quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Empresário Quer Levar Casal de Turistas para Marte

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (28/01) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando a viagem tripulada ao planeta Marte em janeiro de 2018 proposta ontem em Washington (EUA) pelo líder da Fundação Marte, o ex-turista espacial e multimilionário Dennis Tito. (Veja as notas: “Dennis Tito Apres. ao Mundo Seu Plano de Viajem a Marte”,”Dennis Tito to Announce 2018 Mission to Mars”,"Inspiration Mars Webcast Set for Wednesday).

Duda Falcão

Ciência

Empresário Milionário Quer Levar
Casal de Turistas para Marte

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
28/02/2013 - 04h35

O empresário americano Dennis Tito, que em 2001 ficou famoso ao tornar-se o primeiro turista espacial da história, surpreendeu mais uma vez. Ele anunciou ontem que pretende mandar um casal para Marte em 2018.

A dupla, na verdade, não chegaria a pousar em solo marciano. Eles só se aproximariam bastante do planeta vermelho, retornando à Terra pouco depois.

Tito não deu detalhes do processo seletivo, que deve incluir só cidadãos americanos. O conceito da nave, que deverá ser inspirado na cápsula Dragon, da empresa privada Space-X, também é incerto, assim como o foguete usado para o lançamento.

A empresa só afirma que a cápsula terá um módulo habitável que será inflado quando a nave estiver no espaço.

Editora de arte/Folhapress

Para executar a missão, cujo custo é estimado em US$ 1 bilhão, Tito criou a Inspiration Mars Foundation. A organização conta com consultoria científica de nomes de peso da astronáutica, além de uma parceria com a agência espacial americana.

A ONG afirmou que programou a missão para 5 de janeiro de 2018 para aproveitar "uma janela de oportunidade" que deixará Terra e Marte mais próximos do que o habitual, reduzindo a viagem.

Em vez dos cerca de 20 meses esperados, a viagem de ida e volta duraria 16 meses.

"A distância entre a Terra e Marte varia bastante. Ambos orbitam o Sol e, às vezes, cada um está de um lado do astro. Em janeiro de 2018, além de os dois planetas estarem do mesmo lado, suas órbitas também permitirão um ponto de aproximação", afirma Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário do Rio.

Dennis Tito, 72, que começou sua carreira como engenheiro da NASA, mas fez fortuna criando uma empresa de investimentos, afirmou que a decisão de levar um casal tem vários motivos.

Além de não dar prioridade a um dos gêneros neste momento histórico, a companhia também deve ser útil quando a solidão bater.

"Quando você estiver bem longe, e a Terra for um pequeno pontinho azul, você vai precisar de alguém para abraçar", disse ele em entrevista ao site Space.com.

Provavelmente, os escolhidos terão mais de 40 anos, uma vez que ainda não estão claras as complicações que a exposição prolongada à radiação cósmica pode provocar no sistema reprodutivo.

Uma pesquisa recente patrocinada pela NASA mostrou que, com as atuais tecnologias, ir a Marte traria riscos à saúde, como danos ao sistema nervoso central.

A fundação disse que investirá muito em pesquisa e que 2018 será um ano de baixa atividade no Sol, o que diminui os impactos da radiação. Tito, no entanto, já adiantou que não pretende embarcar dessa vez.

Inspiration Mars Introductory News Conference



Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 28/01/2013

Comentário: Pois é leitor, eu continuo extremamente cético quanto a essa proposta da Fundação Marte. Para mim o real objetivo é outro, e estaria mais ligado a trazer de volta a sociedade americana e ao setor espacial do país o espírito empreendedor e aventureiro que existia na NASA na época da Apollo e assim estimular o governo americano a acelerar o processo de desenvolvimento de uma missão a Marte, não em 2018, mas por volta de 2023. Em outras palavras, é uma jogada política em busca de uma mudança de mentalidade e de atitude tanto do governo OBAMA, que literalmente tem empurrado esse objetivo com a barriga para além de seu governo, como também de certos setores de dentro da NASA que estão lutando pelo encerramento do programa tripulado da agência em prol das missões robóticas. Veja você uma coisa leitor: Você realmente acha que uma missão tripulada a Marte teria um orçamento de somente US$ 1 bilhão de dólares? Só para lembrar, a missão robótica do Curiosity custou aos cofres da NASA algo em torno de US$ 2.5 bilhões de dólares, fora o que ela está gastando diariamente com a sua operacionalização. Outra coisa a se notar e agora a nível caseiro, é que o valor aplicado na Missão Curiosity talvez supere todo investimento feito pelo governo brasileiro nas atividades espaciais do país nos últimos 10 anos, isto é, se deixamos de fora os investimentos feitos em infraestrutura, grande parte nos centros de lançamentos brasileiros (CLA e CLBI). Aproveitamos para agradecer ao leitor paulista José Ildefonso pelo envio do vídeo da conferência.

6 comentários:

  1. Esse cara só pode ser louco em querer mandar uma missão tripulada a Marte em 2018.A lua que está mais perto de nós,com certeza não terá uma missão tripulada até 2018 e esse maluco quer ir pra Marte.

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  2. Tito não é louco é visionário........disseram que Colombo era louco.......que Galileu era louco e herege.........que Einstein era louco..........técnicamente a missão é viável, outra oportunidade dessas somente em 2018.
    A equipe por trás desta "loucura" tem um curriculum invejável na área aeroespacial, Tito trabalhou no JPL...
    Ainda bem que existem loucos que preferem gastar 1 bilhão de dólares numa missão para Marte do que gastar muito mais fazendo estádios de futebol......acorda Brasil !!!

    Miraglia
    www.edgeofspace.com.br

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  3. podiam mandar uns políticos nessa nave .. só de ida

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  4. Sabemos que realmente os riscos sao enormes, mas a chance de dar certo parece que estah crescendo a cada dia. A inspiracao e o esforco vao gerar frutos ainda nao imaginados. Ele eh um exemplo claro disso, isto eh, estah levando a motivacao da apollo adiante. Com certeza algumas pessoas/criancas de hoje vao fazer alguma coisa incrivel no futuro por causa disso. Tambem nao podemos esquecer que as tecnologias aperfeicoadas tambem vao ser uteis em outros casos, tal como o material usado na reentrada.

    Alem disso, tem uns detalhes importantes. Aparentemente nao vao querer fazer a capsula com tanto foco na automatizacao como ultimamente. Isso reduz custos.
    As pessoas envolvidas estao dispostas a correr os riscos da missao. Durante o projeto mercury tambem nao tinham certeza do efeito do espaco ao ser humano.
    Nao dah pra saber se o objetivo principal vai ser atingido, assim como todo projeto aeroespacial, mas eu acredito que ele merece ser realizado.

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  5. " A ideia é bombástica! Além dos obstáculos que prejudicam a saúde física, existe para mim, uma de tamanho potêncial, que não foi ainda superado, a manutenção de níveis suportáveis da insânidade mental, durante a viagem de ida e volta, por longos períodos, enclausurados como sardinha numa lata de metal, a situação exposta ao estresse pode prejudicar a memória, as fases repetidas inúmeras vezes no mesmo interior da nave, eleva-se o cansaço mental. A resultante da constante rotina, segundo estudo, é o aumento do estresse, o culpado é o CORISTOL, hormônio secretado pelas glândulas supra-renais, em resposta a situações de stresse.
    Outra doença, que sem duvida irar aparecer, é a DEPRESSÃO,o pior dos ânimos. Sentir-se abatido, vazio, quando olhar pela janelinha e observar sua casa, " A nossa terra", fica diminuta no espaço, a depressão que persistirar por semanas e meses é chamada "depressão clínica".
    A maioria das pessoas pensa que depressão é apenas tristeza e desãnimo, porém a depressão é mais do que o sentimento de luto pela perda de alguém da família que você mais ama. E por isso para mim, " a grande arma para todas essas doenças pisicológica", seria, quase impossível , como "A família Robson, do filme Perdidos no Espaço", fazer parte da tripilção, a espôsa, e os filhos....seria uma viagem que todos suportaria as depressões, etc. Afinal de conta a família e tudo para nós."

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  6. " Dois fatores importantes para mim, devem ser analísados: o primeiro fator a considerar, são os estudos para a proteção da integridade física, que já estão bastantes avançados, faltando muito para se obter os 100%, necessários para cumprir a missão, com relativo conforto (endumentárias e cablagem da nave). O segundo tem um grande potencial de riscos, que se chama para mim, a " a química do bem-estar", novas pesquisas revelam que a meditação e os exercícios físicos, associados as massagem, têm efeitos poderosos no alívio do estresse e tornam dispensável o uso de calmantes e antidepressivos. Imagine-mos as situações, quando os brasonautas, por ação natural da preservação do ser humano, perceberem do perigo real que estarão envolvido de incetêzas, desencadeirão um turbilhão de química no organismo. Doses de adrenalina assaltarão a corrente sanguínea e acelerarão os batimentos cardíacos. Acredito que quando olharem pela escotilha, e observarem a sua pequena e frágil casa, chamada "Terra", desaparecer diminutamente no espaço sideral, um suor gelado flutuarar dentro do macação de vôo. O corpo, abastecido de porções extras de oxigênio no interior da nave, prepara-se para correr do inímigo, de forma quase como uma compensação fisiológica, se ainda houver tempo, estabelecendo o "CAOS". Enfentá-los com treinamentos, feitos anteriormente por pisicólogos,será um grande paleativo , caso reste alternativas própias. Esse conjunto de reações, conhecido como estresse.Lembremo-nos que foi essencial para a sobrevivência dos nossos ancestrais, num tempo em que as ameaças tinham a ferocidade dos animais selvagens, nesta situação, é bastante diferente.Digamos, se ocorre-se um ascendimento no painel multíplo de alarme, "FOGO", no meio do percursso, como os brasonautas, reageriam a tal situação?
    Nos útimos anos, pelo que tenho lido, pesquisadores melhoraram nossa compreensão sobre o comportamento do cérebro, creio que a NASA esteja investindo no estudo de ampliarem largamente a capacidade dos profissionais de saúde mental de preparar os possíveis brasonautas para tais missões, diagnosticar, tratar e previnir distúrbios durante a viagem até o planeta Marte, por isso para mim, é de vital impotância ,este tema médico.
    Discordo um pouco do astronauta Denis Tito, com referência ao envio do casal,como solução, não afetarar muito, é de conhecimeto de todos,que o relacionamento de ambos indíviduos, são muito difíceis. O homem é fruto do meio em que vive, a viagem é longa, tanto na ida como na volta. As rotinas constantes dia após dia, desencadearão um processo de "DEPRESSÃO", o pior dos ânimos. Sentir-se abatido, ansiedade ou sensação de vazio persistentes, Perda de interesse pelo vôo, fadiga em chegar em MARTE, insônia, alterações no apetite, desesperança ou pessimismo se retornara para a casa, punção a morte, irritabilidade com a parceira, choro execessivo ao obsrvar as estrêlas pela janela, anti-socialidade recíproca, algumas vezes o desêjo de estar só, sem trocas de ideías.....etc.
    Para mim, a grande saída está na "Família ROBSON" , do filme Perdidos no Espaço. Será impossível, mas se pudesse a NASA, autoriza o brasonauta, a levar á sua família....a solução seria fantástica, pois a família é a base de tudo neste mundo. Você já saiu para trabalhar, brigado com sua mulhe e filhos? é simplesmente horrível.

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