sábado, 26 de agosto de 2017

Projeto Brasileiro Enviará Experimento à Estação Espacial Internacional

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma noticia sobre a fantástica iniciativa da galera da Missão lunar Garatéa-L de enviar em 2018 experimento estudantil para a Estação Espacial Internacional, notícia esta que foi postada ontem (25/08) no site “Inovação Tecnológica”.

Duda Falcão

PLANTÂO

Projeto Brasileiro Enviará Experimento
à Estação Espacial Internacional

Com informações da EESC
25/08/2017

[Imagem: EESC/Divulgação]
O objetivo de médio prazo do

Pela primeira vez em mais de uma década, o Brasil voltará a enviar um experimento à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) para ser realizado por um astronauta.

A iniciativa é da Missão Garatéa, o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP participará na gestão do projeto por intermédio do professor Daniel Varella Magalhães.

Garatéa-ISS

Batizado Garatéa-ISS, o projeto fará parte da 12ª edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), ação anual da NASA para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço.

"É a primeira vez que uma comunidade fora da América do Norte teve aprovação no programa, e estamos muito animados com a oportunidade", diz Lucas Fonseca, diretor da iniciativa no Brasil.

A oportunidade foi aberta por meio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, que ajudou na busca de um projeto de impacto que pudesse alinhar interesses brasileiros e norte-americanos.

A intersecção encontrada foi com a Academia Internacional do Centro Espacial Kennedy (KSCIA). "Penso que a maior importância de uma colaboração desse porte é a oportunidade de inspirar a futura geração que eventualmente atuará em alguma área do programa espacial", diz Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. "Para o Brasil, abre-se uma oportunidade gigantesca, uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo possibilidade a jovens brasileiros e a educadores de inserção na área de espaço. Para os EUA, uma oportunidade de conhecer o lado do Brasil, talentoso, criativo e inovador, o que possibilitará a criação de novas oportunidades entre as duas nações."

Projeto Estudantil

O experimento brasileiro deve ir à estação espacial em 2018 e contará com a participação de 450 estudantes do sétimo ano - com cerca de 13 anos de idade -, tanto do ensino público como do privado. Desde 2006, quando a Missão Centenário levou à Estação Espacial Internacional o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estudantes brasileiros não tinham uma oportunidade como essa.

O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, está buscando apoio da iniciativa privada para sua realização. "Este primeiro ano estamos tratando como um piloto", explica Fonseca. "Para o ano que vem, estamos costurando uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e temos a meta ambiciosa de expandir o programa para atingir um milhão de crianças. Para tanto, precisamos nos provar neste primeiro voo."


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Comentário: Poís é leitor, esta fantástica iniciativa educacional (já abordada aqui no blog) fruto da determinação de pessoas realmente comprometidas com o que fazem e que não contou com o menor apoio ou mesmo envolvimento da nossa vergonhosa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), marcará o retorno do Brasil aos laboratórios abordo da Estação Espacial Internacional desde que, o nosso Astronauta Marcos Pontes, esteve em 2006 passando uma semana abordo desta estação, isto durante a realização da “Missão Centenário”.  Missão esta muito criticada na época pela Comunidade Científica do país e que talvez tenha as suas verdadeiras razões mal compreendidas por essa mesma comunidade. Na realidade a ideia era boa apesar de cara como tudo que envolve a ISS, mas infelizmente teve a sua condução realizada com erros, sejam na área técnica como também mercadológica, resultando assim no fracasso em atingir o seu principal objetivo, ou seja, promover e divulgar impactamente o PEB junto a Sociedade Brasileira em busca do apoio politico que seus pesquisadores e o setor não encontravam por parte do Governo e do Congresso. Foi uma tentativa de dar uma sacudida esperando que com isso os setores da sociedade cobrassem desses vermes um maior apoio. Porém como disse acima, todo processo foi mal planejado pelos seus articuladores, já que os experimentos enviados para ISS poderiam ser mesmo mais relevantes, aproveitando assim melhor a oportunidade, bem como também a divulgação da missão merecia um melhor planejamento, realizado por verdadeiros profissionais do setor de um país reconhecidamente de ponta nessa área de propaganda. Nesta nova oportunidade a galera da Missão Garatéa-ISS não contará com o grande financiamento público como houve na Missão Centenário, e sim tentará buscar este financiamento junto a iniciativa privada o que dificulta bastante as coisas. Assim sendo, tornar-se essencial que você que realmente se importa com as atividades espaciais brasileiras participe divulgando esta iniciativa nas redes sociais e entre os seus amigos e familiares, esperando assim, quem sabe, que deste esforço de divulgação, resulte o apoio que esta iniciativa necessita para se concretizar no prazo estabelecido. Já o Governo e sua Agencia de Brinquedo terá no período de 2017 a 2019 (segundo o que vem sendo divulgado) duas novas oportunidades de promover impactamente e adequadamente o PEB, ou seja, através do voo de qualificação do foguete VS-43 da “Operação HEXAFLY” (missão hipersônica euro-australiana a ser laçada do CLA) e do esperado voo de qualificação do VLM-1, missão esta que hoje perdeu grande parte de seu apelo, já que infelizmente o VLM-1 passou a ser mais alemão do que efetivamente brasileiro.

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