quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cadê Você Ministro Jungmann?

Olá leitor!

Ministro da Defesa Raul Jungmann
Mais um ano de fantasias e de desmonte do Programa Espacial do País onde vendedores de ilusões, incompetentes e mal intencionados continuam em cargos chaves do programa quando não deveriam, enquanto um dos que poderia fazer algo vive alardeando na mídia a decisão governamental de criar um novo modelo de governança para PEB, modelo este que prevê a criação de um Conselho Nacional do Espaço (CNE), de um Comitê Executivo do Espaço (CEE) e o reposicionamento da nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB) na estrutura de governo.

Ora leitor, é claro que nos referimos ao Ministro da Defesa Raul Jungmann, que ao lado desta nova iniciativa luta também para abrir novos sítios de lançamento para outras nações na área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), tendo como projeto mais adiantado neste âmbito a possibilidade de abertura de um sítio para empresas norte-americanas.

Vale dizer que desde o primeiro governo do LULA o Jungmann é sem duvida o mais ativo ministro na questão espacial, inclusive sendo o primeiro a levar em visita oficial um Presidente da Republica ao CLA, desde a implantação dos governos civis. Porém fica a questão, qual será a real intenção por de trás disso tudo?

Temo que infelizmente não sejam intenções nobres, já que se o ministro tivesse realmente boas intenções, deveria primeiramente está debruçado para atender situações emergenciais do programa, projetos mobilizadores que estão parados ou andando a passo de tartaruga, e assim jogando o futuro espacial do Brasil na obscuridade do fracasso, e do desperdício de recursos públicos, (ex: Projeto SIA, VLM-1, Projeto SARA e o Projeto dos motores L15 e L75), seja por excessiva burocracia, seja por estupidez, por falta de foco, de visão, de brasilidade e também e principalmente, por interferência politica e até mesmo de ações de inteligência estrangeira.

Não há como negar a importância desses projetos para o desenvolvimento espacial do país e da própria área de Defesa, bem como para a nossa consolidação como potencia espacial. No entanto, se não houver uma interferência severa e competente do governo, buscando soluções, gerando uma politica espacial de verdade e efetiva, uma logística humana de qualidade, a infraestrutura física necessária, um sistema adequado de contra-inteligência e principalmente cobrando por resultados, o Brasil não fará parte do Clube das nações que dominam o acesso ao espaço. O tempo está passando e a distancia se ampliando ano após ano. Cadê você ministro Jungmann?

Duda Falcão

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

BAR Divulga Recordes Brasileiros de Minifoguetes

Olá leitor!

Foi postado ontem (26/12) no Blog “Minifoguete”, uma nota da Brazilian Association of Rocketry (BAR), apresentando a lista com a 12ª edição dos Recordes Brasileiros de Minifoguetes.

Duda Falcão

Recordes Brasileiros de Minifoguetes

comprovados com altímetro a bordo

12ª edição: 26 de dezembro de 2017 (resumo)

Novo recorde: apogeu 3048 m

Este documento apresenta os recordes brasileiros relacionados a minifoguetes, registrados pela Associação Brasileira de Minifoguetes ou Brazilian Association of Rocketry (BAR). Inclui os recordes obtidos nos Festivais de Minifoguetes.

Apogeu máximo para minifoguete com um único motor em cada classe/categoria

Categoria
Recorde (m)
Data
Minifoguete
Equipe
NAR (m)
Classe 1¤8A
    49
23 Jul 2017
LAE-99
LAE-1¤8A/UFPR
Classe 1¤4A
   113
17 Dez 2016
LAE-89
LAE-1¤4A/UFPR
   62
Classe 1¤2A
   136
29 Abr 2017
LAE-115
LAE-1¤2A/UFPR
  151
Classe A
   185
17 Dez 2016
LAE-92
LAE-A/UFPR
  313
Classe B
   336
12 Dez 2015
Gama-13
Gama/UFPR
  484
Classe C
   423
19 Abr 2015
Gama-10
Gama/UFPR
  508
Classe D
   402
30 Abr 2017
Águia Real
Greave/UP
  856
Classe E
   723
08 Ago 2015
Épsilon-8
Épsilon/UFPR
 1359
Classe F
   370
19 Dez 2015
Netuno-R/Paraná-I
LAE/UFPR
 1701
Classe G
   804
07 Set 2017
Netuno-R-b/Paraná-VIIb
Gralha Azul (UFPR-UP-UTFPR)
 2071
NAR: National Association of Rocketry (Estados Unidos) [recordes acessados em 5 Jun 2017, www.nar.org]

Apogeu exato para minifoguete com um único motor de qualquer classe

Categoria
Recorde (m)
erro (m)
Data
Minifoguete
Equipe
   50 m
    50
     0
19 Nov 2016
LAE-85
LAE-50/UFPR
   75 m
    73
    -2
19 Nov 2016
Altair-I
LAE-pós/TM-273/UFPR
  100 m
   103
     3
19 Nov 2016
LAE-84
LAE-100/UFPR
  150 m
   159
     9
12 Abr 2014
LAE-22
UFPR-Fixo
  200 m
   200
     0
23 Mar 2017
LAE-109
LAE-200/UFPR
  400 m
   406
     6
14 Dez 2014
Épsilon-1
Épsilon/UFPR
  500 m
   506
     6
18 Abr 2017
Durango-2
GFT/UTFPR-FB
  800 m
   626
  -174
19 Abr 2015
Épsilon-9
Épsilon/UFPR
 1000 m
  1126
   126
21 Mar 2017
Boitatá HI
UFABC RD
 1500 m
 2000 m
 3048 m
  3057
     9
24 Jun 2017
Tupã
UFABC RD
 5000 m

Observações:

1) Os recordes da NAR servem de referência aos brasileiros.

2) Os pedidos de registro de novos recordes podem ser feitos por qualquer pessoa ou grupo de foguetes do Brasil, de estudantes de qualquer nível ou não estudantes, equipes mistas, não havendo nenhum tipo de restrição.

3) Só serão aceitos recordes estabelecidos por brasileiros.

4) Pedidos de registro de novos recordes devem ser enviados para minifoguete@gmail.com, junto com os dados do novo recorde. Para um recorde ser reconhecido, talvez sejam solicitadas informações adicionais.

5) Só serão reconhecidos recordes obtidos com altímetro a bordo que registre a trajetória pelo menos até o apogeu. Todos os dados obtidos pelo altímetro durante o voo deverão ser enviados para o registro.

6) Qualquer dúvida e proposta de novas categorias poderão ser enviadas para minifoguete@gmail.com.

Carlos Henrique Marchi
Presidente
Associação Brasileira de Minifoguetes
Brazilian Association of Rocketry (BAR)

O minifoguete Tupã com a sua equipe UFABC RD preparado
para o seu lançamento na IREC-2017. Novo recordista
brasileiro para apogeu 3048 m.


Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Prof. Marchi é Postulado Como Professor Titular na UFPR

Olá leitor!

Prof. Dr. Carlos Henrique Marchi
No dia 19/12 foi realizado no Salão Nobre das Ciências Exatas do Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com banca formada por professores doutores da Academia, a cerimonia de Postulação como Professor Titular da Engenharia Mecânica e Áreas Afins desta universidade do Prof. Dr. Carlos Henrique Marchi.

Com mais de 15 anos como Docente em várias áreas da Engenharia com viés na Propulsão de Motores Híbridos, Espaçomodelo e Minifoguetes dentre outros feitos, como orientador em doutoramento, mestrando e publicações em revistas de relevância na área, o Prof. Marchi é um grande exemplo de profissional educador no Brasil nessa Área de Ciências Espaciais.

O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza publicamente ao Prof. Marchi por sua conquista e também por tudo que o mesmo tem feito pelo Foguetemodelismo e pelas Ciências Espaciais Brasileiras.

Duda Falcão

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Estranho Asteroide em Forma de Caveira Que Vai Voltar a Passar Perto da Terra em 2018

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (25/12) no “Portal TERRA” destacando um estranho asteroide em forma de Caveira vai voltar a passar perto da Terra em 2018.

Duda Falcão

CIÊNCIA

O Estranho Asteroide em Forma de Caveira
Que Vai Voltar a Passar Perto da Terra em 2018

Corpo celeste foi observado pela primeira vez em outubro de 2015 e chamado
de "Asteroide do Halloween"; agora, cientistas esperam conseguir mais dados.

BBC BRASIL.com
25 dez 2017 - 16h30
Atualizado às 17h03

Depois do asteroide Oumuamua, que tem um formato parecido com um charuto e que foi descoberto por cientistas em outubro, os astrônomos terão a oportunidade de estudar mais um corpo celeste enigmático que passará perto da Terra. Um pequeno asteroide que, ao girar em torno de seu eixo, mostra semelhança impressionante com uma caveira deve passar perto do nosso planeta novamente em 2018.

Fotos: BBCBrasil.com
Por ter sido observado na época do Dia das Bruxas e ter
semelhança com caveira, o corpo celeste foi chamado de
Asteroide do Halloween. Ilustração: J.A.Peñas/Sinc

A última vez que o asteroide 2015 TB145 passou perto da Terra foi no fim de outubro de 2015, época em que muitos países comemoram o Dia das Bruxas. Por isso, os cientistas o apelidaram de "Asteroide do Halloween".

Na época, ele estava a uma distância de aproximadamente 486 mil km - apenas 1,3 vezes a distância da Lua à Terra. A proximidade significava que o objeto estava mais iluminado. Por isso, cientistas europeus, americanos e latino-americanos apontaram seus instrumentos para o 2015 TB145.

Em algumas das imagens, o asteroide se assemelhava, em alguns ângulos, a um crânio humano por causa do seu relevo e das condições de iluminação.

O pesquisador Pablo Santos-Sanz, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), também organizou campanhas de observação do asteroide para descobrir suas características.

Em novembro de 2018, o Asteroide do Halloween poderá ser observado mais uma vez. No entanto, ele passará a uma distância 105 vezes maior que a da Terra à Lua - o que ainda é próximo o suficiente para que seja possível estudá-lo.

Um encontro mais emocionante, segundo os pesquisadores, voltará a acontecer em 2088, quando o 2015 TB145 passará pela Terra a uma distância equivalente a 20 vezes a distância entre nosso planeta e o satélite.

Em 2015, asteroide passou a uma distância equivalente a
apenas 1,3 vezes a distância da Terra à Lua | Foto: Nasa

Novas Descobertas

O Asteroide do Halloween tem entre 625 a 700 metros de diâmetro, segundo o estudo publicado por Pablo Santos-Sanz e sua equipe no periódico Astronomy and Astrophysics.

Eles também descobriram o período de rotação do corpo celeste, o que seria a duração do seu "dia" - entre 2,94 horas e 4,78 horas, de acordo com a observação e os cálculos deles. E determinaram seu formato, uma elipse achatada, que reflete apenas entre 5% e 6% da luz do sol que a atinge.

"Isso significa que é um asteróide muito escuro, só um pouco mais reflexivo que o carvão", disse Santos-Sanz em nota.

Atualmente, acredita-se que o Asteroide do Halloween pode ser um cometa extinto, que perdeu bastante água e outros componentes voláteis durante as voltas que deu ao redor do Sol.

Isso é semelhante ao que se considera a respeito do objeto interestelar Oumuamua, que causou surpresa por seu formato de "charuto" e também parece ser um tipo de cometa "disfarçado" de asteroide.

Em geral, asteroides e cometas são diferenciados por sua composição (os primeiros são mais rochosos e metálicos, e os últimos têm uma proporção maior de gelo e rochas) e pelo tipo de órbita ao redor do Sol. Mas nem sempre é fácil diferenciá-los com as observações que a distância permite fazer.

Agora, os pesquisadores aguardam que novembro de 2018 traga mais novidades sobre a natureza destes objetos.

"Apesar de essa passagem próxima não ser tão favorável, conseguiremos como obter novos dados que podem aumentar nosso conhecimento sobre a massa dele e outras que passam pelo planeta", disse Pablo Santos-Cruz.


Fonte: Portal Terra - 25/12/2017 - http://noticias.terra.com.br

Comentário: Pois é, tá ai um alvo muito interessante para uma missão espacial científica que poderia muito bem ser realizada pela Comunidade Astronômica e Espacial Brasileira utilizando uma nano sonda baseada numa plataforma cubesat, mas diante do pouco tempo que resta (mesmo que a sonda ficasse pronta para lançamento em tempo, teríamos pouco tempo para coloca-la em uma janela de lançamento em tempo de alcançar este asteroide) e das dificuldades herculanas que existe no Brasil para se realizar uma missão como esta, infelizmente algo assim está ainda no campo da Ficção Científica e da fantasia, sendo o exemplo da Missão Lunar do Programa Garatéa uma única luz no final do túnel que, caso se confirme, será fruto de esforços de gente determinada e sem o menor envolvimento ou ajuda governamental.

CLA - Base Espacial no Maranhão Esbarra em Disputa Histórica

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (24/12) no site do “defesanet,com”, destacando que a Base Espacial no Maranhão (CLA) esbarra em disputa histórica.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

CLA - Base Espacial no Maranhão
Esbarra em Disputa Histórica

Governo quer atrair parceiros internacionais, mas moradores reivindicam área

Cleide Carvalho
Especial DefesaNet
24 de Dezembro, 2017 - 14:00 ( Brasília )

Visita do Presidente Michel Temer ao CLA.

Governo quer atrair parceiros internacionais com aumento de tamanho do centro, mas moradores reivindicam área e protestam contra falta de diálogo Governo estima que parcerias internacionais podem render US$ 1,5 bilhão, mas famílias terão que ser removidas

A possibilidade de ampliação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, tem tirado o sono de moradores do município. Implantada na década de 1980 com o deslocamento de 312 famílias que moravam na faixa litorânea, a base de Alcântara ocupa 8.713 hectares e está subutilizada desde 2003, quando um foguete foi acionado subitamente, antes da data prevista, e pegou fogo, matando 21 pessoas. Por falta de foguete, a base nunca colocou um satélite na órbita da terra.

CLA Impasse. Por falta de foguete, a base de Alcântara (MA) nunca colocou um satélite na órbita da terra e está subutilizada desde 2003, quando um acidente matou 21 pessoas Com localização privilegiada - próxima à linha do Equador - e promessa de reduzir em até 30% o custo de um lançamento de satélite, no último ano o CLA voltou a receber comitivas de países interessados em utilizar as instalações, entre eles França, Itália e Coreia do Sul. Uma proposta foi entregue ao Departamento de Estado norte-americano e, num fórum de investidores em São Paulo, no primeiro semestre deste ano, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que o CLA está pronto para uso de países parceiros.

O problema é que, para abrigar novos sítios de lançamento, o CLA tem que aumentar de tamanho. A estimativa é que terá que avançar mais 12.645 hectares sobre o município, obrigando a retirada de famílias e restringindo o acesso ao mar de comunidades que hoje vivem da pesca. Segundo o coronel Luciano Rechiuti, diretor do CLA, o objetivo é fazer o que não foi feito desde a década de 1980: a segunda etapa do plano diretor da base. Na prática, a área de expansão ocupará uma faixa de praia de pelo menos 10 quilômetros, o dobro da usada atualmente.

Em 1991, um decreto do então presidente Fernando Collor de Mello declarou de utilidade pública 62 mil hectares no município de Alcântara, área totalmente reservada ao CLA. Segundo a Casa Civil da Presidência da República, o que está em discussão agora é a efetiva utilização da área, mas ainda não se sabe quantas pessoas terão que ser removidas. Apesar do decreto de 1991, desde 2008 ações na Justiça estabeleceram um conflito fundiário, já que os moradores da região pedem titulação de terras por meio do programa de regularização de áreas quilombolas. Em 2010, o assunto foi parar na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal.

O reassentamento feito entre 1986 e 1987 deixou marcas na população. Os moradores foram retirados da faixa litorânea e transferidos para agrovilas distantes do mar. A ideia era transformá-los em pequenos produtores rurais. Segundo o defensor Yuri Costa, da Defensoria Pública da União, sem irrigação, a maioria das plantações não prosperou e ainda hoje as famílias percorrem 20 quilômetros de bicicleta para conseguir pescar.

Segundo relatório do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, que esteve em Alcântara em agosto passado para ouvir os moradores, a Agrovila Marudá, uma das formadas por reassentados, não tem sequer escola de ensino fundamental e médio e os jovens têm que ir para São Luís para estudar. Cerca de 40 casas estavam vazias e as famílias foram para a periferia da capital, em busca de emprego.

No último dia 18 de dezembro, a Defensoria Pública da União expediu ofício ao Ministério da Defesa e à Casa Civil da Presidência requisitando informações sobre o impacto que o projeto terá sobre a população do município.

- As autoridades têm falado publicamente sobre o assunto, mas os moradores não foram informados, nem ouvidos. É gente muito simples, humilde, muitos descendentes de escravos. O fato é que a tecnologia de ponta do CLA nunca melhorou a vida dos moradores. Ao contrário, a vida de muitos deles piorou muito - afirma o defensor.

Ao GLOBO, a Casa Civil informou que não há prazo definido para a retirada de moradores e que ela será "objeto de discussão com a própria comunidade no momento oportuno".

- Não se trata de expansão. O plano diretor existe desde a década de 80 e previa 22 mil hectares de área operacional. A construção seria em quatro etapas, mas só duas foram concluídas. As fases 3 e 4 nunca aconteceram. É um projeto de Estado e o decreto ainda é válido - diz o coronel Rechiuti, diretor do CLA.

Na nova área a ser ocupada pela base, a ideia é fazer três corredores de acesso até a praia. A Casa Civil informa que, a depender da extensão dos corredores, será planejada a forma de utilização e locomoção das comunidades.

O advogado Danilo Serejo, que nasceu em Alcântara e participa das discussões sobre como garantir os direitos das famílias, diz que quando há lançamentos as pessoas não podem pescar e não são ressarcidas por terem deixado de ganhar. Na avaliação dele, a expectativa de desenvolvimento gerada pela instalação da base de lançamento de satélites nunca se tornou realidade.

- Ao longo de quatro décadas da base, que tem tecnologia de ponta, pouco melhorou a condição de vida nos moradores locais. Quando a base foi criada, eles acreditaram. Agora, não acreditam mais. Não tem como olhar como uma coisa boa - diz o defensor.

Alcântara é hoje um município de pouco mais de 21 mil habitantes. Segundo dados do IBGE, apenas 4,3% dos moradores estão ocupados e 56,4% dos domicílios vivem com menos de meio salário mínimo. O CLA emprega cerca de 940 pessoas, entre civis e militares.

Segundo dados da Agência Espacial Brasileira, R$ 385 milhões foram aplicados no CLA entre 2009 e março de 2017, dos quais R$ 306 milhões no desenvolvimento de projetos. Documentos apresentados à Câmara dos Deputados mostram que serão necessários R$ 250 milhões para a operação da base em 2018. Nos últimos dois anos houve corte de recursos para o CLA e projetos foram adiados. Segundo informações do Comando da Aeronáutica, também apresentadas aos parlamentares, boa parte dos servidores civis - cientistas e técnicos com experiência acumulada na operação há 34 anos - está prestes a se aposentar. Como não são feitos novos concursos para contratação, a experiência pode se perder por falta de gente nova a ser treinada.

META É INVESTIR EM MICROSSATÉLITES

Ceder o espaço para países parceiros é a esperança de reviver o sonho da chamada "janela brasileira para o espaço". Se os planos vingarem, fala-se até mesmo na construção de um hotel e de um porto para permitir a chegada direta de equipamentos ao centro e abrigar a mão de obra estrangeira, sem contar a possibilidade de criação, no futuro, de um polo de indústria aeronáutica. Ou seja, tudo isso vai precisar de lugar para ser instalado.

A meta do centro é investir no lançamento de microssatélites, menores do que os satélites convencionais e que pesam até 150 quilos. As obras de adaptação da torre de lançamento devem começar em 2018, os testes, em 2019, e o lançamento efetivo, se nada atrasar, em 2021.

O Ministério da Defesa já estimou que as parcerias com outros países podem gerar receita de US$ 1,5 bilhão ao CLA. O mundo tem hoje cerca de 1.460 satélites em órbita, 40% deles comerciais - um mercado estimado em US$ 330 bilhões.

Nota DefesaNet

É quase impossível avançar com o desenvolvimento do CLA. O Ministério Público Federal tem sido um fiel guardião que qualquer atividade prevista não avance de forma alguma.

Emboras as tratativas do atual Comandante da Aeronáutica, o Brigadeiro Rossato, as dificuldades são enormes.



Comentário: Leitor, a questão quilombola é de fácil solução e não se resolve porque eles precisam desta desculpa para manter tudo com está e ganhar tempo para implantar o plano de se dar bem, entregando a quem pagar mais o sonho dos pioneiros. É o fim do PEB. Estou casando de toda essa palhaçada, o Programa Espacial Brasileiro (PEB) acabou e vai permanecer morto enquanto esses POPULISTAS DE MERDA continuarem no poder. Se realmente houvesse no Brasil um governo sério e comprometido com os interesses e com o desenvolvimento do país, eles reuniriam a comunidade cientifica num grande evento para formalizar junto com quem é do ramo um documento com diretrizes politicas, planejamento estratégico e logística para o setor e utilizariam a sua bancada politica de apoio no Congresso para aprovar o mais rápido possível o que quer que fosse necessário para implantar essas diretrizes. Isso tudo ai é papo furado, esses vermes estão caminhando para entregar a outras nações o pouco que ainda resta. É o fim senhores e por acreditarmos nisto, o ano de 2018 será o ultimo online do Blog BRAZILIAN SPACE. Chega de fantasias.

Interview: Raul Jungmann, Brazil’s Defense Minister on the State of US Cooperation

Hello reader!

Below is an interview with Brazilian Defense Minister Raul Jungmann, published on 12/23 on the Defense News website, highlighting the possible partnership between Brazil and the US in Defense and Space.

Duda Falcão

INTERVIEWS

Interview: Raul Jungmann, Brazil’s Defense
Minister on the State of US Cooperation

By Jill Aitoro*
Defense News
12/23/2017

Foto: Defense News
Raul Jungmann, Brazil’s defense minister, at the resident
of the ambassador in Washington on Nov. 17, 2017.

WASHINGTON ― Brazil established the Ministry of Defense less than a decade ago to, among other things, strenthen the country’s cooperation with international allies. Since that time, partnership with the United States has been slow to move, in part due to U.S. restrictions on the sale of strategic systems.

Brazil’s defense minister Raul Jungmann caught up with Defense News Nember, while in Washington for talks with the Pentagon and the defense industry.

I know you’re here on business, so to speak. Can you just tell me how the trip has been going here in the United States and what you’ve accomplished?

This visit was organized first on our conversations and dialog with authorities in the public sector. The second aspect was our interactions with the private sector, and also with society in general, through the think tanks. This visit is included in a much broader strategy that we call “defense diplomacy.” This includes, first of all, our neighboring region South America, and second, the United States, Russia, China, the Middle East and India — and obviously the European Union.

Our goal, first of all, is to consolidate our bilateral relations in the area of defense, and we’re going through a very positive time in those relations. Our agreements are working very effectively. First of all, the framework agreement, and second, the information sharing agreement and third, the research and development agreement.

Brazil has a wonderful defense company in Embraer, of course. What is the hope in terms of building up and expanding Brazil’s defense industrial base, and how might Brazil go about doing that?

Embraer is already here in the United States in Sierra, Nevada, and they have an industrial plant there. And there are companies that want to establish partnerships, especially Boeing; I’ve talked to the head of the Boeing international sector, and they want to establish this partnership and move forward with it.

I know Boeing is already partnered with Embraer on aspects of the KC-390 aircraft program and the A-29 Super Tucano. Any more specifics in terms of Boeing’s interest in partnership?

They are working toward commercializing the KC-390 for Saudi Arabia. And they want to explore the Alcântara base launching site. I think that this partnership is very interesting and very positive.

Do you see opportunities for growth in defense contributing to the economic stability of Brazil? What kind of role could defense potentially provide?

The defense industrial base in Brazil accounts for 3.7 percent of Brazil’s GDP, it employs around 80,000 people with direct jobs, and indirect jobs is in the range of 130,000. Defense in Brazil has the fourth-largest budget in the government, at about [U.S.] $29 billion per year, and we have a portfolio of projects for the next 15 years that could reach $80 billion.

And how much emphasis is placed on export?

Through the Brazilian Development Bank, the largest development bank in South America, we created a line of credit for import and exports in the area of defense. This would help with our trade balance because of the exports, and for that we also are implementing reforms and making reforms to the tax system, the regulatory system, the fiscal system, [to] help support import and export in the defense industry in Brazil.

I know there was an exercise — Amazonlog 2017 — in November involving both the United States as well as Brazil. Can you tell me a bit about that and how that went?

The exercise was very successful; it was conducted in the tri-border area with Brazil, Peru and Colombia. It has 22 countries, including the United States, that participated for the first time. The exercise was geared toward humanitarian assistance and helped create a positive perspective of how the armed forces can help with disaster situations and bring relief.

The exercise spurred questions about the U.S.’ role in Brazil — something that has been brought up before. Is there any concern about the U.S. being positioned in Brazil — in a military sense, of course?

We had a few reactions that were very unwarranted and disproportionate. We invited the members of Congress, both from the opposition and the parties that support the government, to come and participate and watch what was going on in the exercise. We had Venezuela participate — they had a general come. And after everybody was there, any questions or doubts they had about the exercise dissipated because it was conducted with the utmost transparency. And regardless if it is the United States or China or Russia or Israel that were participating in the exercise, they are more than welcome anytime that we need help with humanitarian assistance and exercises such as this one.

So, just to explain, everything that I saw and watched, everybody else saw and watched because it was conducted in a fully transparent environment.

I know there’s talk from the opposition about the United States trying to assert some sort of sovereignty by way of its presence. Is that a concern of the current government or Defense Ministry at all?

They’re ideological, preconceived ideas — no more than that. We have participated in military exercises for humanitarian assistance here in the United States and in other countries. And any country that wants to participate in humanitarian assistance, saving lives and helping in that aspect are welcome.

This is included in a global diplomatic effort of Brazil in terms of defense. Brazil and the United States are going through a very positive moment in their relationship in defense, and that’s what we want to continue to pursue —this positive relationship.

You have an election coming. What kind of impact would the outcome of that election potentially have on defense?

Elections always have an impact, but I believe that these changes would be more in terms of style and speed, not as much in substance. Because defense is a state policy, it is established between two countries, and they’re long-term policies and goals. Brazil and the United States have a traditional relationship in defense, and this relationship has been consolidated and it’s strong.

Brazil is one of many countries that have had to balance the role of the military in terms of domestic challenges. What role for Brazil does the military play in addressing challenges tied to narcotics and the like?

Brazil has a lot of challenges with regard to public safety; and the constitution establishes that under very extreme situations when the order is being challenged, then the military can be called to restore order. The government has helped states to deal with these extreme, extraordinary situations. But the true vocation of the military is national defense and security. And we are more concerned with the issues of borders and transnational crime because Brazil has the third-longest border in the world. This is a focus. And we have implemented measures, and we will implement more measure to defend Brazil in this situation because crime is becoming an international network.

It is very clear to us that transnational crime is a threat, especially when it involves drugs, smuggling of weapons. Transnational crime is not something that can be dealt with only domestically, especially when these criminal networks are created [in other countries] and becoming increasingly international.

We have the Ministry of Justice that deals with some aspects, and then the Institutional Security [Cabinet]. We have the Ministry of Defense and the Ministry of External Relations — all of them have some areas that they deal with. And we’re going to establish an initiative of South American defense to deal with this issue with all of our neighbors. It is something that affects the entire region.

When I was in Vancouver for a U.N. conference about peacekeeping missions [earlier in November], I met with representatives from Argentina, Colombia and Uruguay, and we’ve decided that this South American security initiative is going to move forward. And we have scheduled the first meeting to take place in early 2018 in Argentina.

Before I let you go, what would you name as top priorities in terms of defense investment?

Space, cybersecurity and modernizing our ships. [For the latter], we have a request for proposals for four corvettes. Also, technologies for inspection and monitoring of our border areas, satellites, drones, radars that can be integrated into this effort.

[We also hope to] develop a binational project with the United States. I’d like to say one more thing: We have an expectation of not having a relationship that is only topical with the United States, with no specific [areas of cooperation]. We would like to have a strategic partnership, a state partnership, based on [mutual] interests. We are the two largest democracies and the two largest economies in the hemisphere. That’s what we are seeking to build; there are opportunities to [support] each other in terms of the defense industrial base [and] to jointly explore other markets.

* About Jill Aitoro: Jill Aitoro is editor of Defense News. She is also executive editor of Sightline Media's Business-to-Government group, including Defense News, C4ISRNET, Federal Times and Fifth Domain. She brings over 15 years’ experience in editing and reporting on defense and federal programs, policy, procurement, and technology.


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