse é só mais um caso. Mas estás com toda a razão.

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