quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Profissionais do Setor Espacial Trocam Experiências em Fórum Internacional

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada hoje (24/08) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que Profissionais do Setor Espacial trocam experiências em Fórum Internacional.

Duda Falcão

Profissionais do Setor Espacial Trocam
Experiências em Fórum Internacional 

Coordenação de Comunicação Social – CCS
24/08/2017

Fotos: Valdivino Júnior – CCS/AEB

Representantes do Centro Regional para Educação em Ciência e Tecnologias Espaciais da Ásia e do Pacífico (RCSSTEAP), da Agência Espacial Brasileira, das agências espaciais do Peru e Bolívia e instituições acadêmicas brasileiras com cursos de engenharia aeroespacial estão reunidos desde a última segunda-feira (21.08), no I Fórum do Hemisfério Sul em Educação e Aplicações em Tecnologia Espacial, promovido pela AEB.

Nos quatro dias de encontro eles estão discutindo os avanços das iniciativas de capacitação voltadas para o desenvolvimento de aplicações espaciais e aumento da conscientização espacial por meio do treinamento educacional e maior cooperação entre os estados membros do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (COPUOS).

O evento foi provocado pela necessidade de o Brasil assumir a coordenação do Centro Regional da América Latina e do Caribe o CRECTEALC. “Nós já havíamos a algum tempo, trabalhado com o Centro Regional Chinês da Ásia e do Pacifico e essa relação com eles permitiu que enviássemos estudantes para fazer mestrado na China, por exemplo, e eventualmente doutorado e cursos de curta duração, atividade que já faz parte do centro”, afirmou Carlos Gurgel, diretor de Satélite, Aplicações e Desenvolvimento (DSAD).

A Diretoria de Satélite já desenvolve inúmeras atividades com foco na área educacional, como o AEB Escola, o programa Globe da NASA, o programa Serpens e futuramente o Centro Vocacional Tecnológico CVT Espacial. “Ao olhar todas essas ações em conjunto a gente percebe que nós, de alguma forma, já estamos realizando, a algum tempo, atividades que são típicas dos centros regionais”, ressaltou.

Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, a Agência está se preparando para conduzir a coordenação do CRECTEALC no Brasil e aí está a importância das parcerias e das Universidades participarem do  Fórum. “Juntos, com essas universidades que têm cursos de Engenharia Aeroespacial, vamos conseguir estruturar um grande programa educacional para a aérea espacial do Brasil com base na cultura desses centros e principalmente, em parcerias com os chineses.

Mensagem – Durante as atividades do Fórum foi lida a mensagem enviada pelo secretário-geral do CRECTEALC, no México, Sérgio Camacho, que não pode comparecer ao evento. Ele agradeceu e destacou a relevância do trabalho realizado pelos Centros Regionais de Ciências Espaciais e Educação Tecnológica, afiliados às Nações Unidas, no contexto da globalização de agendas. Na mensagem Camacho também falou das contribuições que as tecnologias espaciais para o desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental e a necessidade de preparar recursos humanos altamente qualificados para desenvolver e implementar o uso dessas tecnologias.

Na 60.ª sessão do COPUOS, em 13 e 14 de junho de 2017, em Viena, Áustria, os diretores afirmaram que os Centros Regionais têm papel importante a desempenhar, trazendo benefícios para a humanidade e, em particular, para os países em desenvolvimento. Segundo esses diretores, esse desempenho poderia ser melhor alcançado na UNISPACE + 50, um evento especial da COPUOS a ser realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2018 para comemorar o 50º aniversário desde a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Utilizações Pacíficas do Espaço Exterior (UNISPACE).

Em preparação para consideração na UNISPACE + 50, a COPUOS propôs discutir as sete áreas prioritárias: Parceria global em exploração espacial e inovação; regime jurídico do espaço exterior e governança espacial global; perspectivas atuais e futuras, e maior troca de informações em objetos e eventos espaciais; quadro internacional para o espaço; cooperação espacial reforçada para a saúde global e cooperação internacional para sociedades de baixas emissões e resilientes.



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

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