segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Voo do ITASAT-1 é Adiado e Agora o Mesmo Pode Ser Lançado Por Foguete Indiano

Olá leitor!

Nanosatélite ITASAT-1
Hoje pela manhã consultando o “United States Commercial ELV Manifest” com data do dia (26/08), notei que o voo do foguete Falcon 9 da empresa americana SpaceX, o mesmo que levaria ao espaço o nosso nanosatélite ITASAT-1 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), havia sido adiado e não havia mas uma data prevista para  seu lançamento.

Ora, imediatamente achei estranho este fato e assim fui em busca de maiores informações junto aos meus contatos. Fui informado então de que devido aos atrasos nos voos contratos pelos seus clientes, a empresa SpaceX optou por dar preferencia aos voos com carga maiores deixando na mão vários de seus consumidores.

Diante disto, a empresa contratada (creio eu pela AEB) para coordenar todo processo de integração do satélite, da escolha do lançador e da assinatura de contrato com a empresa prestadora do serviço de lançamento, ou seja, a empresa holandesa Innovative Solutions In Space (ISIS), não gostou da atitude da empresa americana e assim resolveu romper vários contratos de lançamentos com a mesma, e entre eles o contrato do ITASAT-1.

Ainda segundo minha fonte, a ISIS está tentando resolver o mais breve possível esta questão, e já vem negociando para que o ITASAT-1 seja agora lançado por um foguete indiano.

Entretanto leitor, como já se passou muito tempo desde a qualificação das baterias do ITASAT-1 para o voo que deveria ter ocorrido e não ocorreu, o nanosatélite brasileiro teve de ser recolhido para assim ter suas baterias recarregadas e para qualquer outro serviço que for necessário.

Antes de tudo é preciso deixar claro de que o ITA e a equipe do projeto coordenado pelo Dr. Luis Eduardo Loures da Costa estão isentos de qualquer culpa por este contratempo, e temos também de ser justos quando ampliamos essa falta de culpa também para a nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), apesar de haver dentro da comunidade espacial a crença de que não havia a necessidade de contratar a ISIS para servir como intermediador neste processo.

Duda Falcão

Nenhum comentário:

Postar um comentário