quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Dante Alighieri Será o Primeiro Colégio Brasileiro a Enviar Experimento Para ISS em Projeto da NASA

Olá leitor!

Pois é, veja como são as coisas. Enquanto a nossa agencia de brinquedo patina na condução de projetos como o CVT Espacial, bem como (segundo soube) de outros tantos que contam com o seu envolvimento, você lembra da galera do Grupo Zenith da USP de São Carlos? Aquela mesma envolvida com a fantástica Missão Lunar Brasileira Garatéa-L?

Pois então, como anunciamos aqui anteriormente o mesmos estão agora envolvidos com outra iniciativa denominada Garatéa-ISS, iniciativa esta que visa enviar nesse primeiro momento um experimento educacional de uma escola de ensino médio brasileira para ser testada nos laboratórios da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) que se encontra em órbita da Terra.

Fantástico não? Pois é leitor, acontece que diferentemente de nossa Agencia Espacial que brinca de atividades espaciais, essa gente do “Programa Garatéa” (e assim o chamo por envolver diversas ações não se limitando unicamente ao seu principal projeto da Sonda Lunar Garatéa-L) não brinca em serviço e jogam duro, correndo atrás e fazendo as coisas acontecerem, como demonstraram há duas semanas atrás durante o treinamento realizado com professores pela equipe de acadêmicos do projeto e pela parte americana desta iniciativa Garatéa-ISS (veja abaixo a foto deste treinamento).

Treinamento dos professores ocorrido há duas semanas atrás.

No dia de ontem (30/08) recebi um e-mail do Eng. Lucas Fonseca (o grande idealizador de toda essa história) nos informando de que o projeto da Garatéa-ISS está indo de vento em popa, mas que a equipe ainda busca financiamento para oferecer uma maior oportunidade a outras escolas.

Como prova deste avanço, nesta sexta-feira (01/09) será realizado um evento para formalizar a participação do Colégio Dante Alighieri (São Paulo) neste projeto que enviará o experimento à estação espacial. Veja abaixo o release deste evento enviado ao Blog pelo Eng. Lucas Fonseca.

“Dante Alighieri é Primeiro Colégio Brasileiro
a Enviar Experimento à Estação
Espacial ISS em Projeto da NASA

Na próxima sexta-feira, dia 1o de setembro, será formalizada a participação do colégio Dante Alighieri na fase do projeto da Missão Garatéa que enviará um experimento à estação especial ISS. O projeto se chama Garatéa-ISS e é parte da 12ª edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), programa do governo americano em conjunto com a Agência Espacial Americana (NASA). O Dante se tornará, o primeiro colégio brasileiro a enviar um experimento para a ISS por meio desse programa. Além disso, é o primeiro colégio fora da América do Norte a enviar um experimento nesse programa

Por meio do apoio inicial do colégio ao Projeto da Missão Garatéa, o engenheiro espacial Lucas Fonseca formalizou o convite para que o Dante Alighieri organize e aplique o programa da SSEP para cerca de 350 alunos do colégio – todos os estudantes do sétimo ano. O Dante estendeu o convite para 150 alunos de escolas públicas, de maneira que eles pudessem integrar-se à elaboração das propostas de experimentos para a ISS. Até o final de outubro, depois da conclusão da produção de 75 projetos de pesquisas pelos grupos de alunos, uma banca de avaliadores  formada por  pesquisadores externos, brasileiros, mestres e doutores especialistas de universidades paulistas,   escolherá os três melhores projetos, que serão enviados à NASA. Em dezembro, a NASA escolherá um deles. Além da banca avaliadora, a escolha também poderá ser feita através de voto popular pela comunidade escolar do Dante e dos alunos convidados. Serão aproximadamente 500 jovens de 13 anos que, usarão, para suas atividades, a infraestrutura do Dante – laboratórios, salas e a orientação de professores, que irão apoiá-los no planejamento e realização dos experimentos. O projeto vencedor irá ao  espaço no primeiro semestre de 2018.  A bordo da Estação Espacial Internacional, ele será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados.

No evento do dia 1o, o diretor-geral do Garatéa, Lucas Fonseca, irá ao colégio anunciar o início das atividades que serão realizadas no período de contra turno dos estudantes.

O SSEP é uma iniciativa do governo americano para estimular a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço. É a primeira vez em dez anos que o Brasil volta a enviar experimentos à estação. D A Missão Garatéa é o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021. 

“Durante este semestre,  nossos alunos terão a oportunidade de estar em contato com cientistas de ponta envolvidos no projeto, usando conhecimento e se aprofundando em matérias como Astronomia, Biologia,  Física, Matemática, Inglês, Arte e Química. Além disso, é uma oportunidade valorosa também para a formação de nossos professores, que estão em constante atualização”, afirma Sandra Tonidandel, Coordenadora-Geral Pedagógica do Dante Alighieri, que está à frente dos trabalhos no colégio neste projeto.

Os alunos brasileiros responsáveis pelos experimentos ainda participarão de um congresso de apresentação de resultados no museu nacional de ar e espaço Smithsonian, em Washington, Estados Unidos, em 2018 onde irão interagir com estudantes americanos que participarão do mesmo programa. O projeto será assessorado por cientistas ligados à Nasa, além de pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron.

No dia 1o também serão apresentados dois balões que serão enviados à estratosfera com experimentos de alunos do programa de pré-iniciação científica do colégio. Esses balões levarão sondas construídas por estudantes do Dante em  outra parceria com a Missão Garatéa e com o Instituto Mauá de Tecnologia.

No evento do dia 1o, que vai das 13h25 às 15h40 horas no colégio, também participam o reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, João Carlos Souza Junior.  O presidente do Dante, José Luiz Farina, fará a abertura do evento

Mais informações

Assessoria de imprensa
Otávio Cabral – otaviocabral@caravelasconsultoria.com - 11 9 8116-1234
Bia Murano – biamurano@caravelasconsultoria.com - 11 9 8309-8302
Tiago Pariz – tiagopariz@caravelasconsultoria.com - 11 9 8685-1041”

Veja você leitor como as coisas conduzidas por gente que sabe o que faz e que mete as caras acontece, mesmo num universo completamente hostil ao desenvolvimento científico e tecnológico, e imagine o que essa gente poderia produzir se realmente vivêssemos numa nação de verdade, realmente comprometida com o futuro de nossa sociedade e da raça humana, o céu certamente não seria o limite.

Para você ter uma ideia leitor da qualidade dos profissionais envolvidos com as atividades do Projeto Garatéa-ISS, veja abaixo a lista com os nomes destes profissionais, lista esta onde constam nomes muito conhecidos da ciência brasileira (e alguns estrangeiros), todos unidos para fazer acontecer este fantástico programa fruto da iniciativa deste grande e maluco profissional chamado Lucas Fonseca.

Duda Falcão

Diretores do Programa:

Diretor Brasil – M.Sc. Lucas Fonseca (Garatéa, Airvantis) 
Diretor EUA – MBA Jefferson Michaelis (BFCC, KSCIA)  
Diretora Educacional - PhD Sandra Tonidandel (Dante Alighieri School)

Time Educacional:

Física

PhD Douglas Galante – AstroLab/IAG – USP
PhD Ivan Lima – USRA/NASA AMES
PhD Ana Carolina de Mattos Zeri – LNLS
MSc Cristiane Tavolaro – Dante Alighieri

Química

PhD Fábio Rodrigues – AstroLab/IQ – USP
PhD Candidate Claudio Mendes – IQ – USP
MSc Evandro Silva – IQ – USP

Biologia

PhD Amanda Bendia – AstroLab/IO – USP
MSc Miriam Brito Guimarães  Dante Alighieri
MSc Tiago Bodê – Dante Alighieri
MSc Guilherme Ide Bastos – Dante Alighieri
MSc Gisele Cabral – Dante Alighieri
MSc Geisly Katon – Dante Alighieri

Medicina Espacial

MD, PhD Thaís Russomano – The King’s College London
MD, PhD Marcelo Mímica – Santa Casa de São Paulo

Gereciamento de Projetos

PhD Daniel Magalhães – EESC – USP
PhD Luis Loures –  ITA

Teste e Qualificação

PhD José Sérgio de Almeida – INPE

Comitê de Conselheiros

PhD Duilia de Melo – Vice Reitora Catholic University of America/Fellow NASA Goddard 
PhD Sidney Nakahodo – Professor Columbia University/ NY Space Alliance
PhD Michael Lester – Educador Espacial / NASA KSC
MBA Mauro Gonçalves – Google X Labs / Project Loon
MBA Roberto Alvarez – Global Federation of Competitiveness Councils
Mr. Frank DiBello – CEO Space Florida

Observatório Brasileiro no Sul de Minas é Considerado Referência na Astronomia

Olá leitor!

Trago agora para você uma interessante reportagem exibida dia 28/08 pelo “Jornal EPTV” da EPTV de São Carlos-SP, tendo como destaque as atividades do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) que fica em Brasópolis, sul de Minas Gerais, e do seu Observatório Pico dos Dias.

Para o leitor ter uma ideia do avanço da Astronomia Brasileira, o local é hoje a maior expressão da pesquisa astronômica no país, exporta tecnologia pro Japão e ainda coordena observatórios no Chile e no Havaí (EUA). Vale a pena conferir.

Aproveitamos uma vez mais para agradecer ao nosso incansável leitor colaborador Jahyr Jesus Brito pelo envio desta reportagem.

Duda Falcão

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é mais uma quinta-feira do mês de agosto e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS:Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas dois colaboradores realizaram contribuições no mês de agosto no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Leo Nivaldo Sandoli
2 - Sérgio de Melo Moraes (CEPA)

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Contra Crise, Engenheiros do ITA se Mobilizam

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria publicada ontem (29/08) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que 211 engenheiros e ex-alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) se mobilizam e assinam manifesto contra a grave crise que afeta o país.

Duda Falcão

POLITICA

Contra Crise, Engenheiros do ITA se Mobilizam

Assinado por 211 ex-alunos, manifesto defende
descentralização da tomada decisões da União

Marianna Holanda e Elisa Clavery,
O Estado de S.Paulo
29 Agosto 2017 | 05h00

Um grupo de engenheiros formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) lançou uma carta que nada tem a ver com a construção de aeronaves. Intitulado Manifesto pelo Brasil, o texto expõe preocupação com os rumos do País, “nestes tempos de instabilidade política, corrupção, desemprego e violência”, e se dispõe a pensar em novas saídas para a crise nacional. É a primeira vez que ex-estudantes da instituição se posicionam sobre assuntos dessa natureza.

“Os alunos do ITA nunca participaram do processo político como um grupo, mas a situação do País está muito complicada e estamos insatisfeitos. Quisemos nos manifestar para romper o silêncio. É nesse sentido que saiu o manifesto. É sobre princípios, sem tomar partidos”, disse um dos organizadores do grupo, Pedro John Meinrath, de 80 anos, empresário formado no ITA em 1959.

Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
Os engenheiros Gilberto Dib (esq.) e
Pedro John Meinrath, formados pelo ITA.

Assinado por 211 engenheiros formados na instituição entre 1956 e 2007, o manifesto diz que o grupo pretende apresentar “algumas sugestões para encaminhamento de mudanças que, no nosso entender, iniciarão um ciclo virtuoso, propiciando recuperação econômica e mais qualidade de vida”. Um dos signatários é Ozires Silva, que deixou o ITA em 1962 e fundou a Embraer sete anos depois.

Formado na instituição em 1963, Gilberto Dib foi o “pai” do movimento dos engenheiros aeronáuticos. “O documento mostra que estamos pensando um País diferente. Nossa prioridade é propor mudanças na administração do País”, afirmou Dib, hoje com 76 anos.

Na avaliação do grupo, o primeiro ponto é que é necessário dar mais independência às administrações estaduais, descentralizando o poder do governo federal. “Tanto o Poder Executivo quanto os demais Poderes ficam excessivamente concentrados no nível federal, inflados e ineficientes, comandando enormes orçamentos e sujeitos a manobras suscetíveis à corrupção”, diz o manifesto.

O texto representa apenas a opinião dos signatários. “Nós somos egressos do ITA, mas o manifesto nada tem a ver com o instituto. Ele nos forneceu um ensino singular, e nos tornamos engenheiros de qualidade e queremos contribuir”, afirmou Meinrath. 

A Associação de Estudantes do ITA não subscreve o manifesto, mas não vê o movimento com maus olhos. “Nós apoiamos, achamos positivo esse tipo de iniciativa. Única ressalva que fiz com Gilberto (Dib) foi para deixar claro que o manifesto não representa a opinião do ITA”, disse o presidente da associação, Marcelo Dias Ferreira.

Um dos mais novos do grupo, da turma de 2007, Bernardo Ramos é um dos que subscrevem o manifesto. Nesse grupo, os mais velhos são os mais engajados. “Na nossa faculdade, a conduta e a educação são muito fortes, e acho que o grupo surgiu do entendimento de que é preciso se posicionar vendo a corrupção crescer e a educação piorar no País”, disse o hoje professor de Matemática de 34 anos.

O grupo, que começou com apenas uma corrente de e-mail de 35 pessoas, quer tornar-se um think tank – grupo que discute grandes questões. Com reunião presencial marcada para setembro, eles pretendem formular diretrizes mais acertadas para os próximos passos.


Fonte: Site do jornal O Estado de São Paulo - 29/08/2017

Comentário: Bom leitor respeito a todos os engenheiros que assinaram este manifesto, alguns deles creio até que os conheça pessoalmente, mas apesar da atitude louvável, que me perdoe todos eles, mas ela é inócua e não resultará em absolutamente nada. É aquela coisa, o diagnostico está errado e o remédio escolhido apesar de correto para algumas sociedades não condiz com a doença enfrentada pela Sociedade Brasileira e consequentemente não produzirá absolutamente nenhuma mudança. Vocês continuam acreditando que vivem num país de verdade, serio e conduzido por uma classe política realmente interessada em resolver os problemas e encontrar soluções que ajudem o desenvolvimento do país e de seu povo, estão vivendo uma fantasia que só existe na cabeça de vocês, acordem, vocês vivem num pais de piratas formada por uma sociedade de egocêntricos onde quem está no controle é uma comunidade política que faz valer e com maestria a sua formação cultural pirata. Um manifesto como este senhores engenheiros só teria impacto numa sociedade formada por CIDADÃOS, e não numa sociedade formada por PIRATAS, onde os interesses de alguns se sobrepõe aos da comunidade. Na matéria acima não vi nenhuma citação da palavra CIDADANIA e vocês precisam entender que nos chegamos nesta situação justamente por desde a nossa suposta ‘independência‘ termos descuidado com educação baseada na CIDADANIA. Sem formar cidadãos não existe nação, a cidadania é a base da formação do homem, do profissional comprometido com a sua comunidade, independentemente de sua função. Comunidades formadas por cidadãos senhores engenheiros são as que formam cidades, estados e nações, já as formadas por piratas forma territórios de piratas onde prolifera a lei do mais forte, do mais esperto, a corrupção, o crime organizado e a violência, justamente como está acontecendo neste território verde e amarelo. Acordem.

Professor de Jovem Promessa da Astronomia Brasileira Critica Falta de Apoio do Governo à Ciência

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada dia (28/08) no site do “Sputniknews - Brasil”, destacando que Professor de jovem promessa da Astronomia Brasileira (Mylena Peixoto) critica falta de apoio do governo à ciência.

Duda Falcão

CIÊNCIA – OPINIÃO

Professor de Promessa da Astronomia
Brasileira Critica Falta de Apoio
do Governo à Ciência

Sputnik News Brasil
28/08/2017 - 21:17
Atualizado 29/08/2017 - 12:47

© Foto: Reprodução

Em entrevista à Sputnik, o presidente do Clube de Astronomia Louis Cruls, Marcelo de Oliveira Souza, professor da jovem astrônoma Mylena Peixoto, que, aos 17 anos, ganhou uma nova bolsa para estudar na NASA, criticou a falta de investimentos em ciências no Brasil, afirmando que o país está indo na contramão com novos cortes no setor.

Conhecida pelo trabalho de descoberta de cinco asteroides há dois anos, no Norte Fluminense, durante uma pesquisa junto ao Clube de Astronomia de Campos dos Goytacazes, Mylena está indo pela segunda vez para os EUA à convite da NASA, onde participará da Jornada Internacional de Ciência e Tecnologia, que acontece em outubro. Estudante dedicada, a adolescente é uma grande promessa da astronomia brasileira. Seu sonho, porém, é continuar os estudos no exterior e, se possível, trabalhar na agência espacial dos Estados Unidos.

A jovem cientista de Campos, no Rio de Janeiro, conheceu a NASA no ano passado, para participar de eventos e realizar um curso de análise de imagem. Essa oportunidade só foi possível graças ao projeto Caça aos Asteroides, que reúne pesquisadores de todo o mundo com o objetivo de observar a movimentação de objetos celestes.

© Foto: Reprodução
Mylena em almoço com o astronauta
Donald Alan Thomas, na sede da NASA

Em entrevista à Sputnik Brasil, Mylena explicou que, nesse projeto, em 2015, ela e outros jovens estudantes se dedicaram a analisar imagens captadas por um telescópio instalado no Havaí, através de um software, e enviar relatórios sobre elas de volta para os EUA, com a ajuda do professor Marcelo Oliveira, presidente do Clube de Astronomia e pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Um mês depois, veio o resultado, a descoberta de cinco asteroides. 

"Foi um momento muito marcante", lembra a menina.

Ao contrário da primeira vez, quando teve que pedir ajuda de várias pessoas para pagar os custos da viagem, a estudante viaja agora com tudo pago pelas autoridades norte-americanas, graças ao ótimo desempenho em um processo de seleção complicado e sigiloso do qual participou.

Pessoal,
Eu só tenho a agradecer à todos por tantas mensagens de
incentivo e carinho. É um momento de muita emoção para
todos nós, e receber esse apoio é fundamental. Poder
compartilhar os meus  sonhos e minhas conquistas
com tanta gente é algo muito gratificante. Estarei
tentando ao máximo responder à todos. 
Abraço de gratidão.

"O processo de seleção envolveu notas, a vida acadêmica, o histórico tanto pessoal quanto acadêmico, uma redação em inglês contando toda minha vida…", disse ela, destacando alguns pontos da seleção.

Muito importante para esse sucesso de Mylena nos estudos foi o apoio dado pelo professor Marcelo, que relata ter percebido um aumento no interesse dos jovens pela ciência, apesar da falta de um amparo maior por parte do governo.

"Qualquer país que queira criar um futuro melhor para essas novas gerações precisa investir em ciência, precisa investir em educação. E o Brasil parece que, neste momento, está indo na contramão, reduzindo os investimentos nessas áreas", criticou o especialista.

Apesar dessa triste tendência, ainda de acordo com o astrônomo, é preciso ter esperança.

"Eu acredito que essa juventude e o interesse que ela tem despertado mostrem a importância dela [da ciência] para o nosso país", afirmou ele, explicando que essa é uma forma eficiente de aplicar recursos no futuro nacional. 

Se depender de Mylena, mesmo que ela precise concluir sua formação científica no exterior, o Brasil terá o seu apoio. 

"Eu tenho muita vontade de construir minha carreira no exterior, mas quando eu retornar, preparar o Brasil, ajudar o Brasil a evoluir também."


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Bom leitor como já dissemos aqui no Blog anteriormente essa jovem realmente é uma menina de grande futuro, e a partir de agora tentaremos acompanhar a sua trajetória, parabéns Mylena, sucesso sempre. Aproveitando a oportunidade quero aqui tecer algumas palavras sobre o grande e relevante trabalho que o Prof. Marcelo de Oliveira, seus alunos e o Clube de Astronomia Louis Cruls vem realizando há anos na Área de Astronomia em Campos dos Goytacazes-RJ. O Prof. Marcelo é daqueles que metem a mão e realiza, corre atrás, não fica esperando as coisas acontecerem, é “GENTE QUE FAZ”, e por conta disso vem alcançando com seus alunos este reconhecimento, tanto a nível nacional como internacional. Infelizmente ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e espero quem sabe um dia fazê-lo, ou mesmo entrevista-lo para assim poder divulgar os seus planos e projetos para o futuro. Se bem não estiver enganado, o Clube de Astronomia Louis Cruls esteve a um tempo atrás envolvido com uma parceria com a nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), bem como também em um projeto de Cubesat que não sei se foram adiante, enfim... Sucesso ao Prof. Marcelo Oliveira e equipe. Já quanto a falta de apoio do governo a ciência citada nesta matéria pelo Prof. Marcelo, já disse o que penso no comentário que fiz na nota do Projeto Sírius.

Crise Ameaça Maior Obra da Ciência Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (29/08) no Blog do Jornalista Hertor Escobar do site do jornal “O Estado de São Paulo”, tendo como destaque a ameaça que a crise traz a maior obra da ciência brasileira.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Crise Ameaça Maior Obra da Ciência Brasileira

Sem recursos para chegar até o fim do ano, tanto o acelerador de partículas Sirius
quanto o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) podem
paralisar atividades por falta de dinheiro. Ministério da Ciência e Tecnologia
também está quebrado, com quase 90% do seu orçamento já comprometido

Estadão
Blog do Herton Escobar
29 de agosto de 2017

Foto: CNPEM/LNLS
Canteiro de obras do Sirius.

Sem recursos para chegar até o fim do ano, tanto o acelerador de partículas Sirius quanto o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) podem paralisar atividades por falta de dinheiro. Ministério da Ciência e Tecnologia também está quebrado, com quase 90% do seu orçamento já comprometido.

O melhor lugar para se proteger dos maus presságios que ameaçam a ciência brasileira parece ser o canteiro de obras do novo acelerador de partículas nacional — o Sirius, em Campinas. Mais especificamente, dentro do corredor que vai abrigar o anel do feixe de elétrons. As paredes são de um concreto especial, com até 1,5 metro de espessura, para evitar o vazamento de radiação; e o piso é de uma estabilidade absurda, com 4 metros de profundidade e diversas camadas, feitas de diferentes materiais e unidas por estacas, para evitar qualquer tipo de vibração. Nem terremoto derruba.

Com previsão de entrega para junho de 2018, o projeto segue a todo vapor, com máquinas e homens trabalhando intensamente dentro e fora de sua gigantesca estrutura em forma de disco-voador, com 230 metros de diâmetro — quase a largura do Estádio do Maracanã. O telhado já está todo fechado, as paredes de blindagem do corredor do anel já estão sendo concretadas, e as peças do primeiro estágio do acelerador (onde os elétrons serão produzidos) acabam de chegar ao Porto de Santos. É um projeto que impressiona, tanto pela grandiosidade quanto pela complexidade e ousadia.

Nem parece que a ciência brasileira está passando pela maior crise de sua história. Mas está; e nem o Sirius, nem o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que o abriga, nem o Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), do qual o LNLS faz parte, estão imunes a essa crise.

Assim como todos os outros institutos de pesquisa federais, o CNPEM não tem dinheiro suficiente para fechar o ano sem dispensar funcionários ou desligar suas máquinas. O centro tem recursos para mais dois meses de operação. Depois disso, se não houver uma liberação de recursos por parte do governo federal, o CNPEM terá de paralisar suas atividades.

“Temos uma reserva de contingência (de R$ 23 milhões) que dá para fechar”, diz o diretor, Rogério Cerqueira Leite.

“Fechar o ano?”, pergunto. “Não”, esclarece ele. “Para demitir todo mundo e fechar as portas.”

O prejuízo disso seria tremendo para a ciência brasileira. O CNPEM é um conglomerado de quatro importantes laboratórios nacionais — de Biociências (LNBio), Bioenergia (CTBE), Nanotecnologia (LNNano) e Luz Síncrotron (LNLS) —, e todos eles funcionam como “facilities”. Ou seja, são laboratórios dotados de equipamentos caríssimos, de alta tecnologia, que servem a toda a comunidade científica brasileira, e também à indústria nacional, para diversas aplicações científicas e tecnológicas. Centenas de projetos e milhares de cientistas seriam prejudicados com a paralisação.

O orçamento aprovado no Congresso para o CNPEM este ano é de aproximadamente R$ 90 milhões, mas o centro só tem autorização para gastar R$ 54 milhões, em função do corte (contingenciamento) de 44% do imposto pelo governo federal ao orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). E desses R$ 54 milhões, o CNPEM só recebeu, até agora, R$ 15 milhões.

“Não temos dinheiro suficiente para chegar até o fim do ano, mas aguardamos novas liberações”, disse Cerqueira Leite ao Estado. “Estamos aflitos, mas não desesperados”, completou, tentando manter o otimismo. Os recursos disponíveis hoje, segundo ele, são suficientes para mais dois meses de salário dos seus quase 600 funcionários.

O CNPEM, diferentemente de outros institutos de pesquisa federais, funciona como uma Organização Social, o que significa que seus funcionários são contratados via CLT — não servidores públicos — e o dinheiro dos seus salários sai do orçamento — não do Tesouro Nacional. Ou seja, o centro corre risco de ficar sem dinheiro, sem pesquisa e sem funcionários.

Foto: Herton Escobar/Estadão
Parte interna do prédio do Sirius, com as paredes de
blindagem do corredor do anel em construção.

Cronograma em Risco. O Sirius tem um orçamento próprio, vinculado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que lhe confere uma certa blindagem da crise, mas não chega a ser uma imunidade. O orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual para o projeto este ano é de R$ 325 milhões, mas esse valor já foi rebaixado para R$ 189 milhões (42% de contingenciamento).

E o pior é que, para cumprir o cronograma de terminar a obra e rodar o primeiro feixe de elétrons em junho de 2018, nem esse orçamento original basta. Além da liberação integral dos R$ 325 milhões previstos na lei orçamentária, o projeto precisa de mais R$ 180 milhões liberados para empenho até o fim do ano para não cair em atraso — o que implicaria em um encarecimento da obra, além do prejuízo científico, diz o diretor do LNLS, Antônio José Roque da Silva. “Reorganizar o cronograma significa reorganizar os custos”, explica. “Também há risco de perda de pessoal e impacto na cadeia de fornecedores.”

O custo total estimado do projeto é de R$ 1,8 bilhão, incluindo o prédio, o acelerador, a mão de obra e as 13 linhas de luz previstas para estar em funcionamento até 2020. Essas “linhas” são as estações de pesquisa que são acopladas ao acelerador, onde os experimentos com a luz gerada pela aceleração dos elétrons no anel interno são executados. Essa luz extremamente brilhante, chamada de “luz síncrotron”, pode ser usada para estudar a estrutura molecular de diferentes materiais, como uma liga metálica, um tipo de cerâmica, uma amostra de solo, uma molécula com potencial terapêutico ou um fóssil de milhões de anos. Detalhes técnicos aqui: http://lnls.cnpem.br/sirius/projeto-sirius/

Projetado para ser uma das melhores fontes de luz síncrotron do mundo, o Sirius é um projeto 100% brasileiro, com cerca de 85% dos seus componentes produzidos e desenvolvidos totalmente no Brasil, por meio de encomendas tecnológicas feitas a dezenas de pequenas, médias e grandes empresas nacionais.

“Não existe outro projeto de alta tecnologia no Brasil com esse índice de nacionalização”, destaca Silva. “Cada peça do Sirius exigiu um grau de desenvolvimento sem precedentes. Em alguns casos, sem precedentes no mundo.”

Tudo isso pode ser colocado em xeque se o dinheiro não sair. Segundo Silva, os recursos não precisam ser liberados todos ao mesmo tempo, mas é preciso que haja uma certeza no cronograma de liberações, para que as encomendas possam ser feitas e entregues no momento certo, com segurança jurídica e financeira. “O ministério está extremamente empenhado em fazer isso acontecer”, afirma Silva. “Mas chegamos a um momento crucial. Estamos aguardando as definições relacionadas a proposta de mudança da meta fiscal para sabermos como serão os próximos passos.”

Procurado Pela Reportagem, o MCTIC Emitiu o Seguinte Posicionamento:

“O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) esclarece que atua junto aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento pelo descontingenciamento de recursos, que afetaram os diferentes órgãos do Governo Federal. O MCTIC ressalta o papel da pesquisa e do investimento em ciência e tecnologia para o desenvolvimento do país e trabalha pela recuperação do orçamento total previsto para esse ano.

O MCTIC está dando prioridade a seus institutos (16 unidades de pesquisa e as 6 organizações sociais); a eles foi aplicado um percentual de corte inferior ao aplicado ao ministério como um todo. Além disso, este ministério está acompanhando criteriosamente as atividades dos institutos de pesquisa de maneira a evitar que impactos significativos venham a ser observados.”

A situação financeira da pasta é dramática. Seu orçamento inicial, de R$ 5,8 bilhões, foi reduzido para R$ 3,2 bilhões, e cerca de R$ 2,8 bilhões desse valor já foram empenhados. Ou seja, faltando quatro meses para o fim do ano, o MCTIC tem apenas R$ 400 milhões em caixa para bancar toda a ciência nacional (gráfico abaixo).

Situação orçamentária do MCTIC em agosto de 2017.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo – 29/12/2016

Comentário: Bom, pelo menos já se nota uma imagem da obra bem diferente da foto anteriormente divulgada, demonstrando que houve um grande avanço. Entretanto, o que ainda espanta é crença da Comunidade científica envolvida com esta obra de que este atraso não iria ocorrer. Infelizmente a comunidade de C&T brasileira (ou pelo menos a sua cúpula) continua acreditando que vivemos num país sério onde a sua comunidade politica esta realmente comprometida na construção de uma verdadeira nação, crença esta que é uma tremenda fantasia. Veja por exemplo o que ocorre com as outras comunidades de trabalhadores. Se forem os professores eles saem às ruas, se são os policiais eles saem às ruas, se são lixeiros eles saem às ruas e vão lutar pelo que reivindicam, mas a comunidade cientifica escreve carta de desagravo e entrega a esses canalhas na esperança de sensibiliza-los. Esta passividade não leva a lugar nenhum transformando a comunidade em piada e peça de manipulação em prol dos interesses nefastos desses vermes.  Aqui leitor não é uma questão partidária, já que nenhum dos pseudo partidos de merda existentes no país irá resolver o problema, seja no governo dos Petralhas, seja no governo dos Tucanalhas, seja no governo dos Pmdbtralhas, ou mesmo no governo dos Macianotralhas, jamais com a cultura politica vigente a ciência, Tecnologia e a Educação de qualidade baseada na cidadania serão prioridades para esses vermes, pois isso vai de encontro aos princípios básicos do POPULISMO. Ou seja, seria o mesmo que ‘cagar’ no prato onde comem, uma tremenda de uma burrice, e se tem algo que essa gente está longe de ser é burro. O entendimento é muito simples, um povo bem educado e cidadão (politizado) prioriza a competência e cobra resultados de todos os setores da sua sociedade, principalmente de sua classe politica, deixando assim de ser peça de manobra desses vagabundos que são em sua grande maioria sanguessugas, incapazes de produzir, vivendo da ignorância politica e dos esforços daqueles que produzem. Vocês precisam acordar. A participação da Comunidade de C&T do país nesta mudança cultural que o país precisa é de fundamental importância, mas se vocês continuarem com essa passividade, nada mudará e a história registrará a falta de atitude de vocês. Chega de choro, ingenuidade e passividade, se mexam, vão a luta, façam a diferença.

INPE Apresenta Dados Consolidados do PRODES 2016

Caro leitor!

Segue agora abaixo leitor uma notícia postada ontem (29/08) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto apresentou dados consolidados do PRODES 2016.

Duda Falcão

INPE Apresenta Dados
Consolidados do PRODES 2016

Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

A consolidação da medida da área de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada com o cálculo de 7.893 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A área desmatada registrada pelo PRODES 2016 indica uma taxa de aumento de 27% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2 de desmatamento. O desmatamento observado em 2016 significa uma taxa 72% menor em relação à área registrada em 2004, ano em que foi iniciado pelo Governo Federal o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm).

Com o PRODES, o INPE realiza o monitoramento sistemático anual da área desmatada na Amazônia Legal e produz, desde 1988, medidas anuais das taxas de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal e gestão do território. Estes dados são úteis para toda a sociedade e são utilizados em ações de autogestão ambiental como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina.

O mapeamento utiliza imagens de satélites da classe Landsat, em combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares. Considera-se como desmatamento a destruição da estrutura florestal primária por corte raso, seguida ou não por ocorrência de fogo e independentemente da futura utilização destas áreas.

As tabelas abaixo apresentam a distribuição do desmatamento medido para o ano de 2016 nos Estados que compõem a Amazônia Legal e a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2015.

Estado
PRODES 2016
(km2)
Acre
372
Amazonas
1.129
Amapá
17
Maranhão
258
Mato Grosso
1.489
Pará
2.992
Rondônia
1.376
Roraima
202
Tocantins
58
Total
7.893

Estados
PRODES 2015
(km2)
PRODES 2016
(km2)
Variação
15-16 (%)
Acre
264
372
41
Amazonas
712
1.129
59
Amapá
25
17
-32
Maranhão
209
258
23
Mato Grosso
1.601
1.489
-7
Pará
2.153
2.992
39
Rondônia
1.030
1.376
34
Roraima
156
202
29
Tocantins
57
58
2
AMZ. Legal
6.207
7.893
27

O PRODES computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso.

O valor da taxa consolidada, obtida após o mapeamento áreas de desmatamento com a utilização de 214 imagens do sensor Landsat-8/OLI complementadas por imagens dos sensores ResourceSat-2/LISS-3 e CBERS-4/MUX, é aproximadamente 1.2 % abaixo do estimado pelo INPE em final de novembro de 2016, que foi de 7.989 Km2, cálculo feito à época com base em 89 imagens Landsat-8/OLI. As imagens utilizadas na estimativa inicial foram selecionadas de modo a cobrir a área onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2014 a julho/2015) e também os 43 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007, atualizado em 2009.

A tabela abaixo apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.

Ano
# Cenas
Tx. Estimada (Km2)
# Cenas
Tx. Consolidada (Km2)
Var. (%)
2005
77
18.900
212
19.014
1%
2006
34
13.100
213
14.286
9%
2007
75
11.224
223
11.651
4%
2008
84
11.968
214
12.911
8%
2009
92
7.008
226
7.464
7%
2010
97
6.451
214
7.000
9%
2011
97
6.238
220
6.418
3%
2012
92
4.656
214
4.571
-2%
2013
86
5.843
213
5.891
1%
2014
89
4.848
216
5.012
3%
2015
96
5.831
216
6.207
6%
2016
89
7.989
214
7.893
-1%

Seguem abaixo as evoluções das taxas de desmatamento anual medidas pelo PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados constituintes:


Os gráficos abaixo mostram a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados, além da variação relativa anual das taxas de desmatamento.

Desmatamento anual na Amazônia Legal (Km2)
(a) média entre 1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994.

Desmatamento anual discriminado por Estado da Amazônia Legal (Km2)
(a) Média entre 1977 e 1988; (b) média entre 1993 e 1994.

Variação relativa anual das taxas do Prodes no período 2001 a 2016

Mais informações: www.obt.inpe.br/prodes


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)