sábado, 16 de dezembro de 2017

Astrônomos Brasileiros Flagram Impacto na Lua Durante Chuva de Meteoros

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada ontem (15/12) no site do jornal “Folha de São Paulo”, destacando que Astrônomos Brasileiros flagraram impacto na Lua durante Chuva de Meteoros.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Astrônomos Brasileiros Flagram Impacto
na Lua Durante Chuva de Meteoros

Por Salvador Nogueira
Jornal Folha de São Paulo
15/12/2017 - 01:40


Observar chuva de meteoros na Terra é para os fracos. Uma rede de monitoramento de meteoros brasileira decidiu procurá-los na Lua. E teve sucesso.

Durante o auge da chuva anual dos gemínideos, que aconteceu de quarta para quinta-feira (14), o grupo da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros, na sigla em inglês) conseguiu registrar o impacto de um bólido celeste na Lua, que foi acompanhado por um flash.

“Como o pico das geminídeas ocorreria na Lua minguante, a face escura estaria apontada para o radiante”, explica Lauriston Trindade, um dos coordenadores da rede, composta por astrônomos amadores espalhados por todo o território nacional. “Fiz uma simulação de probabilidade de impactos, usando geometria, e passamos a fazer conclames.”


Voluntários com telescópios se prepararam para colher as observações, e em dois deles foi possível captar o mesmo flash na Lua — indicando o momento exato, assim como a localização, do impacto. Marcelo Zurita, na Paraíba, e a dupla Romualdo Caldas e David Duarte, em Alagoas, fizeram o mesmo registro, o que prova conclusivamente que foi um fenômeno real, e não um artefato gerado pela câmera de um ou de outro.

A pancada deve ter acontecido próximo à cratera Da Vinci, que fica entre o Mare Crisium e o Mare Tranquilitatis. “Foi o primeiro impacto lunar comprovado e registrado a partir do Brasil”, destaca Trindade.

(Crédito: Avani Soares)
Indicação da região onde ocorreu o impacto registrado pelos brasileiros,
em imagem preparada pelo astrônomo amador Avani Soares.

O choque foi particularmente brilhante, de modo que muito provavelmente formou uma nova cratera de pequeno porte naquela região. Os pesquisadores brasileiros já informaram a descoberta à NASA, que poderá usar seu orbitador lunar — o Lunar Reconnaissance Orbiter — para tirar novas fotos da área nos próximos dias e procurar o novo marco geográfico.

Os geminídeos são resultado dos detritos deixados pelo asteroide Faetonte em sua órbita ao redor do Sol. Quando a Terra os cruza, eles adentram a atmosfera e queimam, como bonitas estrelas cadentes. Nesse balé, claro, a Lua vem a tira-colo, mas, sem uma atmosfera para proteger a superfície desses pequenos bólidos celestes, o impacto inevitavelmente leva à formação de crateras. (Esse, por sinal, é um desafios de se estabelecer uma presença tripulada permanente na Lua — lá literalmente chove pedra.)

Enquanto o pessoal da Bramon estava de olho em possíveis flashes no solo lunar, o astrônomo amador Junior Martini registrou o próprio asteroide que é responsável pela chuva, o Faetonte. Ele estava a mais de 11 milhões de km da Terra, mas mesmo assim Martini pôde captá-lo bailando entre as estrelas da constelação de Perseu.


Este é o espetáculo do céu, que há séculos maravilha os seres humanos suficientemente ousados para perscrutar seus mistérios. Chega a ser surreal que alguém possa preferir a ignorância e o obscurantismo, diante do encantamento que a natureza nos proporciona.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 15/12/2017

Um comentário:

  1. Sim.Mas nada desperta interesse numa mente obtusa.O cérebro até que está na caixa craniana mas não funciona.É como um veículo sem motor de partida,alguém precisa dar um empurrão.Lamentavelmente a maioria das pessoas vive para consumir o que é anunciado na Midia e atender seus instintos elementares.

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